Os espinhos na caminhada dos
candidatos a prefeito de Porto
Alegre
Adão Villaverde (PT) – Tornar-se conhecido do eleitor porto-alegrense e fazer valer a estratégia
de que é o representante dos governos Dilma e Tarso e que por isto terá
facilidade de conseguir investimentos para Porto Alegre. Unir a militância
petista em torno de sua candidatura, eliminando a tendência do voto útil (caso
não consiga melhorar seu desempenho nas pesquisas eleitorais).
Érico Corrêa (PSTU) – Tornar-se conhecido do eleitor porto-alegrense, superar a
imagem de representante de um partido radical de esquerda e, assim, conseguir
ampliar a aceitação de suas idéias pelas diversas classes sociais, hoje
restritas a classe trabalhadora. A obtenção
dos recursos para tornar sua campanha competitiva será outra grande dificuldade,
já que não aceita patrocínio empresarial. O escasso tempo de propaganda no rádio
e na TV também é um sério problema.
Jocelin Azambuja (PSL) – Embora já
tenha sido vereador, o fato de ter trocado várias vezes de partido, também tem
como principal desafio tornar-se conhecido do eleitor porto-alegrense. A
arrecadação de doações que permitam uma campanha bem estruturada e de boa
visibilidade também é um desafio difícil de ser superado. O mesmo pode ser dito
do reduzido tempo de propaganda eleitoral no rádio e na TV.
José Fortunati (PDT) – Apesar de ocupar o cargo de prefeito, o que lhe dá
visibilidade, será sua primeira eleição ocupando a cabeça de chapa (foi vice de
Fogaça). Como candidato da situação terá o desgaste natural de quem é governo. Terá
dificuldade de atender a todos os convites de campanha pelo fato de ter
decidido permanecer desempenhando suas funções no Executivo, atuando como
candidato apenas fora do horário de expediente. Conseguiu o apoio de um
expressivo número de partidos o que lhe deu o maior tempo de propaganda
eleitoral no rádio e na TV. Resta saber se saberá aproveitar esse latifúndio midiático.
Apesar de contar com o apoio do PP não conta com o apoio da principal estrela
progressista, a senadora Ana Amélia, que apóia sua principal concorrente, a
deputada federal Manuela D’Ávila (PCdoB).
Manuela D’Ávila (PCdoB) – Campeã de votos nas últimas eleições e com presença na memória
do eleitor da Capital, por ter disputado a campanha eleitoral de 2008 para a Prefeitura
de Porto Alegre, terá que superar o estigma ideológico de representar o Partido
Comunista, o preconceito por ser jovem e mulher, e a crítica de não possuir
experiência no Poder Executivo.
Roberto Robaina (PSol) – Embora já tenha currículo de candidato, tem como principal desafio
superar a imagem de radical de esquerda (demonstrada principalmente nos debates
de rádio e TV) e de ter um discurso excludente, colocando seu partido acima de
todos os outros quando se trata de honestidade, ética e fidelidade ideológica. O
espaço limitado de propaganda no rádio e na TV também será um problema.
Wambert Di Lorenzo (PSDB) – Por participar pela primeira vez de uma campanha eleitoral, será
dentre todos os candidatos aquele que terá mais dificuldade para se tornar
conhecido do eleitorado porto-alegrense. Terá que lidar com a crítica constante
(por parte dos seus adversários) de ser o representante da ex-governadora Yeda
Crusius (que tem restrições dentro e fora do PSDB). Não terá o partido inteiro
ao seu lado, haja vista a disputa traumática com o deputado federal Nelson
Marchezan Júnior, que também pleiteava a condição de candidato a prefeito.
Imagem: bahianoticias

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