sexta-feira, 9 de outubro de 2020

 

Paim pretende mostrar na campanha

 que Marchezan traiu Porto Alegre

 


Embora diga no refrão do seu jingle de campanha que “deu de crise”, numa alusão às más notícias produzidas pelo temperamental prefeito Marchezan, as primeiras declarações do candidato do PP à prefeitura de Porto Alegre mostram que pelo menos no tête- à-tête com o tucano, o conflito de posições será uma constante.  “O Marchezan traiu Porto Alegre e eu estou aqui como candidato para resgatar os compromissos que firmamos em 2016 e recolocar a cidade nos trilhos”, disse Paim. E justificou sua afirmação dizendo que o prefeito não cumpriu as promessas de campanha e tomou decisões de forma individual ao longo da atual gestão. O personalismo, aliás, foi o principal motivo para o rompimento das relações entre o prefeito e no vice, no caso o próprio Paim.

O candidato do Progressistas credita o não cumprimento das promessas por ausência de liderança, sufocamento do Orçamento Participativo e falta de diálogo do prefeito com a Câmara de Vereadores e demais segmentos da sociedade. Citou, por exemplo, que em 45 meses de governo ocorreram 59 trocas em secretarias e que desde o início da pandemia do coronavírus ocorreram mais de 80 decretos, entre eles, os que tiraram competências do gabinete do vice-prefeito.

Paim reiterou, por exemplo, que representa uma candidatura de centro-direita e que defende as liberdades – individual e econômica. Citou também ter como principal bandeira o desenvolvimento econômico, através da geração de emprego e renda em meio à crise agravada pela pandemia e, segundo ele, pela condução do prefeito. Paim ainda se disse favorável à criação de um ambiente tributário menos hostil, garantindo a redução de ISS e revisando a progressividade da alíquota do IPTU de imóveis usados pelo comércio.

Por fim, o progressista comentou que a educação municipal não havia sido preparada para a virtualização exigido pela pandemia, e disse que é papel do gestor municipal buscar parcerias com toda a comunidade escolar para buscar soluções. Paim também revelou ter como proposta a criação de três escolas cívico-militares em regiões de vulnerabilidade em função dos índices positivos das instituições em relação à evasão escolar e reprovação. “Se pode cuidar melhor da rede municipal, se preparar para o ambiente virtual e, envolvendo toda a comunidade escolar, melhorar a qualidade de Educação em Porto Alegre.”

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