quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

E a história começa a se repetir:
Ascensão e queda do império do PT.




O que importa mais, aumentar a comercialização de veículos ou melhorar o sistema de circulação viária nas grandes cidades brasileiras? O que é mais necessário, importar médicos de outros países ou investir na ampliação e melhoria do sistema público de saúde? O que é mais importante, mudar o sistema de avaliação para o ingresso no ensino público superior, utilizando o sistema de cotas, ou aprimorar a qualidade do ensino básico, fundamental e médio das escolas públicas? O que vale mais, um cidadão livre e seguro ou uma política de direitos humanos que privilegia os direitos do infrator?  O que gera mais justiça social, ajudar os pobres a se qualificarem para o emprego ou transformá-los em dependentes da ajuda estatal?

Pois se você pensa que o óbvio é responder as questões acima optando pela a segunda opção, saiba que o PT não concorda. Pelo menos é o que se tem visto nas ações implementadas pelos seus governantes. Em todos os níveis, nacional, estadual e municipal. Mas se a maioria dos brasileiros pensa diferente do PT, por que então votam nos seus representantes? Simples, por que não apareceu ainda outro partido que convencesse a população de que é possível agir diferente, fazendo mais e melhor. E gente boa para isso é que não falta. Talvez faltem coragem e método de comunicação adequado. Coisa que, no último aspecto, o PT tem de sobra.

Se o PT não sabe não sabe ser um bom gestor, por outro lado, é especialista na arte de fazer política popular. Ou será que a escolha do metalúrgico José Inácio Lula da Silva - nascida na cabeça dos intelectuais de esquerda - para a presidência da República foi obra do acaso? Se fosse, ele não teria sido tantas vezes candidato pelo PT. É que a estratégia era mostrar aos eleitores que o PT era um partido do povão. Diferente dos demais, chamados por eles de representantes das elites, da burguesia, dos endinheirados. E essa estratégia, apoiada por marqueteiros de primeira linha, acabou vingando e permanece até hoje na imaginação da maioria dos brasileiros. Pelo menos é o que dizem as pesquisas.

 E o que o PT fez e está fazendo no poder? Tudo aquilo que anteriormente condenava. Às vezes até pior.  Ou tentar desmoralizar uma decisão da suprema corte brasileira, o STF, no caso do Mensalão, não é buscar o enfraquecimento de um dos poderes mais importantes da República? Mas afinal, o que deseja o PT? Poder, fundamentalmente. Para implantar a ditadura socialista e se perpetuar na condução, a seu bel prazer, da vida dos milhões de brasileiros.

Mas é ai que está o grande equívoco petista. Mas uma vez fazem da prioridade secundária a principal. Assim como não perguntaram à população sobre suas prioridades e/ou quando perguntaram não atenderam, quem disse que os brasileiros aceitarão pacificamente a eternização do PT no poder? Ou, quem garantiu que a tentativa de substituição da democracia pelo socialismo será tolerada pela população? A exemplo de outros governos socialistas, que sucumbiram graças a sua arrogância e prepotência, dentre outros defeitos, também o PT começa a ver corroído o seu império. As vozes das ruas, que os partidos de esquerda tentam mas não conseguem contaminar, é um dos sintomas desse declínio da estratégia petista.

Esquece, desconhece ou ignora o PT, que o mesmo cérebro que foi capaz de criar o império petista pode destruí-lo. Se eles próprios não acreditam na capacidade do povo brasileiro de gerir seus interesses, as urnas, nesta ou nas próximas eleições, com toda certeza irão provar o contrário. Se é que o povo brasileiro conseguirá esperar até lá.  

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