Campanha de Porto Alegre
entra na
fase decisiva e crítica.
Qualquer
observador mais atento deve ter notado que as manifestações dos candidatos a
prefeitura de Porto Alegre estão mais críticas e contundentes. Normal. Falta
menos de um mês para a eleição do primeiro turno e as pesquisas começam a
mostrar os favoritos do eleitorado. Assim, o que antes eram apenas contestações
na Justiça Eleitoral, se transformou em ocupação de espaço na mídia e na
propaganda eleitoral gratuita de rádio e TV. Nada que não se tenha visto nas
eleições anteriores. Mas o acirramento desta eleição, especialmente quanto à
polarização de Fortunati e Manuela e o baixo desempenho do PT, através da
candidatura de Adão Villaverde, pode fazer com as críticas se transforme em
fator decisivo no resultado final.
Já
publiquei neste blog as razões pelo qual a eleição pode ser decidida ainda no
primeiro turno. E esta intenção, pelo esforço derradeiro que se vê nas ruas e
no programa eleitoral de Fortunati, parece ser a estratégia dos responsáveis
pela sua campanha. Algo mais ou menos assim: consolidar a imagem de
administrador experiente e realizador, com o apoio de grandes partidos, e
desconstituir a candidatura dos seus oponentes (principalmente Manuela),
apresentando-os como inexperientes administrativamente e com fraco apoio
pluripartidário.
Da
mesma forma, sensível ao seu crescimento nas pesquisas e na receptividade
popular, Manuela tenta consolidar sua participação no segundo turno e, se possível
for, “matar” a eleição já no primeiro. Adotando como estratégia evitar o
bate-boca, a candidata do PCdoB prefere dizer que seu maior adversário são os
problemas de Porto Alegre. E é isso que faz na sua propaganda de rádio e TV.
Utilizando uma fórmula que deu certo com Fogaça, diz que vai continuar as obras
em andamento e iniciar as que estão estagnadas no tempo. Para se contrapor as “armas”
utilizadas pelos adversários, afirma estar mais experiente e preparada para
ocupar o cargo de prefeita, e que, para isso, irá contar com a colaboração de técnicos
experientes. Essa mesma passividade, porém, não é transmita por ela nas redes
sociais, onde não deixa passar em branco as críticas a sua história e seus
compromissos de campanha.
Adão
Villaverde, por sua vez, faz uma espécie de “mix” das estratégias de Fortunati
e Manuela. Através de declarações de importantes lideranças do PT e do slogan “Prefeito
de Verdade”, busca firmar a imagem de político e executivo preparado para o
desempenho das funções de prefeito da capital. Da mesma forma, passa a criticar
a administração Fogaça/Fortunati, fazendo uma comparação negativa com o período
em que os prefeitos petistas estiveram à frente da prefeitura. Para comprovar o
apoio político as suas propostas, Villa garante a aplicação do famoso “alinhamento
das estrelas”, o que, em outras palavras, significa o apoio de Dilma e Tarso. Deu
certo com Tarso, dará com ele? O certo, é que de todos os candidatos ele, provavelmente, será o que vai “bater mais”
nesta fase derradeira da campanha.
Os
demais candidatos, com exceção de Jocelin Azambuja, que tem se mostrado contido
no “volume” das críticas, já atuam como críticos extremados dos favoritos
Fortunati, Manuela e Villaverde.
Vamos
ver como as críticas poderão mexer no complexo “tabuleiro” desta eleição. Como
eleitor, penso que a exemplo da grande maioria do eleitorado, desejo que as críticas
sejam propositivas e não agressivas, seja do ponto de vista pessoal
(especialmente) ou político. Se o Brasil conseguiu entrar na fase de país em
franco desenvolvimento econômico e social, porque não esperar o mesmo da política
e dos políticos?
Imagem: moraesdecarvalho.blogspot.com

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