quinta-feira, 29 de maio de 2014

O socialismo tupiniquim do PT.


Demorou mas o PT finalmente mostrou a sua verdadeira face. E ela veio em forma de decreto presidencial. O objetivo? Mudar a ordem constitucional fazendo com que a sociedade participe diretamente em todos os órgãos e entidades da administração pública federal direta ou indireta e também nas agências reguladoras, através de conselhos, comissões, conferências, ouvidorias, mesas de diálogo, etc. Tudo isso sob o atrativo rótulo da consolidação da participação social como método de governo.  

Ou seja, o decreto visa substituir a democracia representativa, estabelecida pelo Constituição de 1988, por um novo sistema de participação direta. Em outras palavras, acabar com a importância do Congresso Nacional , e decidir de acordo com a vontade de grupos  identificados com a ideologia do governo de plantão. 

É o que podemos denominar de revolução branca, onde o domínio socialista se dará “pacificamente”, resultante de um povo dócil, onde a maioria da população, por não ter tido acesso a uma educação de qualidade, não aprendeu a pensar. Uma fórmula que irá dispensar eleições, pois o voto individual não terá importância alguma. Resumindo, o PT perdeu a vergonha e já não disfarça mais suas más intenções.

Pois é ai que eu quero chegar. Foi justamente aqui no Rio Grande do Sul que o ovo da serpente petista foi chocado. Lembram do Orçamento Participativo, criado no governo petista de Olívio Dutra? Um governo que de tão ruim fez com que o PT não permitisse que Olívio disputasse a reeleição? Pois não é que esse período acabou transformando o Rio Grande num laboratório, uma espécie de incubadora, da estratégia nacional do PT, hoje “espraiada” como solução milagrosa para resolver todas as mazelas da população.

Como gaúcho tenho vergonha disso. Como pudemos permitir tal insensatez?  E o pior, como fomos tolos ao dar nova chance ao PT, em 2010? Como brasileiro tenho vergonha, por não termos nos dado conta disso e mantermos o PT no Palácio do Planalto por 12 anos consecutivos.

Tirem as bolsas filantrópicas do PT e me digam o que foi feito de importante no país nesse período.  Onde está o crescimento tão propalado? Onde está a educação de qualidade? A saúde eficiente? A segurança necessária? Onde foi parar a miséria, que o PT diz ter acabado? Daqui a quatro meses teremos eleições. Preparem-se para o domínio dos marqueteiros a serviço do PT. Vão mostrar que o Brasil é o paraíso terreno. Vão mostrar que o Mensalão, como diz Lula, não existiu. Que a compra da refinaria de Passadena foi o melhor negócio já realizado pela Petrobrás, Que a volta da inflação nada mais é do uma praga plantada pela oposição. E muito mais. Mas por via das dúvidas, vão esconder a estrela símbolo do PT.


Enquanto o PT dorme em berço esplêndido, certo de que o povo brasileiro está sob controle, sinto no ar o sopro da mudança. Nada dura para sempre. Nem mesmo a tolerância do pacífico povo brasileiro. Nem mesmo a ditadura do PT. Oxalá esses ventos virem tempestade e dela resulte a bonança tão sonhada. Acorda Brasil.

terça-feira, 27 de maio de 2014

Lula vem aí. E daí?



O PT-RS acertou a vinda de Lula para o ato de lançamento da coligação PT – PTB – PCdoB,  que será realizado no dia 6 de junho. A presença do ex-presidente é vista como fundamental e decisiva para a sorte de Tarso Genro na busca da reeleição. Outras vindas ao estado inclusive já estariam acertadas. Trata-se, ao meu ver, de mais uma tentativa do PT gaúcho (a mais recente é a indicação de Olívio para a vaga de senador) de buscar no passado a cura para os males do presente. Uma espécie de tentativa de reedição do PT bem sucedido e ainda desprovido das mazelas da corrupção e da ineficiência gerencial comprovada. Como se isso fosse possível.

Claro que a presença de Lula é importante para as pretensões de Tarso. Mas não podemos esquecer que Lula perdeu para Alckmin no RS em 2006. Ou seja, o PT aposta em alguém que não conseguiu sair-se vitorioso na sua própria candidatura. Fenômeno este que se repetiu em 2010 com Dilma, que foi derrotada por Serra, no Rio Grande do Sul.

