quinta-feira, 23 de agosto de 2012


Vídeo-cassetadas


Gravações de programas da propaganda eleitoral gratuita do PSol e da coligação “Renova Porto Alegre” (PSL-PSDC) dos candidatos a vereadores que disputam as eleições de Porto Alegre não foram por terem sido entregues às emissoras fora do prazo legal.

Candidato a prefeito pelo PSDB, Wambert Di Lorenzo, suspeita de sabotagem (erros grosseiros de português) na edição das legendas de TV divulgadas no primeiro dia da propaganda eleitoral dos candidatos a vereadores da coligação “Porto Alegre para todos” (PSDB-PRP).  

Coligação “Por amor a Porto Alegre” (PDT-PMDB-PP-PTB-PPS-DEM-PTN-PMN-PRB) consegue liminar do TRE-RS suspendendo os programas eleitorais que exibam mensagens de candidatos a vereador pedindo votos para Adão Villaverde (PT) e Manuela D’Ávila (PCdoB), tanto no rádio como na televisão.

Por tudo isto há que se indagar o porquê da incidência desses fatos. Nos dois primeiros casos, de imediato, surge a idéia de amadorismo ou despreparo. Ou os dois. No terceiro, mais grave, a suposição inicial é de que exista um boicote interno.

No último caso, há que se indagar se o comando de campanha de Villaverde e Manuela desconhecia o impedimento legal ou se a utilização dos candidatos no espaço dos vereadores foi uma tentativa de burlar a lei?

Independente da resposta a estas questões, não há como não responsabilizar as equipes de comunicação e marketing dos candidatos envolvidos. Está faltando experiência e competência? Parece-me que não. A não ser as equipes amadoras (composta por voluntários) utilizadas por candidatos de menor poder econômico. Pode ser boicote das produtoras por falta do pagamento da primeira parcela de recursos acordada? Pode ser que sim. Pode ser que não. Falta comunicação entre o comando de campanha e a equipe de marketing e desta com a produtora?  Pode ser que sim. Pode ser que não. Ou outro motivo qualquer? Pode ser que sim.

Erros e equívocos em campanhas eleitorais sempre houve. Não é novidade. O diferencial nesta eleição, entretanto, é que tais erros, pela popularização da Internet, se tornam mais visíveis e aproveitáveis, do ponto de vista do candidato adversário. Além disso, a Justiça Eleitoral já deu mostras de que está mais intolerante aos excessos, o que pode gerar penalidades indesejáveis.

De bom nisso tudo é que com tantos equívocos, as propagandas de rádio e TV acabam se tornando mais atrativas. Se não para definir votos, pelo menos para dar risada ou ferrar o adversário.   

Imagem: noticiadesaopedrodaaldeia.com

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