O imprescindível
corpo-a-corpo
Uma das vantagens
das campanhas eleitorais é a circulação dos candidatos pelos bairros das
cidades. É a grande oportunidade de eles verem de perto os problemas que
normalmente desconhecem ou não tem noção da sua gravidade. Além disso, é a chance
que o eleitor tem de conhecer pessoalmente os candidatos e de exporem suas
aflições cotidianas. Pode ser até que não sejam atendidos, mas dá a eles a
sensação de que fizeram algo para melhorar a sua vida e a vida dos seus
familiares e da sua comunidade.
É por isso que,
mesmo em época de Internet, nada substitui o contato direto do candidato com o
eleitor. Dizem que governar é cuidar das pessoas. E o corpo-a-corpo da campanha
permite uma comunicação tátil, visual e sensitiva que a tecnologia não consegue
proporcionar. Dá uma sensação clara de que as pessoas são importantes. Pena que
este hábito saudável deixe de ser praticado depois das eleições, quando os
eleitos se aquartelam em Palácios e Câmaras Municipais. É como se o povo fosse convidado para a festa
(governar) mas depois não pudesse participar.
Lamentavelmente as
pessoas acabaram por se conformar com esta exclusão. Não deveriam. Por isso, um
aperto de mão, um abraço ou um sorriso, durante o andar dos candidatos pelas
ruas da cidade, pode ser a única contrapartida que o eleitor receba por
depositar na urna o voto da esperança de uma vida melhor. Se algum candidato
eleito fizer mais do que isto certamente terá as portas das casas dos eleitores
permanentemente abertas, independente de ser ou não período eleitoral. Ouvir as
pessoas, mais do que um exercício de cidadania, é demonstrar sabedoria.
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