segunda-feira, 10 de setembro de 2012


Campanha de Porto Alegre
 entra na fase decisiva e crítica.



Qualquer observador mais atento deve ter notado que as manifestações dos candidatos a prefeitura de Porto Alegre estão mais críticas e contundentes. Normal. Falta menos de um mês para a eleição do primeiro turno e as pesquisas começam a mostrar os favoritos do eleitorado. Assim, o que antes eram apenas contestações na Justiça Eleitoral, se transformou em ocupação de espaço na mídia e na propaganda eleitoral gratuita de rádio e TV. Nada que não se tenha visto nas eleições anteriores. Mas o acirramento desta eleição, especialmente quanto à polarização de Fortunati e Manuela e o baixo desempenho do PT, através da candidatura de Adão Villaverde, pode fazer com as críticas se transforme em fator decisivo no resultado final.

Já publiquei neste blog as razões pelo qual a eleição pode ser decidida ainda no primeiro turno. E esta intenção, pelo esforço derradeiro que se vê nas ruas e no programa eleitoral de Fortunati, parece ser a estratégia dos responsáveis pela sua campanha. Algo mais ou menos assim: consolidar a imagem de administrador experiente e realizador, com o apoio de grandes partidos, e desconstituir a candidatura dos seus oponentes (principalmente Manuela), apresentando-os como inexperientes administrativamente e com fraco apoio pluripartidário.

Da mesma forma, sensível ao seu crescimento nas pesquisas e na receptividade popular, Manuela tenta consolidar sua participação no segundo turno e, se possível for, “matar” a eleição já no primeiro. Adotando como estratégia evitar o bate-boca, a candidata do PCdoB prefere dizer que seu maior adversário são os problemas de Porto Alegre. E é isso que faz na sua propaganda de rádio e TV. Utilizando uma fórmula que deu certo com Fogaça, diz que vai continuar as obras em andamento e iniciar as que estão estagnadas no tempo. Para se contrapor as “armas” utilizadas pelos adversários, afirma estar mais experiente e preparada para ocupar o cargo de prefeita, e que, para isso, irá contar com a colaboração de técnicos experientes. Essa mesma passividade, porém, não é transmita por ela nas redes sociais, onde não deixa passar em branco as críticas a sua história e seus compromissos de campanha.  

Adão Villaverde, por sua vez, faz uma espécie de “mix” das estratégias de Fortunati e Manuela. Através de declarações de importantes lideranças do PT e do slogan “Prefeito de Verdade”, busca firmar a imagem de político e executivo preparado para o desempenho das funções de prefeito da capital. Da mesma forma, passa a criticar a administração Fogaça/Fortunati, fazendo uma comparação negativa com o período em que os prefeitos petistas estiveram à frente da prefeitura. Para comprovar o apoio político as suas propostas, Villa garante a aplicação do famoso “alinhamento das estrelas”, o que, em outras palavras, significa o apoio de Dilma e Tarso. Deu certo com Tarso, dará com ele? O certo, é que de todos os candidatos  ele, provavelmente, será o que vai “bater mais” nesta fase derradeira da campanha.

Os demais candidatos, com exceção de Jocelin Azambuja, que tem se mostrado contido no “volume” das críticas, já atuam como críticos extremados dos favoritos Fortunati, Manuela e Villaverde.

Vamos ver como as críticas poderão mexer no complexo “tabuleiro” desta eleição. Como eleitor, penso que a exemplo da grande maioria do eleitorado, desejo que as críticas sejam propositivas e não agressivas, seja do ponto de vista pessoal (especialmente) ou político. Se o Brasil conseguiu entrar na fase de país em franco desenvolvimento econômico e social, porque não esperar o mesmo da política e dos políticos?

Imagem: moraesdecarvalho.blogspot.com

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