Renovar
a cidade, a prefeitura, a política. Renovar a esperança.
Quando nos lançamos candidatos devemos
saber os porquês. Esse é um documento sobre porque eu, Manuela D’Ávila, e
Nelcir Tessaro, concorremos nessa eleição. Queremos debater a nossa cidade sob
uma ótica diferente da atual administração. Não podemos mais nos contentar com
as fórmulas antigas que tentam mediar o passivo de problemas sociais que se
arrastam há anos. Enfrentá-los deve ser prioridade, mas quero também, a partir
da projeção do nosso futuro, resolver dilemas do presente, aproveitando as
oportunidades que surgem num Brasil que cresce e num mundo que muda
rápido, todos os dias.
Trago dentro de mim uma particular
convicção: os nossos problemas são complexos e não serão resolvidos pela forma
de pensar que os criou.
Precisamos renovar a cidade, renovar a prefeitura, renovar a política, renovar a esperança numa Porto Alegre protagonista neste novo tempo e neste novo mundo.
Um
grande Brasil, uma grande Porto Alegre.
O Brasil avançou muito nos últimos dez
anos. Conquistamos a estabilidade econômica e democrática, nos tornamos a
sexta maior economia do mundo, 40 milhões de pessoas saíram da miséria e o
salário mínimo teve crescimento de 66% acima da inflação. Descobrimos imensas
reservas de petróleo no Pré-Sal e conquistamos o direito de realizar a Copa do
Mundo e os Jogos Olímpicos. Ajustamos nossa política econômica e reduzimos
juros para criar mais empregos. Com a desoneração tributária, investimentos em
infraestrura e parcerias público-privadas, aceleramos o desenvolvimento. O
Brasil mostrou que é possível governar com competência e com o coração,
garantindo crescimento econômico e justiça social ao mesmo tempo.
Neste momento de relativa estabilidade
econômica, alguns pensam que não existe debate a ser feito sobre os rumos da
cidade. Pensamos exatamente o contrário: se o Brasil vai bem, Porto Alegre deve
aproveitar esse momento dinamizando a sua economia e ocupando outro espaço no
cenário nacional. Para este novo Brasil precisamos de uma Porto Alegre
estrategicamente reposicionada.
Basta um dado para demonstrar nosso
descompasso: na última década, o salário médio em Porto Alegre ficou
praticamente estagnado, aumentando apenas 0,72% acima da inflação. O Brasil
avançou e Porto Alegre estacionou. Mas existem saídas para fortalecer a
economia da cidade.
Tenho convicção de que o melhor caminho é estabelecer um novo pacto de governança para o desenvolvimento, que dinamize os setores fortes da nossa economia e aposte em segmentos emergentes e inovadores como a Indústria Criativa e o Turismo de Negócios e Eventos e o Turismo da Saúde. Mobilizando o saber e a inteligência dos porto-alegrenses, principal diferencial de nossa cidade, transformaremos e inovaremos o setor público e privado, nos projetando como a cidade do capital social, a primeira “smart city” (cidade inteligente) brasileira.
Planejamento, desenvolvimento, e aproveitamento do capital humano presente na cidade são conceitos chaves, portanto.
Renovar
a prefeitura.
Não é possível reposicionar
estrategicamente a cidade sem transformar a gestão pública. Desburocratizar a
máquina, criar um ambiente favorável aos investimentos, com procedimentos
unificados e uma Sala do Empreendedor, são medidas urgentes para viabilizarmos
o crescimento sustentável da cidade. Pensar tributos de acordo com as vocações
e territórios, administrar de maneira descentralizada fisicamente e organizada
internamente, nos levará a uma economia mais dinâmica e à melhoria dos serviços
públicos. Espírito público, administração competente e técnica. Assim também
devem ser administradas as empresas públicas da cidade como CARRIS,
PROCEMPA e EPTC, nas quais faremos valer o artigo 24 de nossa Lei orgânica: um
funcionário do quadro de servidores da empresa participando da sua direção.
Com a Gestão Meio agilizaremos
investimentos, com Gestão Fim garantiremos o controle de serviços pela
população. Para isso,torna-se importante qualificar e empoderar os centros
administrativos regionais. É impossível que, em pleno 2012, nossos serviços
básicos sejam absurdamente centralizados. Por isso, defendemos que os Centro
Administrativos Regionais tenham papel de subprefeituras, e que seus
coordenadores sejam indicados em lista tríplice pelos conselheiros do OP.
Simultaneamente, vamos reorganizar os Fóruns de Serviços, com a participação
obrigatória de secretários municipais para aferir, ao lado da população, a
qualidade do trabalho da prefeitura nos bairros.
Gastar melhor o que temos, combater o
desperdício de recursos, organizar um banco de projetos viários,
aproveitar todos os recursos federais repassados para a cidade. É óbvio que
temos como fazer melhor com o orçamento que já existe. Mas também é possível
aumentar o orçamento, estimulando novos investimentos, pequenos e grandes. Mas
é preciso uma Prefeitura empreendedora, com gestão eficiente e moderna dos
gastos públicos.
A parceria com o funcionalismo público
municipal, a indicação prioritária de técnicos no secretariado, a
diminuição de cargos de comissão, a utilização racional da propaganda, a
fixação de prazos e metas para os secretários, a reestruturação da
infraestrutura do poder público são pilares estruturantes de nossa visão de
cidade.
