José Dirceu quer provar que o crime compensa.
Quem disse que o crime não
compensa? Para o José Dirceu isso não acontece. Como não? Ele não foi condenado
e preso? Foi. Mas até agora apenas no regime semiaberto. Muito pouco para quem, segundo o STF, chefiou a quadrilha que praticou o maior crime de corrupção do
país. E mais, para quem denegriu a imagem do PT, da classe política e do
Brasil, nacional e internacionalmente.
Além disso, faz do cárcere provisório uma extensão do seu escritório,
dando inclusive entrevista à imprensa.
E de lá, da sua cela, reclama da
pouca atenção que lhe é dada por Lula, esbraveja contra o STF, mobiliza a
militância fanática e, acreditem, consegue arrumar emprego. E bem remunerado,
como é o caso do Hotel Saint Peter, em Brasília, aonde irá “atuar” como diretor
administrativo (vide foto da carteira do trabalho). E com um salário acima do
mercado: vinte mil reais.
É ou não é um imenso privilégio
para um presidiário? Quem, no imenso universo de prisioneiros, tem essa
oportunidade? Mas como se trata do “poderoso” José Dirceu, tudo pode. E como
ele já demonstrou ser fiel as suas convicções, não duvido que ele transforme o
hotel no QG dos lobistas brasileiros. Expertise é que não lhe falta. Expertise.
Ai está uma expressão que cabe como uma luva em Zé Dirceu.
Aliás, que coragem tem o dono
desse hotel. Imaginem o trabalhão que ele vai ter para limpar a imagem do seu
negócio, que ficará conhecido por todos como o hotel do José Dirceu. Se
conseguir, vai virar case de marketing de sucesso, digno de prêmio.
Voltando ao todo poderoso José
Dirceu, tudo pode acontecer. Esperemos, então, pelos próximos capítulos da sua
novela particular. O certo, porém, é que
a cada avanço seu significa um retrocesso a mais na democracia tupiniquim. Não
bastasse o mau exemplo agora temos que lidar com o escárnio do grande líder
petista. Ninguém merece isso. Até quando?










