sexta-feira, 24 de abril de 2015




RS à beira de um ataque de nervos.


Corajosa e ousada a decisão do governador Sartori de atrasar o pagamento da parcela de abril da dívida para com a União e assim manter em dia o pagamento do funcionalismo. Mas mal comparando, significa o mesmo que reduzir a febre de um paciente terminal. Digo isso baseado nas palavras do próprio governador, que afirmou que tal providência só irá acontecer uma vez. Ou seja, para suprir as deficiências de caixa nos próximos meses o governo terá que encontrar outras soluções.
Ocorre que a situação ruim tende a piorar. Primeiro porque em maio terá que fazer dois repasses para a União. Depois, porque também em maio terá que pagar a parcela do reajuste salarial dos servidores da segurança pública autorizado pela Assembléia Legislativa.
A menos que as projeções de crescimento da receita se confirmem (supersafra e produção industrial) ou que o Governo Federal finalmente resolva pagar o que deve ao Estado, a situação do erário tende a ficar insuportável. E a considerar a declaração do secretário da Fazenda vai mesmo: "Se o Rio Grande do Sul não conhecia o caos, agora vai conhecer". Durma-se com um barulho desse.

Nenhum comentário:

Postar um comentário