O labirinto de Porto
Alegre
Só os porto-alegrenses
– e assim mesmo a minoria deles – podem transitar pelas ruas da cidade sabendo
por onde anda. Os outros (a imensa maioria) circulam como se estivessem num
imenso labirinto, percorrendo traçados conhecidos para chegar a endereços
desconhecidos. O que quero dizer com isso? Que se depender da identificação das
ruas o porto-alegrense provavelmente irá se perder. Em tempo de véspera da Copa
do Mundo (e não só por isto) são raras as esquinas que identificam o nome da
via pública. O normal é não ter identificação. Há pouco tempo a prefeitura deu
publicidade a instalação de placas identificando os bairros da capital.
Esqueceu, entretanto, que para chegar lá é preciso seguir uma rota. Que precisa
ser conhecida. Ou seja, identificada visualmente. Ah bom! Mas isso não
acontece. Então as tais placas servem apenas para demonstrar uma falsa
organização, pois na prática de nada adiantam. Qual a dificuldade de instalar
placas identificativas das ruas e avenidas? E o pior é que à noite o problema
se agrava ainda mais, devido à péssima iluminação publica. Modernizar a cidade
é ótimo, mas fazer o tradicional dever de casa é mais ainda. Boa pauta para os debates da campanha
eleitoral.
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