quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Tarso e Vieirinha antecipam a campanha.


Nos últimos cinco dias (para ficar apenas nesse período de tempo) Tarso Genro e Vieira da Cunha, dois pré-candidatos a governador, deram um drible digno de um Neymar na Justiça Eleitoral. Impedidos legalmente de realizarem atos políticos com fins eleitorais, os dois pré-candidatos usaram da esperteza e da criatividade ao utilizarem suas posições políticas para obter dividendos políticos-eleitorais.

Como governador, Tarso, que oficialmente estava em Capão da Canoa para assinar convênios e entregar radares móveis à Brigada Militar, “repentinamente” tirou a roupa e ficou apenas de sunga de banho. Ato contínuo se postou ao lado de um deficiente físico que estava sendo levado para tomar banho de mar numa cadeira anfíbia. Tudo previamente planejado e devidamente registrado pela imprensa que fora previamente avisada. Resultado, ampla exposição da imagem nas mídias tradicionais e principalmente nas redes sociais (objetivo maior da cena montada).


No mesmo dia e na mesma praia, Vieira da Cunha e Lasier Martins, ambos pré-candidatos pelo PDT (governo e senado), sob a alegação de estarem participando de uma movimentação promovida pela Juventude Trabalhista, caminharam pela beira da praia distribuindo folhetos pedindo uma praia limpa e, claro, conversando e tirando fotos com os veranistas. Da mesma forma que Tarso, tudo devidamente registrado pela imprensa. Resultado, ampla exposição de fotos nos jornais do dia seguinte.



Mas como em se tratando da relação entre PT e PDT tudo é possível, quatro dias depois, “democraticamente”, Vieira e Tarso resolveram compartilhar o mesmo palanque. A inauguração da estátua de Leonel Brizola. Em meio a diversos pré-candidatos às eleições proporcionais, os dois futuros adversários de campanha sorriram para o registro das imagens como se fossem parceiros e não adversários. Afinal, o que importa é aparecer bem na foto.



Tamanha facilidade de exposição pública não só fere a ética eleitoral como estimula o tão criticado jeitinho brasileiro de driblar as leis. Se a campanha começa somente após as convenções partidárias de junho, por que a justiça eleitoral se mostra condescendente com esses desvios de conduta de pré-candidatos declarados e atuantes?

Está na hora do TRE e o do MPE aparecerem na foto. 

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