quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Tuma Júnior coloca sob suspeita
 as eleições de 2008 e 2010.



Muito grave as acusações feitas pelo ex-secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, de que em seu período à frente do SNJ, entre 2007 e 2010, no segundo governo de Lula, o órgão funcionou como um aparelho clandestino do PT, que usava as engrenagens oficiais do Estado para proteger seus amigos e perseguir os adversários.

Mais do que uma exorbitância moral e criminosa, a prática delatada, se verídica, comprova o que boa parte do mundo político já suspeitava. Havia realmente interesse político-eleitoral nas denuncias produzidas pelo PT, através dos órgãos oficiais de investigação controlados pelo partido, nos períodos pré-eleitorais. E muitas foram as denúncias. Quase todas com escassez de comprovação fatual, mas com grande repercussão midiática. 

Comprovada a veracidade das acusações de Tuma Júnior, no mínimo ficam sob suspeita as eleições realizas em 2008 e 2010. O que exige providências firmes e imediatas do Congresso Nacional e da Justiça, em todas as suas instâncias, especialmente a eleitoral. E mais, o governo Dilma precisa provar que essa máquina de investigação clandestina foi desativada.

Por outro lado, faz-se necessário um alerta à imprensa. É preciso maior controle e responsabilidade na divulgação das denúncias. Óbvio que o argumento de que uma informação vinda de uma fonte oficial, identificada, terá sempre credibilidade. Mas diante das informações registradas no livro de Tuma, “Assassinato de reputações – Um crime de Estado”, está provado que é preciso um maior rigorismo na averiguação da veracidade dos fatos e das pessoas envolvidas nas denúncias de origem oficial. Sob pena de fazer o papel de inocente útil. E o pior, contribuir para que a população também seja ludibriada.

Sempre é bom lembrar – e não faltam exemplos, como a execração pública ocorrida com o ex-deputado Ibsen Pinheiro – que a exemplo do travesseiro de penas rasgado em uma ventania, uma denúncia realizada pela mídia, mesmo que posteriormente corrigida, jamais poderá fazer com a imagem do acusado possa voltar a situação anterior, ou mesmo recuperar os prejuízos advindos dela. 

E o começo dessa nova fase pode ser a averiguação da veracidade das denúncias do livro de Tuma Júnior.






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