terça-feira, 31 de julho de 2012


Band TV realiza debate dos candidatos
à prefeitura de Porto Alegre


Depois de duas rodadas de debates nas rádios Gaúcha (com transmissão pela TVCOM) e Guaíba, chegou a vez da TV aberta promover um encontro com os sete candidatos à prefeitura de Porto Alegre. No caso a Band TV. O debate será na próxima quinta-feira, dia 2, a partir das 22h00min. O encontro será transmitido também pelas rádios Bandeirantes AM 640 e BandNews FM 99,3, e poderá ser acompanhado pelo site www.band.com.br/bandrs. Todos os sete candidatos foram convidados: Adão Villaverde, Érico Corrêa, Jocelin Azambuja, José Fortunati, Manuela D’ávila, Roberto Robaina e Wambert Di Lorenzo.O debate terá quatro blocos, cada um com características específicas. A mediação será do jornalista Oziris Marins.

segunda-feira, 30 de julho de 2012


E La nave se va!


Gostaria de ter errado meu prognóstico de que a equipe olímpica brasileira iria repetir em Londres o mau desempenho das Olimpíadas anteriores. Não errei. E bastaram três dias para essa constatação. Das 78 medalhas disputadas (ouro, prata e bronze) o Brasil ganhou apenas três (um ouro, uma prata e um bronze). Mas minha previsão não estava baseada apenas no quadro de medalhas, mas na constatação de que o governo brasileiro (este e os anteriores) faz muitíssimo pouco pelo esporte. Atleta brasileiro que se destaca é porque tem o apoio de algum clube bem estruturado e um patrocinador privado.

Pois bem. Em meio aos primeiros indícios de mais um irrisório desempenho olímpico (ou a pujança econômica que o Brasil se jacta possuir não teria que se refletir também no esporte nacional?), Dilma Rousseff, de Londres, manda dizer que ao término desta Olimpíada o governo brasileiro vai anunciar um plano de apoio ao esporte. A iniciativa, segundo a presidenta, visa à preparação dos atletas para a Olimpíada de 2016, no Brasil. Para tanto, a União irá investir recursos públicos na promoção e incentivo de esportes individuais, com vistas à melhorar a posição brasileira no quadro de medalhas.

Ah, presidenta! A meta é até 2016? Então aí vai mais uma previsão deste blogueiro. Não vai dar certo. Uma política eficaz de educação (Esporte é Educação) esportiva não se faz com meta de curto prazo. Até porque a Educação brasileira (e consequentemente o esporte amador) carece de medidas estruturantes, impossíveis de serem implementadas à curto prazo. 

Bem, mas já é um começo. Só espero que não sirva de palanque eleitoral (ou será eleitoreiro?), já que teremos eleição para a presidência da República em 2014. 

E assim La nave se va. Aos poucos. De esperança em esperança. 

Olha o Wambertão aí gente!

Sabedor de que é um candidato pouco conhecido do eleitorado porto-alegrense (confirmado pelas últimas pesquisas), Wambert Di Lorenzi (PSDB) resolveu popularizar sua campanha. Mandou confeccionar um boneco de quatro metros de altura com suas feições. E o local da execução da “obra de arte” não podia ser outro: Olinda (PE), cidade conhecida nacionalmente pela fabricação de grandes bonecos, usados no carnaval de Pernambuco.

E o candidato tucano fez mais. Batizou o boneco com o nome de Wambertão. Dizem os marqueteiros do candidato que o nome original era difícil de ser pronunciado e lembrado. Sei não! Acho que o novo nome não vai ajudar muito. O certo nisso tudo é que se Wambert tem a intenção de AUMENTAR a sua visibilidade na campanha.  Com um boneco de quatro metros de altura tudo indica que irá conseguir. Se irá ter reflexo nas próximas pesquisas e principalmente nas urnas é esperar prá ver.

ET. O blog não conseguiu uma foto do verdadeiro boneco, por isto procurou outra que fosse parecida. A origem é a mesma: Olinda (PE).

Imagem: bemmelhor.net

Mulher não gosta de política?


