sexta-feira, 30 de agosto de 2013



   Um bom motivo para os brasileiros voltarem às ruas



Se na vida nada acontece por acaso. Se tudo tem uma motivação. Consciente ou inconsciente. Na política muito mais. Por isso, se você não está entendendo o que está acontecendo nas ruas, nas manifestações e nas recentes atitudes dos governantes e parlamentares, saiba que tem gente que sabe muito bem o que e porquê isto tudo está acontecendo. E mais, que tal qual um manipulador de marionete, conduz seus interesses subjugando o inconsciente coletivo.

Ainda sem total esclarecimento, a tese mais aceita para o surgimento dos movimentos populares de rua é de que o Mensalão (com o surgimento de Joaquim Barbosa como o super herói da justiça) e os gastos com a Copa do Mundo sacudiram a classe média brasileira, soterrada por impostos que não revertem em prestação de serviços públicos de qualidade. As duas causas seriam uma espécie de "beijo de príncipe" que acordou a população adormecida. O gigante acordou, diziam os cartazes.

Surgidas de maneira expontânea (mobilizadas pela Internet e tendo como motivação inicial o preço das passagens dos ônibus) os protestos, que inicialmente não tinham identificação ideológica e muito menos partidária, despertaram a população de que chegara a hora de dar um basta ao descaso para com os reais interesses e necessidades dos brasileiros. E a força das movimentações foi tamanha que surpreendeu governos e políticos.

Mas a falta de uma coordenação e objetivos definidos, apesar da crescente mobilização popular, transformou os protestos num cenário ideal para as manobras dos oportunistas de plantão. E foi isso que aconteceu. Partidos de extrema esquerda como o PCO, PSTU e PSOL, se infiltraram dentre as massas e passaram a manobrá-las de forma pouco visível. Afinal, a composição dos movimentos era formada por ingênuos e bem-intencionados cidadãos. Os mesmos que votam sem se dar conta da importância da sua escolha.

Da mesma forma, movimentos anarquistas, que até então agiam como “ratos de esgoto”, atuando no subterrâneo da sociedade civil  organizada, sentiram-se encorajados para saírem às ruas e praticarem seus vandalismos de praxe.

Como era de esperar, a presença dos partidos e dos anarquistas acabaram por contaminar os protestos com o “vírus do medo” - surgido a partir dos violentos confrontos entre revoltosos e polícia -, e a certeza de que estavam sendo explorados como massa de manobra. Resultado: os bem-intencionados deixaram as ruas.

Mas ficou latente a inconformidade popular com a atual realidade política e governamental. Uma oportunidade e tanto para os aproveitadores de ocasião. Partindo do pressuposto de que a maior meta é a permanência no poder, os “entronados” trataram de aproveitar a chance. E foi assim que surgiu o passe livre para estudantes e o programa Mais Médicos. Insuficientes, sabem eles, para estancar a inconformidade da imensa maioria dos brasileiros.

Ora, como então atingir rapidamente - já que haverá eleições no ano que vem - a tão desejada perpetuação no poder. Implantando uma revolução socialista. Sem o uso da força, preferencialmente. Então, dê-lhe a desmoralizar e enfraquecer as instituições democráticas. É o que estão tentando fazer o Poder Judiciário, com a grande imprensa, com a classe médica, dentre outros.

Mas como? Não se trata de um governo de inclusão? Sim, mas apenas dos que pensam iguais. E isso fica bem claro na política de aproximação que o Brasil adota com os países da América Latina.  A preferência é por aqueles que simpatizam com o socialismo especialmente Cuba, onde o regime castrista se perpetua no poder há 55 anos. Por isto não me surpreendeu os brados dos petistas e partidos afins que recepcionaram os médicos cubanos no desembarque em Fortaleza, no Ceará. “Brasil, Cuba, América Central, a luta socialista é internacional” e “ Segura, segura, segura imperialista, a América Latina vai ser toda socialista”.

Precisa dizer mais alguma coisa? Precisa! Se os brasileiros bem intencionados não tinham um claro motivo para estarem nas ruas, protestando, agora tem: a luta pela manutenção da democracia.