sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Pedágio do PT: o que mudou?


Já se passaram 15 anos desde que o PT usou a expressão “Britto é o pedágio, Olívio é o caminho” para conquistar, pela primeira, vez o Palácio Piratini. Da mesma forma, uma das plataformas da campanha que elegeu Tarso Genro, em 2010, e que lhe deu a vitória inédita no primeiro turno, foi a promessa de extinção dos pedágios. 

E a promessa não foi cumprida. Nem por Olívio, nem por Tarso. A bem da verdade houve a extinção de uma praça de cobrança: a de Farroupilha, na RS-122. No restante, a cobrança apenas saiu da iniciativa privada e passou para a Estado. Sim, com tarifas mais reduzidas. Mas nem tanto. E é essa transição que precisa ser melhor explicada.

O mote para o PT usar o pedágio privado como “cavalo de batalha” era o de que o sistema de concessões permitia que as empresas operadoras obtivessem um lucro desproporcional aos investimentos realizados nos trechos sob suas jurisdições. Mesmo que as estradas estivessem em boas condições de manutenção e sinalização e, ainda, com a oferta de serviços como carro-guincho, socorro mecânico e ambulância. 

Vejamos então o que mudou. O socorro mecânico e o carro-guincho foram suprimidos. O socorro médico passou a ser responsabilidade da SAMU e dos bombeiros. E a administração passou a ser da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR), uma estatal que segundo diziam, teria auto-suficiência para cuidar das rodovias e até mesmo para ampliá-las. Passado quase um ano e meio desde a criação da EGR a situação melhorou?

A resposta pode ser dado pela simples observação do estado das nossas estradas. Não! Mas a arrecadação deve ter melhorado, já que o propalado grande lucro das empresas ficou na conta do governo. Também não. Óbvio, senão por que o Executivo iria mandar para a Assembléia pedindo autorização (e obteve) para aplicar R$ 30 milhões do caixa único na conta da EGR? Então a arrecadação dos pedágios públicos não está sendo suficiente para a manutenção das rodovias? Mas como? Onde está a lógica disso tudo?

O que está claro, em tudo isso, é que a máquina administrativa do Estado foi mais uma vez inflada. Três novos diretores e diversos CCs foram incorporados à EGR. E mais, que o fragilizado DAER, de tantos serviços prestados aos gaúchos, está cada vez mais fadado à extinção. Outra, que com o uso do dinheiro dos contribuintes, não apenas os usuários das rodovias irão pagar pelos seus consertos, mas até mesmo quem nem carro tem.

Então a resposta ao título desse artigo só pode ser uma: nada mudou. Se mudou, foi para pior.

Diante disso, só nos resta completar a frase: “Britto é o pedágio, Olívio é o caminho, e Tarso o buraco no meio do caminho”.



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