Vejo nisso tudo (Lula e Olívio) uma clara tentativa de mobilização interna do PT. Uma espécie de sopro no braseiro acinzentado. O curioso é que ao mesmo tempo que busca o apoio de líderes históricos o novo (?) PT esconde sua principal marca: a estrela. Quem não lembra da propaganda eleitoral do PT nas duas últimas eleições? Na eleição de Tarso, por exemplo, a estrela foi substituída por um globo terrestre. O que virá agora, após a condenação dos mensaleiros?

Estou deverás curioso para ver qual estratégia o PT gaúcho usará para disfarçar suas mazelas. Será que terão a coragem de continuar se apresentando como os super-heróis da política brasileira e gaúcha? Os paladinos da verdade, da ética e da cidadania? Não acredito. Seria muita cara-de-pau. É ver para crer.


segunda-feira, 26 de maio de 2014

Olívio como candidato a senador
 tira voto de Tarso.



Tudo indica que o PT está preparando uma novidade para o lançamento da nominata que irá compor a chapa majoritária para a eleição estadual. Deve sair a pré-candidata Emília Fernandes, do PCdoB, e entrar em seu lugar o ex-governador Olívio Dutra, do PT. Se tal substituição ocorrer, fica difícil de entender o apoio dos comunistas à Tarso. Não pela afinidade ideológica, mas pela importância do PCdoB na aliança. Adversários na disputa pela prefeitura de Porto Alegre, em duas ocasiões, e tudo indica que em 2016 também, a ocupação da vaga ao senado pelo PCdoB serviria de vitrine privilegiada para o fortalecimento da imagem dos comunistas.

Para o PT, no entanto, a entrada de Olívio na disputa trará novo ânimo a militância. Com uma imagem consolidada de petista histórico e com boa simpatia popular, o já envelhecido galo missioneiro tem tudo para mudar o atual cenário da eleição para o senado, onde Lasier Martins (PDT) desponta nas pesquisas como franco favorito. Com Olívio na disputa acabou a barbada. Olívio hoje, com sua postura independente, onde inclusive teve voz isolada e crítica em relação aos episódios onde o PT é citado em denúncias de corrupção, será um candidato com livre acesso ao eleitorado gaúcho, inclusive entre simpatizantes de outras siglas.

Mas se por um lado Olívio traz novo alento a possibilidade do PT colocar mais uma cadeira no Senado, por outro, acredito, não terá grande importância na agregação de votos para Tarso Genro. Explico. Com um governo apenas regular e com promessas de campanha não cumpridas, dificilmente o eleitor gaúcho irá votar integralmente na chapa petista. Votar integralmente na chapa majoritária é só para governos comprovadamente bem sucedidos. A tendência, ao meu ver, para aqueles que querem votar num candidato do PT, é que a escolha recaia apenas num dos nomes. Ou para Tarso, como governador, ou para Olívio, como senador. O voto nos dois deve ficar tão somente para os petistas de carteirinha. E neste cenário, convenhamos, Olívio tem preferência. O que me leva a concluir que Olívio, ao contrário de agregar votos para Tarso, retira.

Mas como em política nada é definitivo, resta aguardar a confirmação da troca Emília – Olívio. Com a palavra o PCdoB. Nunca os comunistas, numa eleição gaúcha, estiveram diante de um desafio tão significativo. Ou mostram que são fortes e que não são fisiológicos, bancando Emília, ou fornecem atestado de linha auxiliar do PT, aceitando pacificamente a indicação de Olívio.


quarta-feira, 21 de maio de 2014

Copa do Mundo: rir para não chorar.



Sejamos sinceros. Ou pelo menos coerentes. No mínimo honestos com nossa consciência. Refiro-me a expectativa da prestação de bons serviços aos turistas da Copa do Mundo. Como um país que não prioriza a educação poderá oferecer uma mão-de-obra qualificada? Não tem como! Se temos governantes que não se preocupam com o futuro de nossas crianças e jovens como esperar que os poucos dias de Copa sejam uma maravilha?

