terça-feira, 31 de março de 2015

Prioridade fake.



A população pede reforma política. Os editoriais da mídia pedem reforma política. Os fatos (corrupção) impõem a reforma política. Ai a segunda e a terceira maior autoridade pública do país vem ao Rio Grande do Sul para debater a reforma política e o que se vê destacado nos jornais, com direito a destaque na capa, é a manifestação de meia dúzia de baderneiros ligados ao movimento GLBT. Realmente o Brasil não é um país sério.

segunda-feira, 30 de março de 2015

Juventude alienada.



Preocupante. É o mínimo que se pode dizer da ação de meia dúzia de jovens identificados com movimentos minoritários, ligados à partidos de extrema esquerda, que tumultuaram a abertura do encontro “Reforma Política: Visões para construir a mudança”. Promovido pela Assembleia Legislativa o evento, que teve como principais palestrantes o vice-presidente da República, Michel temer, e o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, visa o debate de um dos temas mais reivindicados pelas grandes mobilizações populares, a reforma política. Em virtude do radicalismo do grupo de manifestantes, que mediante vaias e gritos de protesto impediram que os palestrantes fossem ouvidos pela ampla maioria dos presentes, o encontro foi transferido para o Plenário 20 de setembro, onde os jovens mais exaltados foram impedidos de ingressar.


Não sei o que esses jovens foram fazer num evento que pretende discutir a reforma política, já que suas reivindicações são de ordem particular, na sua totalidade ligadas aos interesses dos movimentos LGTB. Ausentes dos grandes protestos de rua, estes grupos visam unicamente a exposição pessoal através da contestação generalizada e da agressão comportamental. Pela pouca idade, desconhecem o que seja realmente uma luta democrática. Egocêntricos, confundem liberdade com libertinagem. Se não respeitam o direito da livre expressão como podem reclamar por serem excluídos.  Tivessem humildade para ouvir, certamente teriam muito o que aprender. Mas não é isso que lhes importa. Tirar uma foto irreverente para pôr nas redes sociais, para ser vista pelos amigos, vale muito mais. Novos tempos, velhos defeitos.
Iniciativa de Sartori vira disputa de versões e denominações.



O roteiro de visitas ao interior do estado que o governador Sartori começa a realizar a partir de hoje, apesar da boa intenção de alertar a população sobre a gravidade da crise financeira por que passa o Estado e as consequentes medidas que precisarão ser adotadas, já nasce sob a égide da polêmica. Chamada pelos governistas de “Caravana da Transparência”, a iniciativa terá o contraponto do PT, que pretende cumprir o mesmo percurso na tentativa de eximir o governo Tarso da responsabilidade pelo agravamento das finanças públicas.

Ao chamar a peregrinação de Sartori de “Caravana da Lamentação” o PT parte para o ataque, classificando a ação governamental como improdutiva, por se tratar de uma situação que perdura quatro décadas.  Na opinião dos petistas, ao invés de justificar a paralisação do Estado, Sartori deveria apresentar alternativas para a melhoria do déficit das contas públicas. O curioso nessa estratégia é que o PT governou 8 desses 40 anos (Olívio e Tarso) e fez muito pouco para amenizar o problema. Aliás, os números que serão apresentados pela Caravana da Transparência irão demonstrar exatamente isso.

Tudo indica que teremos um mês de abril eletrizante. 

domingo, 29 de março de 2015

Calendário da Caravana Sartori :
30/3 - 13h - Passo Fundo
31/3 - 9h - Ijuí
31/3 - 16h - Santa Maria
06/4 - 9h - Novo Hamburgo
07/4 - 19h - Osório
10/4 - Tarde - Alegrete
13/4 - 13h30 - Pelotas
14/4 - 13h30 - Lajeado
14/4 - 19h - Caxias do Sul
Tarso deve explicações ao gaúchos.