 Lamentavelmente, mais uma vez, o Rio Grande do Sul aparece nas últimas posições de um comparativo entre o desempenho positivo dos Estados brasileiros. Desta feita trata-se do ranking estadual com mais candidatas a prefeita. Levantamento realizado pelo jornal Zero Hora, publicado na edição desta segunda-feira (30), mostra que dos 26 estados pesquisados o Rio Grande do Sul aparece na 25ª posição, à frente apenas do Amazonas. E olha que o número de mulheres é maior que o de homens. Apesar disso, o percentual do eleitorado feminino e masculino no Brasil e no RS é o mesmo: 52% são mulheres e 48% são homens.

O que surpreende na pesquisa, porém, é que justamente nos estados onde a concentração feminina é menor é que se dá a maior participação de candidatas mulheres. É o que acontece com os 10 estados melhores colocados, todos da região Norte e Nordeste. Pela ordem: Roraima (21,29%), Tocantins (20,32%), Paraíba (19,71%), Rio Grande do Norte (19,61%), Maranhão (18,55%), Alagoas (17,22%), Sergipe (15,07%), Ceará (14,79%), Amapá (14,67%) e Acre (13,7%).  Mas se o RS aparece na penúltima posição, com 9,01%, também os estados mais populosos como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais ocupam posições nada confortáveis, respectivamente, 15º, 17º e 22º lugares.

Vejam bem, não obstante o eleitorado feminino ser maior do que o masculino, o estado (RO) com maior número de candidatas a prefeita tem uma proporcionalidade de apenas 21,29%. Ou seja, menos de ¼ do número de candidatos. Para isso só vejo uma explicação: as mulheres não estão interessadas na prática da política. Mas como? Se são justamente elas, direta ou indiretamente (através dos filhos) as mais prejudicadas pela falta de políticas adequadas para as áreas da saúde, da educação e da segurança. Não dá para entender.

No Rio Grande do Sul, então, terra reconhecidamente de mulheres fortes e determinadas, trajetória esta forjada na Revolução Farroupilha, onde assumiram a manutenção das atividades econômicas e a administração da família enquanto seus maridos lutavam, é inadmissível o baixo número de candidatas nas eleições majoritárias e proporcionais, fazendo com que o Estado ocupe o vexatório 25º lugar, dentre 26 estados.

Assim como em quase todas as áreas onde as mulheres estão se equiparando em igualdade de condições (e até superando) na ocupação de cargos que antigamente eram ocupados só por homens, está na hora das mulheres despertarem para a sua importância na política. E podem buscar bons exemplos aqui mesmo no Pampa: a senadora Ana Amélia Lemos, a deputada federal Manuela D'Ávila, a ministra Maria do Rosário e outras mais. Quem sabe assim não contribuem para a gestação de uma política com mais ética e mais comprometimento social? As futuras gerações certamente irão lhes agradecer.
 
Imagem: olhares.uol.com.br

sexta-feira, 27 de julho de 2012


Debate da Rádio Guaíba mostra que a
campanha eleitoral ainda não decolou

Quem ouviu o debate promovido pela Rádio Guaíba deve ter ficado mais confuso do que estava antes de ligar o rádio.  Poucas e raras propostas. E quase nenhum embate entre os três candidatos melhor situados nas pesquisas. O primeiro deles, envolvendo Manuela e Adão Villaverde, aconteceu só uma hora e meia depois do início do programa. A surpresa do debate, se é que podemos assim caracterizar, foi o uso da belicosidade nata do candidato do PSol, Roberto Robaina, contra a candidata do PCdoB, Manuela D’Ávila. Fico a me perguntar o porquê disso? E são muitas as suposições.

Aliás, apesar do desprendimento intelectual e da facilidade de oratória dos candidatos do PSol, PSTU, PSL e PSDB, suas participações são de meros figurantes dos debates, só sobressaindo-se quando partem para o ataque político-partidário. Atrativo, mas irrelevante para a decisão do voto do eleitor. Já o principal protagonista, José Fortunati, saiu ileso, fruto das fracassadas tentativas de criticar sua administração. Está com os números na ponta da língua. Quem quiser derrotá-lo terá que se preparar muito.