  Por isso o melhor e se preparar para oferecer o que for possível e se conformar com as críticas. Pelo menos naquilo que acontecer fora dos estádios. Não acredito, sinceramente, que daremos vexame. O famoso jeitinho brasileiro vai adornar os problemas. Quando o enrosco for grande é só inserir uma escola de samba com suas belas passistas seminuas. Gringo adora mulata. Agora, se o descontentamento for de alguém mais exigente não tem jeito. Aí faça como a Marta Suplicy: relaxa e goza. Goza mesmo (debochar), pois outra característica  do brasileiro é rir de si mesmo. Então por que não rir dos outros. Quá quá quá. Eu já estou gargalhando. Para não ter que chorar. 

sexta-feira, 16 de maio de 2014

O antijogo da esquerda revolucionária.




Vivemos numa democracia. E como tal somos livres para expressar nossos sentimentos comuns ou individuais. Mas dentro do direito constitucional, ou seja, da ordem legal e do respeito as diferenças. E isto se enquadra às manifestações populares. É preciso respeitar os limites.

Por isso não me parece aceitável os excessos cometidos por grupos, como acontece atualmente, e não por massas, como ocorreu em junho do ano passado. Por mais coerentes que sejam as motivações. Excesso, como a própria denominação diz, é exceder, ultrapassar, romper limites. Refiro-me, especificamente, as manifestações contrarias a realização da Copa do Mundo no Brasil.

Não há como não ser favorável a uma movimentação que protesta contra a má utilização dos recursos públicos, no caso a construção de estádios de futebol, ao invés de escolas, hospitais e outras obras de grande impacto social. Desde que isso aconteça de maneira ordeira e civilizada.

A pergunta que me inquieta é: por que só agora? Por que não protestaram quando Lula inscreveu o Brasil no rol de países pleiteantes do evento esportivo, sete anos atrás? E mais, porque o uso da violência como forma de protesto, incendiando ônibus, depredando agências bancárias, pichando prédios públicos, saqueando lojas, etc.?

Sempre é bom lembrar que as manifestações de rua, em junho de 2013, tiveram como mote a precariedade governamental na prestação dos serviços públicos de interesse generalizado. Depois, quando grupos com interesse político ou anárquico, se apoderaram das manifestações, promovendo atos violentos, fazendo com que o cidadão comum se desmotivasse e se recolhesse à sua residência, é que os objetivos passaram a ser questionáveis.

E foi ai que a Copa do Mundo passou a ser bandeira de luta e motivo para o vale-tudo. Mas então por que o Estado não fez valer a sua autoridade, prevenindo ou combatendo os excessos? Porque não sabe como fazer ou por estar de mãos amarradas por ter pregado, quando fazia oposição, a adoção de práticas muito parecidas?

Mas o que realmente se esconde por de trás disso tudo? Eleição! E com ela a ameaça da perda do poder. E das regalias, por consequência. O tumulto nas ruas, com suas faixas criativas e ameaçadoras, os coquetéis molotov, as máscaras e tudo mais, é apenas um disfarce para essa intenção. Então dê-lhe depredar o patrimônio público, incendiar ônibus e viaturas policiais, obstruir estradas, ruas e avenidas, enfim, prejudicar o interesse da população ordeira e trabalhadora.

É por isso que não me preocupo com o que irão pensar os turistas da Copa, ou aqueles que tomarão conhecimento da nossa realidade através da mídia. E até útil que o mundo saiba o que está acontecendo no Brasil. Preocupa-me mais é a opressão disfarçada de cidadania que o PT e seus aliados ideológicos estão impondo aos brasileiros.

Mas como confio na sensibilidade e sabedoria do nosso povo, sei que a imensa maioria, mesmo no aconchego do seu lar, assiste a tudo com atenção e interesse, cientes de que o clamor manifestado nas ruas, em junho de 2013, ainda ecoa estéril no âmbito dos governos incompetentes e mal intencionados.


A resposta, tenho esperança, virá em outubro. Mesmo que três meses antes os brasileiros tenham que sair as ruas para comemorar o hexacampeonato da nossa seleção.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Ai vem a Copa. E agora?