O ex-governador Tarso Genro tem usado as redes sociais para contrapor-se as responsabilizações que lhe são se impostas pelo governo Sartori, especialmente no que se refere ao agravamento das finanças do Estado. Normal, em se tratando da defesa da sua gestão. 

Entretanto, por mais que se explique, não há como ele se eximir da culpa de ter “dourado a pílula” da precariedade do erário estadual. Mais, não ter tomado medidas para impedir o agravamento da crise financeira que já se fazia sentir. Que o diga os reajustes salariais programados para serem complementados nos exercícios que ultrapassavam seu mandato e o exagerado inchume da máquina pública com CCs. 

Da mesma forma, sem pensar nas consequências futuras, Tarso exorbitou na utilização dos recursos do caixa único e dos depósitos judiciais. Resultado: a bolha deficitária explodiu. Nesse momento não lhe resta opção senão se explicar. Da mesma forma, cabe ao novo governador o empenho máximo para melhorar o caos financeiro instalado. 

Ou seja, que o inevitável bate-boca político não se esgote no campo ideológico, mas que sirva de adubo para ações preventivas, para que os erros não se repitam, e estimulador de diálogo, para que o imprescindível possa ser realizado.

sexta-feira, 27 de março de 2015

A esperança do PP



Ana Amélia Lemos conseguiu se transformar em pouco mais de quatro anos no Senado da República num dos destaques positivos do PP e da política brasileira. Por diversas vezes foi reconhecida como uma das parlamentares mais influentes do Congresso Nacional. E não foi por menos. É uma das senadoras mais assíduas, mais atuante e mais conectada com a realidade nacional. Inflexível como opositora do PT, fez-se respeitar por não confundir o interesse da oposição com o interesse do povo brasileiro. Deixou claro que o que é bom para o Brasil é bom para ela. Certamente por isso seu gabinete é um dos mais frequentados do Congresso. E até mesmo na derrota, como foi o caso da eleição para o governo do Estado, mostrou grandeza antes, durante e depois do pleito.

Se o país clama por políticos com um perfil agregador, ético, comprovadamente probo, inovador, propositivo, conectado com a vontade popular, certamente Ana Amélia se enquadra perfeitamente nesse figurino. E se é bom para o Brasil certamente será bom para o PP. Principalmente numa hora difícil como a enfrentada pelo partido. Ana Amélia é a cara nova, a boa imagem, a garantia de mudança, que o PP tanto precisa. A exemplo da imprensa, de onde saiu a senadora, também o partido político não sobrevive sem credibilidade. E isso Ana Amélia tem de sobra.


E mais, não se esconde atrás dos fatos ruins. Não se omite. Pelo contrário, brada aos quatro cantos que o partido precisa mudar. Se transformar. Deixar de ser sinônimo de agenda negativa. Separar o joio do trigo, numa alusão a depuração necessária nos quadros diretivos da sigla. E demonstra que disposição para ajudar não lhe falta.  Por que então não aproveitá-la como exemplo do novo PP? Como presidente nacional do partido. Com ela na presidência o PP teria um parâmetro de conduta e de postura comportamental irretocável. Seria um basta aos conchavos históricos e mal intencionados que tanto mal fez ao partido. 

Se o Rio Grande provou na campanha de 2010 que precisava e confiava em Ana Amélia, o mesmo ocorre com o PP. Para o PP a esperança se chama Ana Amélia Lemos.

quinta-feira, 26 de março de 2015

Bem que o MP poderia ajudar e não apenas criticar.

Trincheira das avenidas  Anita Garibaldi com a Carlos Gomes.

Quando eu vejo a prefeitura de Porto Alegre orgulhosa de entregar parcialmente ao trânsito o viaduto da avenida Bento Gonçalves eu fico pensando: como pode? Por que não entregar a obra toda? E ai me recordo que são várias as obras inacabadas, prometidas para a Copa do Mundo e sem previsão de conclusão. Algumas ainda sequer iniciadas. Mas não posso ser injusto e dizer que isso é uma exceção, que envolve apenas o Executivo municipal. Não é. O mal do atraso nas obras é uma moléstia que afeta o poder público como um todo. Tendo ou não recursos.

