E
La nave se va!
Gostaria
de ter errado meu prognóstico de que a equipe olímpica brasileira iria repetir
em Londres o mau desempenho das Olimpíadas anteriores. Não errei. E bastaram três
dias para essa constatação. Das 78 medalhas disputadas (ouro, prata e bronze) o
Brasil ganhou apenas três (um ouro, uma prata e um bronze). Mas minha previsão
não estava baseada apenas no quadro de medalhas, mas na constatação de que o
governo brasileiro (este e os anteriores) faz muitíssimo pouco pelo esporte.
Atleta brasileiro que se destaca é porque tem o apoio de algum clube bem
estruturado e um patrocinador privado.
Pois
bem. Em meio aos primeiros indícios de mais um irrisório desempenho olímpico
(ou a pujança econômica que o Brasil se jacta possuir não teria que se refletir
também no esporte nacional?), Dilma Rousseff, de Londres, manda dizer que ao término
desta Olimpíada o governo brasileiro vai anunciar um plano de apoio ao esporte.
A iniciativa, segundo a presidenta, visa à preparação dos atletas para a Olimpíada
de 2016, no Brasil. Para tanto, a União irá investir recursos públicos na
promoção e incentivo de esportes individuais, com vistas à melhorar a posição
brasileira no quadro de medalhas.
Ah,
presidenta! A meta é até 2016? Então aí vai mais uma previsão deste blogueiro.
Não vai dar certo. Uma política eficaz de educação (Esporte é Educação)
esportiva não se faz com meta de curto prazo. Até porque a Educação brasileira
(e consequentemente o esporte amador) carece de medidas estruturantes, impossíveis
de serem implementadas à curto prazo.
Bem, mas já é um começo. Só espero que não
sirva de palanque eleitoral (ou será eleitoreiro?), já que teremos eleição para
a presidência da República em 2014.
E assim La nave se va. Aos poucos. De
esperança em esperança.

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