A
epidemia dos acidentes com moto
A
senadora Ana Amélia (PP-RS) está preocupada com o que chama de epidemia de
acidentes de trânsito envolvendo motociclistas no Brasil, principalmente os
jovens. Por isso está propondo que o Congresso Nacional realize um seminário,
em setembro, para sugerir ações de redução de acidentes e tratar, também, das
dificuldades de locomoção nas grandes cidades, diante dos constantes
congestionamentos nas vias urbanas.
A
senadora embasa sua apreensão aos dados divulgados pelo Ministério da Saúde, em
2011, que constatou que metade do dinheiro destinado ao atendimento de vítimas
de acidentes de trânsito na rede pública de saúde foi usado para atender
motociclistas. “Isso significa que o governo gastou mais de R$ 200 milhões com
acidentes de motociclistas”, enfatiza Ana Amélia.
Pelo
estudo, também o número de internações de motociclistas aumentou em mais de 95%
entre os anos de 2008 e 2011. Entre as regiões brasileiras, Norte e Nordeste
são as que mais utilizam as verbas do Sistema Único de Saúde (SUS) com
acidentes de motocicleta. Para se ter uma idéia, no Pará, 83% dos atendimentos
foram para acidentados com motos, e em Pernambuco, o custo com acidentes com
esse meio de transporte subiu mais de 1.286% nos últimos anos.
Dentre
os fatores conjunturais para o crescimento do número de acidentes com motos a
senadora cita o aumento do número de motos em circulação, o crescimento da
dependência de entregas de alimentos e remédios, que faz surgir mais motoboys,
o apelo pela aquisição de uma moto como opção mais barata e rápida de
transporte, já que o transporte público é ineficiente e caro na maioria das
cidades brasileiras. Já dentre as
principais causas humanas para o crescimento do número de acidentes, Ana Amélia
ressalta o consumo de álcool, a alta velocidade e a imprudência.Na busca da redução das preocupantes estatísticas, Ana Amélia antecipa duas propostas que pretende apresentar no referido seminário nacional: mais investimentos em educação no trânsito e a melhoria das aulas de formação de condutores.
Nenhum comentário:
Postar um comentário