Sem me ater aos atrasos propositais, com finalidade de superfaturamento, digo que essa é uma praga cultural que infelizmente se instalou no país. E aí eu me pergunto novamente: por que então o todo poderoso Ministério Público não dá um jeito nisso? Ficar apenas no contra-ataque, criticando o que deu errado, me parece uma posição egoísta, do ponto de vista de parceria e da civilidade. Por que não ajudar a fazer as coisas darem certo, no caso, auxiliando na remoção dos empecilhos que impedem a execução do cronograma de obras.

Refiro-me, por exemplo, a exigência de maior celeridade nas desapropriações, reintegrações, licenças ambientais, etc. O mesmo pode ser dito da responsabilização dos órgãos públicos que contingenciarem a liberação dos recursos necessários para o andamento dessas obras. Não bastasse o estorvo que essas obras inacabadas acarretam à sociedade, quando finalmente são concluídas, por estarem defasadas pelo tempo demasiado, pouco ou quase contribuem para os objetivos inicialmente propostos. Se não por interesse público, pelo menos para evitar o desperdício de dinheiro público.

E se o problema for o impedimento legal, que proponha a mudança da legislação. O que não pode é manter a máxima do “deitado em berço esplêndido”, vendo o Brasil correr atrás do atraso e do imobilismo. 

sexta-feira, 13 de março de 2015






Querem tirar a Dilma? Expulsem o PT.


A reforma política é uma necessidade? Claro que é. Já devia ter acontecido há mais tempo. E não faltaram oportunidades, algumas iguais a do atual momento político. Refiro-me as tentativas de impeachment de Collor, FHC, Lula e agora Dilma. Ah, e também o Mensalão, precursor do atual Petrolão. Mas por que então o PT só agora, depois de uma década de completo domínio do Palácio do Planalto e do Congresso Nacional, resolveu colocar o assunto como solução para o grave problema da corrupção? Simples, por coerência. Para praticar a sua especialização que é a arte de tergiversar a realidade para construí-la ou modificá-la ao seu bel prazer. Conforme seus interesses.

E qual é o interesse do momento? Tirar o foco do descontentamento popular dos ombros da presidente Dilma? Sim. Mas essa é apenas a lâmina superficial da verdadeira intenção. No fundo o grande propósito do PT é evitar que seu projeto de se perpetuar no poder seja obstruído.

Façamos pois um exercício imaginário. Será que a derrocada de Dilma, classificada por Lula como a "mãe dos pobres" (uma espécie de Evita brasileira) irá permitir o encontro das soluções que o país tanto necessita? Se fosse, ela não teria sido reeleita. Lembro-me de que muitos diziam que Lula, no auge da sua popularidade, poderia até escolher um poste para sucedê-lo na presidência da República que ele seria eleito. E não foi o que aconteceu? Vê-se, então, que o problema não é a Dilma. É o PT.

É por isso que a tese do impeachment serve mais ao PT do que aos seus opositores. Porque, mais uma vez, desvia o foco da sua incapacidade para gerir os destinos do país para um alvo ilusório. Os petistas sabem que se Dilma for queimada politicamente irá se transformar numa espécie de "Joana D'arc tupiniquim". E Lula irá surgir mais uma vez como salvador da pátria.

Os brasileiros estão certos em sair às ruas para clamar pelo fim da corrupção, exigir que seus impostos sejam finalmente revertidos em serviços públicos de qualidade e muito mais. Mas que ao invés de pedir a cabeça da Dilma foquem sua meta no Fora PT. É ai que se encontra X de todos os problemas. Quase metade dos eleitores brasileiros não votaram na Dilma em 2014. Falta convencer a outra metade de que foram iludidos e enganados pelo PT. Só assim, democraticamente, nas urnas, é que podermos, de maneira pacifica, ordeira e e eficaz, impor a vontade da maioria. 

Então às ruas. Fora PT.