Nesse sentido, Manuela conta com um inovador plano de governo que, aliado a sua desenvoltura política e verbal, poderá abalar a confiança do atual prefeito.  Por fim, Adão Villaverde mostrou-se ainda tímido na condição de candidato a um cargo majoritário. Precisa ousar mais e pensar menos no segundo turno. Prá chegar lá tem que ocupar o lugar de Fortunati ou de Manuela.

Também a formatação adotada pela Rádio Guaíba não facilitou o deslanche do debate. Ortodoxa e com a cautela de não correr riscos, a formatação do programa não explorou, por exemplo, a veia crítica e o humor sarcástico do seu mediador, o jornalista Juremir Soares. Se o fizesse, certamente tornaria o debate mais atraente, menos arrastado e, consequentemente, com maior audiência. Pelo menos a seleção de temas foi adequada. Mas terá a oportunidade de fazer melhor no segundo debate, marcado para o dia 28 de setembro. 
Imagem: Correio do Povo

Candidatos a prefeito(a) da Capital
debatem hoje na Rádio Guaíba

A Rádio Guaíba realiza hoje à tarde o primeiro dos três debates previstos com os candidatos à Prefeitura de Porto Alegre. Os outros dois serão nos dias 24 de agosto (candidatos a vice-prefeito) e 28 de setembro (candidatos a prefeito). Para hoje estão confirmadas as presenças dos sete candidatos, respectivamente, Adão Villaverde (PT), Érico Corrêa (PSTU), Jocelin Azambuja (PSL), José Fortunati (PDT), Manuela D''Ávila (PC do B), Roberto Robaina (PSol) e Wambert Di Lorenzo (PSDB). Esta será a segunda vez que os candidatos participam de um debate público. O primeiro foi na Rádio Gaúcha, no primeiro dia de campanha.


O debate terá mais de 2 horas (das 13h05min às 15h30min) e será dividido em cinco blocos de aproximadamente 25 minutos cada. A mediação será feita pelo jornalista Juremir Machado da Silva. Veja abaixo as regras do debate:

- A disposição dos candidatos na mesa foi previamente definida em sorteio com a participação de representantes das coligações.
- Nove temas foram selecionados: educação, cultura, saúde, segurança, habitação, mobilidade, meio ambiente, gestão e turismo.
- No 1º bloco os candidatos terão 30 segundos para apresentação. Será sorteado um tema, e a ordem dos perguntadores segue a disposição da mesa. Quem pergunta escolhe quem responde.
- No 2º, 3º e 4º blocos será sorteado um tema e a sequência de quem pergunta. O sorteado escolhe quem responde. Os candidatos não podem responder duas vezes no mesmo bloco.
- A pergunta deverá ser feita em 1 minuto. A resposta também. Tréplica e réplica serão de 30 segundos.
- No 5º bloco, cada candidato terá 3 minutos para o encerramento. O tema é livre.
- O direito de resposta será avaliado por uma comissão julgadora, composta por duas jornalistas e um advogado.

quinta-feira, 26 de julho de 2012


Obesidade: a epidemia do século XXI

Nem só de política trata esse blog. Trata também das coisas do dia-a-dia. Dos assuntos de interesse generalizado. E um tema que particularmente me interessa é o da alimentação saudável. Por vários motivos. Um deles, de ordem prática e interesse pessoal, diz respeito à obesidade. Como estudioso do assunto (é preciso pesquisar sobre o tema, pois muito pouco é ensinado na escola e, consequentemente, no âmbito familiar), encontrei um artigo bem interessante no site www.afh.bio.br (Anatomia & Fisiologia Humanas) que repasso aos meus leitores à titulo de colaboração e alerta. Ei-lo:

OBESIDADE

  A obesidade é o maior problema de saúde da atualidade e atinge indivíduos de todas as classes sociais, tem etiologia hereditária e constitui um  estado de má nutrição em decorrência de um distúrbio no balanceamento dos nutrientes, induzindo entre outros fatores pelo excesso alimentar. O peso excessivo causa problemas psicológicos, frustrações, infelicidade, além de uma gama enorme de doenças lesivas. O aumento da obesidade tem relação com: o sedentarismo, a disponibilidade atual de alimentos, erros alimentares e pelo próprio ritmo desenfreado da vida atual. 

