segunda-feira, 6 de abril de 2015

E não é que Jardel deu uma de Fabrício.




Coincidências a parte, nesta segunda-feira um jogador de futebol em atividade e um ex-jogador tiveram seus destinos profissionais definidos pelo descontentamento com as críticas da torcida e com a falta de apoio dos seus assessores. O primeiro caso envolveu o lateral esquerdo do Sport Club Internacional, Fabrício, que após ter feito gestos obscenos e xingado com palavrões a torcida colorada, além de jogar no gramado a camisa do clube, foi dispensado pela direção do Internacional.

O outro caso envolveu o ex-centroavante Jardel, ídolo da torcida gremista, e atual deputado estadual pelo PSD. Insatisfeito com o tratamento recebido pela maioria dos seus assessores, o deputado Mario Jardel de Almeida Ribeiro demitiu 21 dos seus 25 funcionários do gabinete e entrou em licença de saúde. Ao contrário de Fabrício, do Inter, que reclamou ter ouvido demais, a queixa de Jardel é de que não era ouvido e respeitado por sua equipe. Seu futuro como parlamentar e como filiado ao PSD ainda é incerto.

O que salta aos olhos nos dois episódios é o despreparo dos principais envolvidos para o exercício de atividades públicas.  Mas a presença deles nas funções não se deu de maneira unilateral ou arbitrária. Ocorreu por interferência de terceiros. No caso de Fabrício, da direção do clube e da escalação do treinador. No de Jardel, do convite do PSD, especialmente do seu ex-colega de clube, deputado federal Danrlei de Deus.


Precisou que o comportamento latente de Fabrício e Jardel se manifestasse em toda a sua plenitude para que o despreparo dos dois se transformasse num episódio de conduta comprovadamente inadequada.  E agora, como ocorre nesses casos, os principais prejudicados são as pessoas que nada tem a ver com isso. Refiro-me ao time e a torcida do Internacional, e os mais de 41.227 eleitores que votaram em Jardel. Fica a experiência e a confirmação da máxima de que realmente “ovelha não é pra mato”.

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