Falta apenas trinta dias para o início da Copa do Mundo de Futebol, no Brasil. E o que deveria ser uma festa nacional e uma demonstração do nosso avanço desenvolvimentista está ameaçada de se transformar num grande vexame internacional, mostrando ao mundo a incompetência brasileira para um evento do porte de uma Copa. Mas a decepção não será apenas para os de fora. Será também para os brasileiros. E os erros e equívocos são de tal monta que a impressão que dá é que as organizar autoridades brasileiras responsáveis por trazer a Copa para o Brasil sequer avaliaram as reais condições do país para um empreendimento dessa grandeza.

E não foram só as obras prometidas e classificadas como legado da Copa que não saíram do papel, mas também as que iniciaram e não serão concluídas a tempo. Tem estádio que ainda não foi concluído. Nada que não estejamos acostumados, infelizmente, mas estranho para aqueles que lidam com uma realidade diferente. Mais responsável e menos ficcional.

Mais esse fracasso gerencial poderia ter sido evitado? Ou pelo menos minimizado? Poderia. Se neste país houvesse controle e fiscalização eficazes, ferramentas indispensável para quem tem respeito pela aplicação do dinheiro público. Mas não houve. A começar pela população, que demorou muito para se dar conta e protestar contra a utilização dos recursos públicos na construção de estádios e outras obras menos importantes do que hospitais, estradas, escolas, etc. Se tem dinheiro sobrando para as coisas do futebol, por que está faltando para a prestação de serviços públicos essenciais e de qualidade?

Mas de todos os responsáveis, sem dúvida, o maior de todos é o Estado. Entenda-se os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Uma vez decidido que a Copa seria no Brasil por que não se organizaram para exercer seu poder de fiscalização? No caso do Rio Grande do Sul, por exemplo, até secretaria extraordinária da Copa foi criada. Mas para quê, se o que se vê são entulhos de obras inacabadas na ruas? E a melhoria da qualidade dos serviços então? Pouco avançou.

As ruas de Porto Alegre continuam escuras e mal sinalizadas. Se houve aumento do número de leitos   na rede hoteleira o mesmo não ocorreu nos hospitais, mesmo com a perspectiva da vinda de uma avalanche de turistas para o Rio Grande do Sul. Nem as estradas que ligam as zonas turísticas com o norte do país e com os países do Mercosul foram conservadas adequadamente. Isso sem falar nas questões atinentes a segurança pública, um serviço cada vez mais precário.

Será que todo esse desleixo é porque nossas autoridades acreditam que o que importa para os brasileiros e turistas é o que acontece dentro do campo, nas partidas entre seleções? Mas e as outras 22 horas e 30 minutos em que a bola não estiver rolando no gramado, como é que fica?


Resta torcer para que o Brasil consiga se sagrar campeão. Ou melhor, hexacampeão. Pelo menos teremos um consolo. Que tudo isso sirva de lição para o futuro. Para o futuro? Não mesmo, para o presente. Tem muita obra para ser concluída. E outras para serem iniciadas. Então, mãos à obra.  E bola prá frente. 

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Inaptidão para o poder.




É sempre assim. Toda vez que o discurso demagógico e oportunista precisa ser colocado em prática a verdade aparece. É o que está acontecendo no conflito envolvendo índios e pequenos produtores rurais no município de Faxinalzinho, no norte do estado. Refiro-me a postura do governo Dilma (entenda-se PT) diante do grave enfrentamento que, além de ameaças e agressões físicas, já gerou a morte de duas pessoas.

Responsável direto pelas políticas indígenas e agrária o Governo Federal, através do Ministério da Justiça, Funai e Secretaria do Desenvolvimento Rural, se mostra paciencioso demais para a busca de uma solução que permita, com a urgência necessária, o apaziguamento dos ânimos e a busca de uma definição objetiva para o motivo gerador do conflito. Será por que a situação envolve dois segmentos considerados prioritários para o discurso ideológico do PT? Ou por que estando em ano eleitoral não quer correr o risco de perder aliados e votos?

Não vejo outra alternativa. Pelo menos é o que se depreende da impaciência demonstrada pelo presidente das Organizações Indígenas do RS, Zaqueu Kaigang, que reclama que é a quinta vez que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, marca uma audiência na região e não comparece. Enquanto o impasse não se resolve, os habitantes de Faxinalzinho participam como protagonistas de um roteiro digno de um filme de terror. Tudo sob a rotineira complacência do governo do Estado, como se tudo isso fosse responsabilidade apenas da União.