A obesidade relaciona-se com dois fatores preponderantes: a genética e a nutrição irregular. A genética evidencia que existe uma tendência familiar muito forte para a obesidade, pois filhos de pais obesos tem 80 a 90% de probabilidade de serem obesos.

A nutrição tem importância no aspecto de que uma criança superalimentada será provavelmente um adulto obeso. O excesso de alimentação nos primeiros anos de vida, aumenta o número de células adiposas, um processo irreversível, que é a causa principal de obesidade para toda a vida. Hoje, consumimos quase 20% a mais de gorduras saturadas e açúcares industrializados. Para emagrecer, deve-se pensar sempre, em primeiro lugar, no compromisso de querer assumir o desafio, pois manter-se magro, após o sucesso, será mais fácil.

Por que estamos tão gordos

 Num tempo em que as formas esguias e os músculos esculpidos constituem um avassalador padrão de beleza, o excesso de peso e a obesidade transformaram-se na grande epidemia do planeta. Nos Estados Unidos, nada menos de 97 milhões de pessoas (35% da população) estão acima do peso normal. E, destas, 39 milhões (14% da população) pertencem à categoria dos obesos. O problema de forma alguma se restringe aos países ricos.

 Com todas as suas carências, o Brasil vai pelo mesmo caminho: 40% da população (mais de 65 milhões de pessoas) está com excesso de peso e 10% dos adultos (cerca de 10 milhões) são obesos. A tendência é mais acentuada entre as mulheres (12% a 13%) do que entre os homens (7% a 8%). E, por incrível que pareça, cresce mais rapidamente nos segmentos de menor poder econômico.

O inimigo, desta vez, consiste num modelo de comportamento que pode ser resumido em três palavras: sedentarismo, comilança e stress. Estamos vivendo a era da globalização de um modo de vida baseado na inatividade corporal frente às telas da TV e do computador, no consumo de alimentos industrializados, cada vez mais gordurosos e açucarados, e num altíssimo grau de tensão psicológica.

A "mcdonaldização"

 Em ritmo acelerado e escala planetária, as culinárias tradicionais vão sendo atropeladas pelo fast-food. E bilhões de seres humanos estão migrando dos carboidratos para as gorduras. As conseqüências dessa alimentação engordurada podem não ser inocentes. Artérias entupidas e diabetes são apenas algumas das possíveis conseqüências do excesso de peso. Mas, independentemente das conseqüências, existe hoje uma unanimidade entre os médicos para se considerar a própria obesidade como uma doença. E o que é pior: uma doença crônica e incurável. Como a gordura precisa ser estocada no organismo, todo obeso tem um aumento do número de células adiposas (obesidade hiperplástica) ou um aumento do peso das células adiposas (obesidade hipertrófica) ou uma combinação das duas coisas.

Esse é um dos fatores que faz com que, uma vez adquirida, a obesidade se torne crônica. O indivíduo pode até emagrecer, mas vai ter que se cuidar pelo resto da vida para não engordar de novo. É por isso também que, a longo prazo, os regimes restritivos não resolvem. Com eles, a pessoa emagrece rapidamente. Mas não consegue suportar, por muito tempo, as restrições impostas pelo regime. E volta a engordar. É o chamado "efeito sanfona", o massacrante vai-e-vem do ponteiro da balança.

O primeiro passo: levantar da poltrona e mexer o corpo


  O sedentarismo é a causa mais importante do excesso de peso e da obesidade. Por esse simples motivo, a atividade física tem que ser o primeiro item de qualquer programa realista de tratamento da doença. A pessoa sedentária deve começar reeducando-se em suas atividades cotidianas. Se ela mora em apartamento, por exemplo, pode utilizar as escadas, em vez do elevador. Mesmo isso, porém, deve ser feito gradativamente. A pessoa que mora no sétimo andar pode subir apenas um lance de escada no primeiro dia e o restante de elevador. E ir aumentando o esforço, dia após dia, até conseguir galgar todos os andares.

A partir daí, abre-se espaço para uma atividade física sistemática. Mas é preciso que seja uma atividade aeróbica (caminhada, esteira, corrida, bicicleta, hidroginástica, natação, remo, dança, ginástica aeróbica de baixo impacto etc.), com elevação da freqüência cardíaca a até 75% de sua capacidade máxima.

