Acorda
Brasil.
Falta um ano e meio para a Copa.
Já se passaram cinco anos desde que a FIFA, em
outubro de 2007, ratificou o Brasil como país-sede da Copa do Mundo de 2014.
Cinco anos! E o que foi feito de prático desde então? Além da escolha do
tatu-bola como símbolo da competição, muito pouco. Nada de se estranhar, haja
vista a histórica demora em implantar obras públicas nesta nação continental. Mesmo
em se tratando do futebol, que junto com o carnaval são as duas instituições
mais admiradas e respeitadas pelos brasileiros.
Mas se a lentidão das obras, tanto dos estádios
como as de circulação viária e aeroportuária se arrasta, fruto da burocracia
estatal terceiro-mundista, causa surpresa o comportamento da iniciativa privada
quanto à ampliação e melhoria da área de serviços. Sim, pois é este é o
segmento que possui maior potencial de aproveitamento econômico do evento,
gerando emprego e aquecendo o comércio. Isto sem falar no turismo, que será
beneficiado pela “divulgação” das belezas naturais e culturais do Brasil.
Pois apesar de toda euforia pela conquista da Copa
e da esperança da população de contar com o avanço na área de infraestrutura de
transportes, energia e comunicações, dentre outros, o que se vê no dia-a-dia
não reflete essa importância. A Copa ainda não entrou na casa dos brasileiros.
A não ser esporadicamente pela Televisão. E as ruas ainda não chamam a atenção
para o grande evento esportivo.
Mas se as coisas ainda não tomam a proporção
desejada, o certo é que falta tão somente um ano, seis meses e vinte e dois
dias para o início da Copa (12 de junho de 2012). Ou seja, 568 dias. Ou o sinal
de alerta soa logo na cabeça dos brasileiros, especialmente dos governantes e
empreendedores, ou corremos o risco de ver o “cavalo passar encilhado”, como se
diz aqui no Sul. E a coisa pode começar do simples, como acrescentar os idiomas
inglês e espanhol na rotina dos restaurantes, hotéis, casas de espetáculos e
até mesmo no dia-a-dia dos taxistas e motoristas do transporte coletivo.
Então bola prá frente. Está mais do que na hora dos
brasileiros (União, Estados, Municípios e Iniciativa Privada) entrarem em campo
e fazerem a sua parte. Mostrar que o Brasil não é só o país do samba e do
futebol. Que é uma nação capaz e competente. Rumo, celeremente, ao primeiro
mundo. Afinal, como diz a música feita especialmente para comemorar a vitória
da seleção canarinho, se “a taça do mundo é nossa, com os brasileiros, não há
quem possa”. Ou como cantam os gaúchos: “sirvam nossas façanhas de modelo a
toda Terra”. Mão à obra.
ET. Desnecessário falar das imprescindíveis melhorias nas áreas da segurança pública e da saúde.
ET. Desnecessário falar das imprescindíveis melhorias nas áreas da segurança pública e da saúde.
Imagem: jc3.uol.com.br

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