O episódio de Faxinalzinho, apesar de lamentável, é esclarecedor. Mostra a estratégia que o PT usa para obter os votos das classes menos favorecidas economicamente, mediante a aplicação de um discurso demagógico onde afirma ter solução para todos os problemas. E que enquanto isso não acontece, tem um saco de bondades infinito, capaz de coloca-las (as classes mais baixas) na sonhada condição de classe média.  E aí dê-lhe esmolas oficiais, pagas com dinheiro público, do tipo Bolsa-Família.

E o tempo passa. No caso do governo Lula/Dilma já são quase doze anos e as tais soluções estruturais e definitivas não chegam. Mas o discurso enganador continua firme e forte. E os “brindes” do saco de bondades também. Mas agora com menos poder de sedução. A máscara do PT está caindo com a mesma rapidez com que outras máscaras de protesto são empunhadas pela população nas ruas e, pelo que tudo indica, nas aldeias indígenas.

De uma coisa se pode ter certeza. Nesta eleição um contingente significativo de eleitores vai depositar seu voto na urna sabendo que o PT é capaz de tudo numa campanha eleitoral, mas que ao chegar ao poder toda essa eficiência política se transforma numa enorme ineficiência gerencial. 




quarta-feira, 7 de maio de 2014

Uma campanha de(a) verdade.




O que estará em jogo este ano não serão apenas projetos distintos de governo do PT e dos adversários, mas as ideologias e visões antagônicas de Estado”. 

Se você está pensando que se trata de uma declaração de algum ser extraterrestre ou de algum saudosista dos tempos da Guerra Fria, se enganou. Que disse essa “pérola” foi o presidente estadual do PT e coordenador da campanha de Dilma Rousseff no Rio Grande do Sul, Ary Vanazzi. Mas o cara é surdo ou pensa que o eleitor é burro? O país parou em junho do ano passado quando a população, em enormes protestos de rua, clamou por uma grande exigência: melhoria da prestação dos serviços públicos. 

Ora, então que papinho é esse de ideologia? De que cabeça de jegue saiu essa brilhante ideia? Será que os marqueteiros resolveram aproveitar os 50 anos da revolução de 64 para “inovar” a campanha eleitoral ou foi estratégia diversionista para que os governistas do PT não tenham que se explicar pela inoperância de seus governos ou a corrupção neles disseminadas?

Bulhufas! Mas do que nunca essa curta campanha eleitoral, espremida pela realização da Copa do Mundo, será de prestação de contas e apresentação de propostas de melhorias. Quem prometeu e não cumpriu vai ter que se explicar. Quem realizou mas fez mal, também. E como tem coisas a serem esclarecidas pelo PT. No estado e no país. 

Nesta eleição, ao invés de promessas sedutoras, o eleitor estará atendo aos projetos viáveis (técnica e economicamente) e imprescindíveis, especialmente nas áreas de inteira responsabilidade do Estado, como a Saúde, a Educação e a Segurança. Os candidatos podem até beijar criancinhas e tomar um aperitivo no bolicho mais próximo, mas terão que provar a exequibilidade das suas promessas. 

Até porque, por exemplo, soaria como contradição a presidente Dilma realizar discursos separatistas, do ponto de vista ideológico, se nunca uma base governista teve tanto e diferentes partidos agrupados e ocupando cargos do Governo Federal, como no seu governo.


Talvez o PT ainda pense que o mundo seja dos espertos. E que esses levam vantagens sobre os bobos. Mas as urnas, a exemplo das manifestações de ruas e do STF (pelo menos na antiga composição), irão mostrar que os tempos mudaram e que a moda agora é ser honesto, capaz e competente. 

Gestão, Vanazzi, essa sim será a grande protagonista da eleição de outubro. Para azar do PT e para o benefício da sociedade.

terça-feira, 6 de maio de 2014

Ação e reação midiática.



Por vezes me pego pensando se não sou exigente demais com o governo petista de Tarso Genro. Já trabalhei em diversas secretarias e órgãos públicos e sei muito bem o que é ralar todo o dia na busca de soluções para pequenos, médios e grandes problemas. E sei também o quanto é difícil conquistar um bom resultado e não vê-lo destacado pela imprensa. Ao contrário do que ocorre quando o resultado é negativo. Mas aí me dou conta de que seria impossível, tal o número de instituições públicas e o número de ações rotineiras. Porém, se não dá para divulgar tudo o que se gostaria, sempre haverá espaço na mídia para destacar a superação dos grandes problemas. Especialmente os estruturais, que não são problemas de governo, mas de Estado. Que interessam a um grande número de pessoas.