Nessas condições, a primeira coisa que o organismo faz é lançar mão da glicose, armazenada nos músculos sob a forma de glicogênio. Depois de aproximadamente 30 minutos, quando o glicogênio se esgota, o organismo começa a queimar gordura como fonte de energia.

As dietas restritivas devem ser evitadas. Até porque, exatamente pelo fato de serem desbalanceadas, o organismo se defende espontaneamente delas, fazendo com que, após um período de restrição, a pessoa coma muito mais. O que o indivíduo precisa, isto sim, é buscar uma mudança no estilo de vida, pois os fatores comportamentais desempenham, de longe, o papel mais importante no emagrecimento.

Segure a compulsão
  • Faça um diário alimentar e anote tudo o que você come.
  • Obedeça rigorosamente ao horário das refeições, comendo com intervalos de 4 a 5 horas.
  • Jamais pule refeições.
  • Quando, fora dos horários, surgir a vontade de comer, busque uma alternativa (caminhada, exercícios físicos etc.) que reduza a ansiedade.
  • Antes de cada refeição, planeje o que você vai comer e prepare cuidadosamente a mesa e o prato.
  • Preste a máxima atenção ao ato de comer. Não coma enquanto lê ou assiste televisão.
  • Mastigue bem e descanse o garfo entre cada bocada. Isso ajuda a controlar a ansiedade. Mas é eficiente também porque existem dois mecanismos que promovem a saciedade. Um, de natureza mecânica, atua rapidamente, com o preenchimento do estômago. O outro, mais lento, depende da troca de neurotransmissores no cérebro. Comendo devagar, a pessoa dá tempo para que esse segundo mecanismo funcione.
  • Jamais faça compras em supermercados de estômago vazio, para não encher o carrinho com guloseimas.
  • Não estoque comidas tentadoras (doces, sorvetes, salgadinhos) em casa. Tenha sempre à mão opções saudáveis.
  • Não vá a festas de estômago vazio. Se, chegando lá, você não resistir à tentação de comer alguma coisa, escolha aquilo de que mais gosta e dispense o resto.
          N.E.  Em outro artigo abordarei como realizar uma alimentação saudável.

quarta-feira, 25 de julho de 2012


O Brasil e as Olimpíadas.

 
Embora a abertura oficial das Olimpíadas de Londres ocorra apenas na sexta-feira, dia 27, na prática os jogos iniciaram hoje, quarta-feira. E o Brasil inicia sua participação no esporte que mais se identifica e que lhe deu maior projeção mundial: o futebol. Com uma organização de primeiro mundo, entra em campo esta tarde a seleção feminina e masculina. Dizem os especialistas que as duas têm condições de brigar por medalha. No caso da seleção masculina a meta é a medalha de ouro, conquista inédita na vitoriosa história do futebol brasileiro. 

Mas tirando o futebol, esporte criado pelo país sede desta Olimpíada, em que esportes mais o Brasil pode se destacar? Se a escrita das outras edições for mantida deve ser o vôlei (de quadra e de areia), a natação, o judô, vela e algumas poucas modalidades do atletismo. Isto significa garantir uma posição intermediária entre os países com maior número de medalhas. Muito pouco para um país que se vangloria de ser uma das maiores potencias emergentes do planeta. Veja abaixo o quadro comparativo do desempenho dos países que integram o BRICS, nas três últimas Olimpíadas:


PAÍS
2000 (Sydney)
MEDALHAS
Ouro
Prata
Bronze
Total
Classificação
Brasil
0
6
6
12
52º
Rússia
32
28
28
88
Índia
0
0
1
1
73º
China
28
16
15
59
África do Sul
0
2
3
5
55º


PAÍS
2004 (Atenas)
MEDALHAS
Ouro
Prata
Bronze
Total
Classificação
Brasil
5
2
3
10
16º
Rússia
27
27
38
92
Índia
1
3
2
6
43º
China
32
17
14
63
África do Sul
0
1
0
1
55º


PAÍS
2008 (Pequim)
MEDALHAS
Ouro
Prata
Bronze
Total
Classificação
Brasil
3
4
8
15
23º
Rússia
23
21
28
72
Índia
1
0
2
3
50º
China
51
21
28
100
África do Sul
0
1
0
1
71º

Esse baixo desempenho brasileiro deve-se muito a falta de organização e planejamento. A começar pela não priorização (aplicação de recursos) da Educação como mola propulsora do desenvolvimento do país. Incluindo-se ai as atividades esportivas. É na escola (seja no ensino básico, fundamental, médio ou superior) que se garimpa e se forma os grandes atletas.  E quando aparece alguém que se destaque falta-lhe patrocínio. Com tantas dificuldades não surpreende que as vitórias brasileiras em jogos internacionais sempre ocorram na base do sacrifício e da superação.