Renovar a cidade.
Uma eleição deve ser o espaço público
não para a escolha de um governante, mas para a opção de um projeto de
cidade. Porto Alegre tem em sua história a inovação, a igualdade e a
participação. Loureiro da Silva, aos 35 anos, deixou a marca do planejamento
urbano; Brizola, aos 33 anos, transformou a capital dos gaúchos na capital da
educação; Olívio nos fez assumir para sempre o compromisso com a participação
popular. Se em outros momentos mais adversos para o Brasil a nossa ousadia nos
projetou e garantiu mais qualidade de vida, agora temos uma grande oportunidade
de conquistarmos avanços maiores, mais consistentes e duradouros.
Mas, para isso, precisamos promover o
encontro entre o crescimento econômico e os serviços prestados à população. É
hora de fazer com que o desenvolvimento da economia seja visto da porta para
fora de nossas casas. E isso é, justamente, o trabalho da Prefeitura: espaço
público limpo e atrativo, segurança comunitária, saúde sem filas, qualidade na
educação, melhorias no trânsito e transporte público eficiente. É por isso que
falamos em cidades inteligentes e inovação não só na economia, mas também nos
serviços públicos. Precisamos de soluções atuais para os problemas do passado.
Em nosso projeto, não basta apenas o crescimento e o dinamismo econômico.
Precisamos de um desenvolvimento que transforme a cidade, melhore a vida
das pessoas e que esteja apoiado em um projeto de médio e longo prazo com
sustentabilidade ambiental.
Vamos investir no Turismo, e a boa
cidade para o turista é aquela que é segura, movimentada, educada e saudável
todos os dias para seus habitantes. Para produzirmos tecnologia precisamos de
mão de obra qualificada. Mas, além disso, não podemos continuar produzindo
tecnologia aqui e apenas manda-lá para fora do pais. Como não usamos o que
criamos para nossa própria população? Se nossa economia será focada no turismo
e na industria criativa, temos que melhorar a vida dos porto-alegrenses.
A cidade deve ser, ela mesma, o seu próprio cartão de visitas!
A cidade deve ser, ela mesma, o seu próprio cartão de visitas!
Renovar
a política.
Reconheço o legado que cada
administração municipal deixou para a cidade, e sei também da importância da
continuidade das grandes obras em andamento – e assumo o compromisso de não
interromper nenhuma delas. O debate portanto, não é sobre as obras ou a
continuidade delas. O debate é sobre Porto Alegre ser uma cidade atual ou não.
Sobre sermos parceiros ou não do crescimento do Brasil. Temos uma visão macro: não queremos apenas usar o Governo Federal para desenvolver a nossa cidade, queremos também ajudar o Brasil. Com nossa mão de obra qualificada e vocação tecnológica, melhorando a qualidade da nossa educação, ajudaremos o Brasil a ser um país mais desenvolvido. Queremos produzir o conhecimento que o Brasil utilizará em vários setores da economia, no campo e na cidade. Queremos recuperar nossa importância nacional como capital pujante e líder neste novo tempo.
Não seremos São Paulo, a capital
econômica, e nem o Rio de Janeiro, a capital do turismo, muito menos Brasília,
a capital do poder político, mas podemos ser a capital da inovação, da
igualdade e do conhecimento. Basta que a Prefeitura faça sua parte e que a
próxima administração municipal esteja à altura da capacidade dos
porto-alegrenses.
Renovar a esperança.
Acredito que o novo ciclo que Porto
Alegre pode iniciar a partir de 2013 tem uma relação direta com a
capacidade de liderança e de diálogo com os mais diferentes setores da
sociedade. Mas esta disposição não pode aparecer apenas no período eleitoral.
Para isso, precisamos de um instrumento político que sintetize e organize esta
vontade coletiva. Por isso, estamos propondo a criação do Conselho de
Desenvolvimento Econômico, Social e Urbano (CODESU). Este Conselho será a
expressão institucional de um grande pacto urbano pelo desenvolvimento de Porto
Alegre. Dele farão parte todos os ex-Prefeitos, representantes de entidades
empresariais, de trabalhadores, do movimento social, da academia, religiosos,
intelectuais e personalidades, assim como os presidentes do demais conselhos
municipais. Teremos um espaço privilegiado para debatermos, planejarmos e
renovarmos, juntos, a nossa cidade.
Faço parte de uma geração e de um campo
político que conquistou no voto a confiança e a legitimidade para promover
transformações no Brasil. Duas vezes Deputada Federal, ajudei o Governo Lula e
tenho orgulho de ter sido vice-líder do governo da primeira Presidenta do
Brasil. Me sinto preparada para governar nossa cidade e tenho a convicção de
que avançaremos ainda mais se unirmos as mais amplas forças políticas e sociais
em torno de objetivos comuns. Porto Alegre não pode mais esperar.
Quero ser uma prefeita que una a
cidade em torno desse projeto estratégico. Será mais simples caminhar e
resolver os problemas do presente se soubermos onde queremos chegar.
Acredito no futuro, e quero ser
Prefeita para construí-lo junto com todos os porto-alegrenses.
Manuela d’Ávila – Prefeita

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