segunda-feira, 23 de julho de 2012


Os espinhos na caminhada dos
 candidatos a prefeito de Porto Alegre

Principais desafios dos candidatos à Prefeitura de Porto Alegre na largada da campanha eleitoral:

Adão Villaverde (PT) – Tornar-se conhecido do eleitor porto-alegrense e fazer valer a estratégia de que é o representante dos governos Dilma e Tarso e que por isto terá facilidade de conseguir investimentos para Porto Alegre. Unir a militância petista em torno de sua candidatura, eliminando a tendência do voto útil (caso não consiga melhorar seu desempenho nas pesquisas eleitorais).

Érico Corrêa (PSTU) – Tornar-se conhecido do eleitor porto-alegrense, superar a imagem de representante de um partido radical de esquerda e, assim, conseguir ampliar a aceitação de suas idéias pelas diversas classes sociais, hoje restritas a classe trabalhadora.  A obtenção dos recursos para tornar sua campanha competitiva será outra grande dificuldade, já que não aceita patrocínio empresarial. O escasso tempo de propaganda no rádio e na TV também é um sério problema.

Jocelin Azambuja (PSL) – Embora já tenha sido vereador, o fato de ter trocado várias vezes de partido, também tem como principal desafio tornar-se conhecido do eleitor porto-alegrense. A arrecadação de doações que permitam uma campanha bem estruturada e de boa visibilidade também é um desafio difícil de ser superado. O mesmo pode ser dito do reduzido tempo de propaganda eleitoral no rádio e na TV.

José Fortunati (PDT) – Apesar de ocupar o cargo de prefeito, o que lhe dá visibilidade, será sua primeira eleição ocupando a cabeça de chapa (foi vice de Fogaça). Como candidato da situação terá o desgaste natural de quem é governo. Terá dificuldade de atender a todos os convites de campanha pelo fato de ter decidido permanecer desempenhando suas funções no Executivo, atuando como candidato apenas fora do horário de expediente. Conseguiu o apoio de um expressivo número de partidos o que lhe deu o maior tempo de propaganda eleitoral no rádio e na TV. Resta saber se saberá aproveitar esse latifúndio midiático. Apesar de contar com o apoio do PP não conta com o apoio da principal estrela progressista, a senadora Ana Amélia, que apóia sua principal concorrente, a deputada federal Manuela D’Ávila (PCdoB).

Manuela D’Ávila (PCdoB) – Campeã de votos nas últimas eleições e com presença na memória do eleitor da Capital, por ter disputado a campanha eleitoral de 2008 para a Prefeitura de Porto Alegre, terá que superar o estigma ideológico de representar o Partido Comunista, o preconceito por ser jovem e mulher, e a crítica de não possuir experiência no Poder Executivo.

Roberto Robaina (PSol) – Embora já tenha currículo de candidato, tem como principal desafio superar a imagem de radical de esquerda (demonstrada principalmente nos debates de rádio e TV) e de ter um discurso excludente, colocando seu partido acima de todos os outros quando se trata de honestidade, ética e fidelidade ideológica. O espaço limitado de propaganda no rádio e na TV também será um problema.

Wambert Di Lorenzo (PSDB) – Por participar pela primeira vez de uma campanha eleitoral, será dentre todos os candidatos aquele que terá mais dificuldade para se tornar conhecido do eleitorado porto-alegrense. Terá que lidar com a crítica constante (por parte dos seus adversários) de ser o representante da ex-governadora Yeda Crusius (que tem restrições dentro e fora do PSDB). Não terá o partido inteiro ao seu lado, haja vista a disputa traumática com o deputado federal Nelson Marchezan Júnior, que também pleiteava a condição de candidato a prefeito.
Imagem: bahianoticias

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