Qual é a
realidade financeira da prefeitura de Porto Alegre?
A derrota de Sebastião Melo no
pleito municipal, se confirmada a tendência mostrada pelas pesquisas
eleitorais, terá um impacto negativo no PMDB muito maior do que o esperado. Não
pela perda do poder alcançado havia 12 anos, mas pela perda do discurso de que
o imobilismo e a fragilidade do governo Sartori está baseada na crise econômica
herdada do governo Tarso. Em outras palavras, a subtração da credibilidade
popular. E credibilidade, todos sabem, é a grande moeda de troca entre o
político/partido e o eleitor.
E que os mais afoitos não
concluam que estou dizendo que o governo petista não tem culpa pelo agravamento
da crise financeira do Estado. Os números até agora levantados mostram que tem.
Mas por que então estou dizendo isto? Porque são cada vez maiores os indícios
de que a realidade financeira da Prefeitura de Porto Alegre está sendo
camuflada pelo interesse eleitoral. Ou será eleitoreiro? E neste caso a
estratégia do PT na campanha de 2014 estaria sendo copiada na atual eleição pelo
PDT/PMDB. A prática da velha e desgastada teoria Ricuperiana (Rubens Ricupero)
de que “o que é bom a gente mostra, o que é ruim a gente esconde”.
E não são poucos os indícios de
que a precária situação financeira do erário municipal está sendo escondida na
campanha eleitoral, apesar dos fortes sinais dessa realidade, que vão desde o
atraso do pagamento dos prestadores de serviço até os boatos surgidos entre os
próprios servidores de que o atraso dos seus pagamentos está cada vez maior
próximo de acontecer. Recentemente dois sintomas confirmaram essa previsão.
O primeiro deles foi a
distribuição antecipada para outubro (contrariando uma pratica dos anos
anteriores) dos DOCs do IPTU. O segundo, divulgado hoje pela imprensa, diz
respeito a decisão da Justiça de proibir que a prefeitura retenha o repasse
obrigatório do duodécimo a que a Câmara de Vereadores de Porto Alegre faz jus. Ou
seja, impedindo o descumprindo de uma obrigação constitucional.






