segunda-feira, 8 de outubro de 2012


A boa nova desta eleição foi
 o voto consciente do eleitor



A primeira eleição após a implantação do critério da “ficha limpa” reservou uma surpresa agradável e otimista. O eleitor votou com critérios. Isto pode ser observado nas nominatas majoritárias, onde a maioria dos eleitos já contava com uma boa avaliação da sua administração. Se foi um bom gestor, se prometeu e cumpriu, teve o apoio do eleitor. Se deixou a desejar, foi cobrado nas urnas.

Porto Alegre, por exemplo, reconheceu em José Fortunati um prefeito tocador de obras. E isso já vinha sendo detectado nas pesquisas de avaliação de seu governo. Neles, o desempenho do prefeito era superior ao do candidato. Bastou a propaganda eleitoral dar transparência as obras realizadas e em andamento para que este situação se modificasse favoravelmente para o candidato. E foi essa a vantagem de Fortunati em relação aos demais candidatos. Claro que o amplo leque de alianças com partidos de maior estrutura político-partidária ajudou e muito na sua eleição. E isso se repetiu em outros municípios. Canoas, Santa Maria e Caxias do Sul, por exemplo.

Mas se a consciência política do eleitor mostra melhoras, por outro lado não dá prá dizer que isto basta. Falta ainda a superação de barreiras discriminatórias e atrasadas, como o preconceito a candidatos (as) jovens e às mulheres.

Outro desafio a ser superado, com a cobrança dos cidadãos, é o desequilíbrio financeiro, que impede que candidatos qualificados possam realizar uma campanha com visibilidade suficiente para terem chances de serem competitivos e se elegerem. Está mais do que na hora da implantação do financiamento público de campanha. Parte importante da tão necessária reforma política, que anda a passos de tartaruga no Congresso Nacional.  

Também a forma pacífica e democrática, com raras exceções, com que os pleitos foram realizados merece ser realçado. E o elogio serve tanto para os candidatos, como para as militâncias e para os eleitores.

Mas a boa nova destas eleições foi realmente a apropriação do pleito pelo eleitor que, de forma livre e soberana, impôs a sua vontade de maneira criteriosa e inteligente. E isso terá que ser considerado pelos partidos políticos que quiserem sobreviver a esta nova realidade, escolhendo melhor as suas nominatas de candidatos e primando por condutas que valorizem a competência, a honestidade, a ética e o bem comum.

Um viva, pois, ao novo eleitor.  

Imagem: noticias.terra.com.br

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