Barbosinha falou. E nada disse.
Tudo
como era esperado. Quem deve ter sido pego de surpresa, pela agressividade das
acusações de que foi alvo, foi o Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel.
A belicosidade foi tal que o defensor de Roberto Jefferson, o advogado gaúcho
Francisco Corrêa Barbosa, chegou a imputar a Gurgel a pecha de omisso por não ter
denunciado Lula como mandatário número 1 do Mensalão. “Os ministros atuam
apenas como executivos”, disse ele. “Lula foi um omisso que traiu a confiança
do povo”, complementou.
E
foi além, disse que se os réus forem absolvidos (incluindo o seu amigo e cliente),
a imprensa tem que responsabilizar o Procurador-Geral da República, pela não
apresentação de provas que possibilitassem a comprovação dos ilícitos a que
foram julgados. Na rápida manifestação objetiva de defesa de seu cliente,
Barbosinha sentenciou: “Roberto Jefferson é acusado aqui para silenciá-lo, para
não abrir aquela sua boca enorme”. E pediu a absolvição dele.
Estes
foram os minutos de glória de Barbosinha. Praticamente tudo dentro do script.
Ou seja, aproveitou os holofotes da mídia apenas para iluminar a “saída do rato
da montanha” e deixar ainda mais curiosos e desconfiados os milhões de
brasileiros que aguardam, ansiosamente, a manifestação do STF. Criou a imagem do palatino que cospe balas de prata para tentar matar um vampiro imaginável.
Imagem: videversus.com.br
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