quarta-feira, 20 de abril de 2016



Quem não quer chegar a lugar
 algum anda em círculos.



Por mais que a imprensa esteja disposta a colaborar na moralização da política e na recuperação da economia ( e ganhar prestígio e dinheiro com isso) o método da proliferação desenfreada de fatos e acontecimentos não está ajudando muito.
Ao contrário, além de gerar um debate multidirecional, está tergiversando sobre o que realmente é importante para o momento crítico em que vivemos. E tornando difícil (aos olhos do cidadão) a compreensão de que tudo isso está inter-relacionado. E mais, está proporcionando a geração de pautas artificiais e/ou desígnios oportunistas.
Claro que a importância dos fatos é que constitui o que é ou não notícia, mas sempre existe espaço para o necessário e adequado encaminhamento daquilo que realmente tem relevância social e econômica.
O combate a corrupção endêmica (Lava Jato), por exemplo, me parece muito mais importante do que a desconstituição diária da imagem de Eduardo Cunha, Lula, Renan Calheiros e diversos outros suspeitos de envolvimento em atos ilícitos.
Da mesma forma a busca da normalidade administrativa do governo federal e a recuperação da economia nacional tem uma importância editorial muito mais contundente do que a disputa pessoal entre Dilma e Temer.
E isso precisa ser destacado em meio a avalanche de acontecimentos políticos que assola o país. Para que o secundário não abafe o principal. E para que o cidadão fique mais esclarecido e não se deixe levar pela falsa impressão de que a simples troca de pessoas irá resolver os graves problemas que ameaçam a normalidade da vida dos milhões de brasileiros.
Não podemos perder a oportunidade de avançarmos enquanto sociedade civilizada e muito menos correr o risco de banalizarmos o debate político sério e responsável.
E isso convenhamos, não custa nada. A menos que a pauta esteja centrada apenas na lucratividade midiática, coisa que eu prefiro não acreditar.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

MUITO CUIDADO NESSA HORA



Só se ilude quem quer. Não é a Dilma que a ampla maioria do povo brasileiro quer ver fora do Palácio do Planalto. O que seria um direito democrático, já que foi a maioria dos eleitores que a colocou lá. O que a imensa maioria do povo brasileiro está dizendo é que não quer mais o PT no Poder. Por não ter se comportado adequadamente e coerentemente com o que sempre criticou no tempo em que era oposição. Simples. E isso não é golpe. É coerência. 

Mas é preciso observar que o povo brasileiro não está dizendo que quer o PMDB no Poder. Isso será consequência da saída do PT. Restará ao PMDB agir de acordo com o que o povo brasileiro priorizar a partir da saída de Dilma. Se não houver esse cuidado a estratégia do "rei morto, rei posto" poderá se transformar num "Game of Thrones".