Então faço um exercício de divulgação aritmética. No atual governo do Estado são 19 secretarias, nove autarquias, dez fundações e 10 empresas de economia mista. Se o governador ao assumir, definisse um, apenas um grande projeto, ação ou obra, para cada uma das 48 entidades públicas sob sua coordenação, teria condições de apresentar mensalmente uma grande e importante realização. Uma para cada mês da sua gestão. E como fato relevante social e economicamente sempre terá espaço na mídia, teríamos farta propaganda positiva do seu governo. Mas não foi isso que se viu. Pior. Tarso prometeu muito e até agora realizou pouco. E olha que me detenho apenas naquilo que se pode chamar de importante. E para piorar a situação, meteu-se em áreas que se não estavam funcionando cem por cento, pelo menos estavam dando conta do recado, como foi o caso dos pedágios privados. E o que se viu foram os buracos retornarem às rodovias.

Como permanecem sem solução vários problemas crônicos, de grande relevância, em áreas de todas responsabilidade do Estado, como as da Educação, Saúde e Segurança, nada mais justo do que a escassez de boas notícias. Mas Tarso não concorda. E por isso critica a imprensa gaúcha. Apesar dos resultados apresentados nas pesquisas de opinião, tanto como candidato a reeleição como na avaliação do seu governo. É por tudo isso que não me considero um crítico rigoroso, mas alguém que sabe que poderia ter sido feito mais e melhor. A pujança do Rio Grande e a potencialidade de nossa gente nos permite quer mais. Que é possível voltar a sonhar com dias melhores. E acreditar nesse sonho, vendo-o estampado nas manchetes dos jornais, na tela das TVs e sonorizado pelo rádio.


segunda-feira, 5 de maio de 2014

A gerentona está de aviso prévio.



Imagine uma empresa familiar. Daquelas onde o pai, com pouco estudo mas com muita habilidade no trato com os clientes, conseguiu fazer o empreendimento crescer e se fortalecer como um prestador de serviços eficiente e identificado com o seu público-alvo. Passado alguns anos, o pai, premido pelas exigências do mercado e do avanço tecnológico, se vê obrigado a repassar o comando do negócio para o seu filho. Com mais estudo, mas com pouca experiência e aptidão para o relacionamento com a clientela e com a concorrência, o filho adota um novo estilo de gestão. Passa a ser mais rigoroso com os seus funcionários. Promete mais do que pode entregar e passa a frustar a clientela. Se aventura na diversificação dos negócios e passa a emprestar dinheiro para amigos. Vê as críticas como manobra daqueles que não concordam com as mudanças implementadas. E o negócio começa a dar prejuízo. Acostumado a fase de “bois gordos”, o filho não percebe os sinais de alerta e, quando se dá conta, a empresa está à beira da falência. E aí vem a dúvida. O que fazer? Reconhecer os equívocos e mudar a gestão? Mudar o público-alvo? Ou vender a empresa?

Pois bem. Transporte a situação acima para uma empresa pública. Mais ainda, para o gerenciamento do país. E coloque na posição do novo dono da empresa a presidente Dilma Rousseff. Pois é exatamente isso que está acontecendo hoje no país. Com a exceção de que não há como decretar a falência do Brasil, nem vendê-lo e muito menos trocar o público-alvo. Sobra, então, a alternativa da troca de gestão, trocando o gerente. Mas como? O PT não optou por Dilma justamente pela sua imagem de gerentona? De alguém capaz de pegar os projetos sociais de Lula (o fundador da era populista do PT) e colocá-los em prática, consolidando o poder nas mãos do PT. Pois é. Parece que o planejamento teórico não aconteceu na prática. Exatamente como ocorreu no exemplo acima. Mas será que foi o caso da pessoa errada no lugar certo ou o contrário? Bem, o que importa é que o império petista nunca esteve tão próximo da falência. Pelo menos é o que as pesquisas de opinião dizem, ao mostrar o declínio de Dilma e a ascensão dos seus concorrentes, no caso Aécio Neves e Eduardo Campos.

