sábado, 11 de janeiro de 2014

Mais atitude e menos explicação.



Inadmissível e inaceitável, sob todos os aspectos, a tentativa dos representantes do governo Tarso de transformar as denúncias resultantes da Operação Kilowatt em algo corriqueiro, sem gravidade. Como assim? Desvio de dinheiro público para fins ilegais não é mais crime? Claro que é! Então que me desculpe o chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, os secretários estaduais de Obras, Luiz Carlos Busato, e de Educação, José Clóvis de Azevedo, mas estão tentando explicar o inexplicável. Justificar o injustificável. Se não entenderam vou ser mais claro: Estão “tapando o sol com a peneira”. “Enxugando gelo”. E o pior, indo contra a vontade popular, que não suporta mais a corrupção no serviço público. Senão vejamos.

Diz o secretário Pestana que se comprovada à fraude, a culpa será das pessoas envolvidas e não das instituições que elas representam, no caso o governo do Estado e os partidos que fizeram a indicação dos seus nomes. Não mesmo! De quem é a responsabilidade pela indicação e aprovação dos nomes daqueles que fraudaram o erário público? De quem é a responsabilidade pela fiscalização da contratação e execução de uma obra executada com dinheiro público? Do Estado, respondo eu. Então não dá para aceitar uma declaração política para um assunto de polícia.

Da mesma de forma, de nada adiantam as explicações do secretário Busato, de que os serviços contratados e pagos (que sabemos agora foram parcialmente executados) foram ampliados para atendimento de outras áreas. Ora, isso é ilegal. O objeto da licitação e do contrato é claro no que se refere à meta a ser atingida. Agregar indevidamente outras obras a este contrato é irregular. E ilegal.

Por último, chega atrasado o anúncio da secretaria estadual da Educação de que será implantado um serviço de acompanhamento da execução de obras em escolas estaduais. Como assim cara pálida? Então não havia fiscalização? Bem, nesse caso, não dá para se surpreender pela ocorrência de fraudes.

O que está faltando por parte das autoridades estaduais nesse momento, além de um claro mea culpa, é uma manifestação de indignação pelo ocorrido. Um grito de basta à corrupção. Como o PT fazia quando estava na oposição.  E, claro, a punição dos envolvidos e, se possível, o ressarcimento dos recursos desviados. Sem isso, qualquer providência será apenas paliativa. Não vão convencer a população. É por isso que estranho o silêncio do governador. Cabe a ele dar o tão necessário grito. Antes que seja tarde.


Tarso, por que te calas?

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