quarta-feira, 21 de novembro de 2012


Acorda Brasil. 
Falta um ano e meio para a Copa.



Já se passaram cinco anos desde que a FIFA, em outubro de 2007, ratificou o Brasil como país-sede da Copa do Mundo de 2014. Cinco anos! E o que foi feito de prático desde então? Além da escolha do tatu-bola como símbolo da competição, muito pouco. Nada de se estranhar, haja vista a histórica demora em implantar obras públicas nesta nação continental. Mesmo em se tratando do futebol, que junto com o carnaval são as duas instituições mais admiradas e respeitadas pelos brasileiros.

Mas se a lentidão das obras, tanto dos estádios como as de circulação viária e aeroportuária se arrasta, fruto da burocracia estatal terceiro-mundista, causa surpresa o comportamento da iniciativa privada quanto à ampliação e melhoria da área de serviços. Sim, pois é este é o segmento que possui maior potencial de aproveitamento econômico do evento, gerando emprego e aquecendo o comércio. Isto sem falar no turismo, que será beneficiado pela “divulgação” das belezas naturais e culturais do Brasil.

Pois apesar de toda euforia pela conquista da Copa e da esperança da população de contar com o avanço na área de infraestrutura de transportes, energia e comunicações, dentre outros, o que se vê no dia-a-dia não reflete essa importância. A Copa ainda não entrou na casa dos brasileiros. A não ser esporadicamente pela Televisão. E as ruas ainda não chamam a atenção para o grande evento esportivo.

Mas se as coisas ainda não tomam a proporção desejada, o certo é que falta tão somente um ano, seis meses e vinte e dois dias para o início da Copa (12 de junho de 2012). Ou seja, 568 dias. Ou o sinal de alerta soa logo na cabeça dos brasileiros, especialmente dos governantes e empreendedores, ou corremos o risco de ver o “cavalo passar encilhado”, como se diz aqui no Sul. E a coisa pode começar do simples, como acrescentar os idiomas inglês e espanhol na rotina dos restaurantes, hotéis, casas de espetáculos e até mesmo no dia-a-dia dos taxistas e motoristas do transporte coletivo.

Então bola prá frente. Está mais do que na hora dos brasileiros (União, Estados, Municípios e Iniciativa Privada) entrarem em campo e fazerem a sua parte. Mostrar que o Brasil não é só o país do samba e do futebol. Que é uma nação capaz e competente. Rumo, celeremente, ao primeiro mundo. Afinal, como diz a música feita especialmente para comemorar a vitória da seleção canarinho, se “a taça do mundo é nossa, com os brasileiros, não há quem possa”. Ou como cantam os gaúchos: “sirvam nossas façanhas de modelo a toda Terra”. Mão à obra.

ET. Desnecessário falar das imprescindíveis melhorias nas áreas da segurança pública e da saúde.

Imagem: jc3.uol.com.br

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