E essa situação faz com que o PT já projete a substituição de Dilma por Lula. Possibilidade essa negada por enquanto pela direção do partido, mas com muita aceitação na base petista. Mas como? A novidade será o retorno do antigo? O mesmo do mesmo? Mas será que as vozes das ruas não foram claras o suficiente para o PT entender que os brasileiros estão cheios do blá blá blá político e que exigem serviços públicos de qualidade? O PT é esperto demais para cometer um erro desses. Por isso, toda essa movimentação petista só tem uma explicação: desespero. E aí o nome de Lula surge como “salvador da pátria”. Da nação petista, claro. Mas como, se a mudança do candidato na véspera da eleição faz parecer a imagem do fracasso da gestão Dilma? Talvez seja essa a razão pelo qual o PT parece disposto a lhe dar a oportunidade de defender seu governo. E aí dê-lhe saco de bondades. Reajuste do valor do bolsa-família e promessas mil.


Não sei se as urnas conseguirão, nesta eleição, por fim ao domínio petista. Mas que isso nunca esteve tão próximo ninguém pode negar. Neste caso, será que o novo gerente, seja ele Aécio ou Campos, saberá lidar com o novo perfil exigido pelos brasileiros? Impedindo o retorno da inflação? Reduzindo o crescente índice de criminalidade? Fazendo sobrar recursos para realizar os investimentos nas áreas da infraestrutura, logística e da saúde e da educação? Estagnando definitivamente o mal da corrupção na esfera pública? Colocando pessoas capazes nos locais certos, ao invés de amigos ou incompetentes indicados pela base aliada? E muito mais. O que não pode é trocar seis por meia dúzia. Menos ainda deixar tudo como está. Que a trajetória decadente do PT, doravante, sirva de exemplo para aqueles que irão sucedê-lo no comando do país, dos estados e dos municípios. E que mais do que nunca o povo se conscientize, definitivamente, de que realmente “todo poder emana do povo e em seu nome é (ou precisa ser) exercido”.  

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Quando a política vence a técnica.




Esse filme de queda da popularidade que estamos vendo e que tem Dilma Rousseff como protagonista eu já assisti aqui no Rio Grande do Sul. Com o mesmo enredo. Uma gerentona com fama de técnica eficiente que se aventura na política e consegue alcançar o topo da carreira. Até o final do filme é o mesmo. O mundo político acaba vencendo a técnica e o que antes era virtude passa a ser um problema pessoal e partidário.

Nos dois casos os perfis comportamentais são semelhantes. Dilma e Yeda são impacientes, temperamentais e intolerantes. Bem intencionadas, até que provem o contrário. Daí suas dificuldades em lidar com o “jeitoso” mundo da política. Falta-lhes jogo de cintura. Habilidade para negociar. E o pior, são duras demais com aqueles que lhes cercam, o que faz com que seus assessores as temam ao invés de as respeitarem, como deveria ser.

 Tais características acabam corroendo alianças partidárias e magoando colaboradores que, com o  passar do tempo, não conseguem mais disfarçar suas insatisfações. E ai o copo transborda e o problema se torna visível e a técnica competente de então se transforma num monstro político, que passa a assombrar a expectativa do eleitor.

No caso específico de Dilma, por sua falta de sorte, o transbordamento e o assombramento aconteceram muito próximos da eleição, tornando difícil seu conserto. No de Yeda os problemas começaram já nos seus primeiros meses de governo, como por exemplo, os atritos com seu vice, Paulo Feijó.

Não estou dizendo que a reeleição de Dilma foi pro saco. Apenas que nunca esteve tão próximo disso. Ela ainda tem gordura para queimar. Do Lula e sua. Mas que o sólido chão petista rachou, isso ninguém pode negar. Mensalão, obras do PAC não iniciadas, refinaria de Pasadena e outros problemas mais, serviram de cupim para o sólido apoio popular que há mais de uma década tranquilizava o PT.


Resta saber se as desesperadas bondades de Dilma, anunciadas em seu recente pronunciamento de rádio e TV, quando ressaltou a importância do 1º de Maio, serão suficientes para reverter sua queda nas pesquisas. Com o filme chegando próximo do The End é ver para crer.