quinta-feira, 6 de setembro de 2012


Por que a eleição de Porto Alegre
 pode ser decidida no 1º turno?



Todas as pesquisas eleitorais até agora realizadas apontam para a realização do segundo turno da eleição em Porto Alegre. E mais. Indicam que os candidatos serão o atual prefeito, José Fortunati (PDT) e Manuela D’Ávila (PCdoB). E mais ainda. Indicam que a disputa será acirrada. Só para ficar nas duas últimas pesquisas, a diferença entre um e outro é de: 2% a mais para Manuela (Ibope) e 5,2% a mais para Fortunati (Methodus).

Pois bem, sem querer contrariar essa tendência, a qual me somo, alerto para a real possibilidade de que a eleição possa ser decidida no primeiro turno. Por vários motivos. Mas o principal deles, sem dúvida, é a reduzido percentual total de votos dos demais candidatos, somados: 6% no Ibope e 11,2% na Methodus. Se considerarmos que a média dos votos brancos e nulos nas duas últimas eleições municipais (POA) foi de 8% e somarmos os votos dos cinco candidatos que aparecem com menor intenção de voto, chegaremos aos seguintes resultados: 14% no primeiro cenário e 19,2% no segundo.

Ou seja, se consideramos que Fortunati e Manuela somados possuem, respectivamente, 72% (Ibope) e 73,4% (Methodus), e se acrescermos a soma dos dois cenários estimados para os demais candidatos e votos brancos e nulos, chegaremos a um total de 86% (Ibope) e 92,6% (Methodus). Isto equivale a dizer que sobram para serem repartidos entre Fortunati e Manuela, respectivamente, 14% (Ibope) e 7,4% (Methodus).

É aqui que está o “furo da bala”. Estes percentuais a serem acrescidos sairão, obrigatoriamente, do segmento dos indecisos: 15% na pesquisa Ibope e 8,1% na Methodus. Claro que este universo não irá totalmente para um ou para outro. Mas se considerarmos que o percentual de votos válidos projetado (a prevalecer os 8% de brancos/nulos) será de 92%, o candidato que conseguir 46% deles (a metade mais um) terá assegurada a vitória no primeiro turno. Deu prá entender?

Nesse caso, se consideramos como corretas as pesquisas, Fortunati precisará arregimentar, pela pesquisa Ibope (onde apareceu com 35%), mais 11%, e Manuela (que aparece com 37%), 9%. Esta possibilidade é perfeitamente alcançável pelos dois, haja visto que o percentual de indecisos é de 15%.

 Já na pesquisa Methodus isto não ocorre. Nela só Fortunati poderá vencer no primeiro turno. Explico. É que Fortunati aparece com 39,3% das intenções de voto. Faltariam 6,7% para os 46% necessários. De onde viria este percentual? Dos 8,1% de indecisos detectados pela pesquisa. Mas se adicionarmos estes 8,1% aos 34,1% de Manuela, ela chegará no máximo a 42,2%, insuficiente, portanto, para dar-lhe uma vitória no primeiro turno.

São apenas ilações de uma eleição que desde o início se mostra muito disputada. Mas que tem sim condições de acabar no primeiro turno. Mas para isso é necessário que Adão Villaverde (principalmente), Roberto Robaina, Wambert Di Lorenzo, Érico Corrêa e Jocelin Azambuja mantenham o fraco desempenho e que Fortunati ou Manuela tenha o crescimento necessário.

Vamos ver o que acontece nesses 30 dias que antecedem o dia 7 de outubro.

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