Morte de Max prova que a TV está bem viva.
Quem matou Max? Essa é a pergunta
do momento no Brasil. A indagação, que ressalta a dúvida sobre o anônimo assassino
da novela Avenida Brasil, está despertando mais interesse dos brasileiros do
que a dúvida sobre quem ganhará a eleição em São Paulo, Haddad ou Serra? Até
mesmo os intelectuais avessos às novelas estão se manifestando sobre o sucesso
televisivo da Globo. E mais. Solenidades governamentais e comícios estão tendo
seus horários adequados para não coincidirem com o da novela. E pasmem, hidroelétricas estão sendo acionadas em sua plenitude para que no último
capítulo da Avenida Brasil, marcado para hoje, não provoque um blecaute no
país. Fico imaginando o corre-corre dos motoboys de telentrega nos momentos que
antecedem o início da novela. “Hoje a janta vai ser pizza”, dirão as donas de
casa para seus maridos e filhos sem desviar os olhos da televisão. Tudo isso
para não perder a “Carminha”, como muitos se referem à novela.
Mais do que um sucesso da
teledramaturgia nacional, reconhecida internacionalmente, a novela de João
Emanuel Carneiro está mostrando que apesar das teses de que com a Internet a TV
estaria declinando enquanto veículo de interesse coletivo, ocorre exatamente o
contrário. Com o cinema está acontecendo a mesma coisa. Por isso considero despropositada a comparação entre TV e Internet. Não existe competição de importância, pois há espaço para todas as mídias.
Inclusive à impressa. Eu, por exemplo, não me vejo sem o acesso aos jornais,
revistas e livros. Assim como não dá para imaginar, atualmente, viver sem o
acesso à Internet. Que bom que a novela das nove está nos mostrando que os meios
de comunicação social podem muito bem se complementarem, cada um dentro da sua
característica e de seu publico alvo. Afinal, o avanço tecnológico tem por objetivo aproximar e melhorar a qualidade de vida das pessoas, mesmo que a distância seja uma Avenida
chamada Brasil.
Imagem: oroteiro.wordpress.com

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