No quadro acima já dá prá ver as dificuldades do Brasil pontuar entre os favoritos para esta Olimpíada. E também para a próxima, no Rio de Janeiro, pois não se tem conhecimento da existência de algum planejamento que nos permita ser otimistas com relação ao desempenho de nossos atletas.  E não podemos sequer comemorar o fato de estarmos à frente (no quadro de medalhas) da Índia e da África do Sul, nossos parceiros de BRICS, pois se individualmente perdem para nós, no continente africano nós perdemos para países menos desenvolvidos e de menor poderio econômico, como o Quênia e a Etiópia, por exemplo. Tal fato não ocorre na América do Sul, onde o Brasil tem o domínio esportivo consolidado.

Que venham as medalhas de Londres, mas que venham também as lições. O mesmo hino e a mesma bandeira que emocionam os brasileiros quando uma medalha é conquistada devem ser lembrados quando do outro lado estão atletas de outras nações. Para o Brasil alcançar o tão almejado desenvolvimento - que segundo a presidente Dilma não é caracterizado pelo volume do PIB, mas pelo atendimento de nossas crianças – é preciso dar à Educação e ao Esporte o valor que eles realmente têm. E isso não se conquista com manchetes saudando feitos pontuais na Olimpíada ou em solenidades no Palácio da Alvorada, mas na hora de elaborar o orçamento da União e dos Estados. Essa é a Olimpíada que realmente vale a pena.  

terça-feira, 24 de julho de 2012


Se privatizar é possível, 
fiscalizar é imprescindível.

O governo federal, através da Anatel, muito tempo depois dos consumidores, descobriu que a telefonia móvel do Brasil não possui a qualidade necessária para prestar bons serviços aos seus mais de 250 milhões de usuários. E como viu que os consumidores não aguentavam mais o descaso das operadoras resolveu radicalizar. Suspendeu a venda de novos chips (linhas) e novas linhas de Internet até que as operadoras apresentem soluções de curto prazo para as falhas nos serviços. Até ai tudo bem.

O que o ministro de Comunicações, Paulo Bernardo, não contava é que a presidente Dilma Rousseff estivesse tão interessada no problema a ponto de cobrar-lhe uma solução rápida para o problema. O motivo: a necessidade da continuidade da expansão da telefonia móvel no país. “Ela evidentemente está muito interessada e queria saber como vamos sair disso. Falei para a presidenta resumidamente de que não temos a expectativa de que em 10 dias ou 15 dias esses problemas (falta de qualidade nos serviços prestados) estarão solucionados. (Mas) nós achamos que em 15 dias, por exemplo, é um prazo muito razoável para apresentar (os planos de investimento) e garantir que os problemas serão resolvidos em um cronograma que vai ser seguido a cada dois meses, a cada três meses pela Anatel”, declarou o ministro.

BINGO! Ai que está o problema. Falta de fiscalização dos órgãos públicos nos serviços terceirizados. E não é só na área das telecomunicações. É em todas as áreas. Por isso a presidenta Dilma tem que radicalizar também nas cobranças do próprio governo. E para dar o exemplo, deve orientar o Ministério das Comunicações para não se deixar influenciar pela pressão dos países sede das empresas de telefonia que atuam no Brasil, como é o caso da Itália, que está tentando dar caráter diplomático ao caso da TIM. E o mesmo vale para a Oi e a Claro, também atingidas pelas medidas tomadas pela Anatel. Só assim, com o exemplo vindo de cima, é que o Brasil poderá superar os ruídos de comunicação entre governo, iniciativa privada e a população.
Imagem: blogbahiageral.com.br