segunda-feira, 26 de outubro de 2020

 

Marchezan recorre ao STF para suspender processo de impeachment

 


Um olho no peixe e o outro no gato. Assim age o prefeito Nelson Marchezan Jr. em sua campanha à reeleição. Com um processo de impeachment em pleno andamento na Câmara de Vereadores, Marchezan precisa dividir sua atenção entre a administração da prefeitura, a busca do voto e a sua defesa para evitar o seu afastamento do cargo. E todas realmente estão interrelacionadas. Se for impichado, o prefeito não só perde a cadeira como inviabiliza sua candidatura. Para não correr o risco de que esse mau presságio vire realidade, os defensores de Marchezan estão se valendo de todas alternativas legais possíveis.

A mais recente, adotada nesta segunda-feira, foi o ingresso com uma ação junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a suspensão do processo de impeachment. Na ação, os advogados de Marchezan questionam a decisão liminar proferida pelo desembargador Alexandre Mussoi Moreira, do Tribunal de Justiça (TJ), que desobrigou a comissão processante de tomar os depoimentos dos autores das denúncias.

Segundo a colunista Rosane de Oliveira, do grupo RBS, cujo texto embasou a presente nota, as audiências com as quatro pessoas que protocolaram o pedido de impeachment foram determinadas em uma sentença de primeira instância, suspensa no dia seguinte por Mussoi após a Câmara entrar com agravo no TJ. No pedido ao Supremo, a defesa do prefeito requer que o processo de impeachment seja suspenso até que o mérito do recurso seja julgado na Corte estadual.

Caso não obtenha êxito na ação a votação em plenário do impeachment deverá acontecer na semana que antecede a eleição do primeiro turno, marcada para 15 de novembro. Caso a ação seja bem sucedida dificilmente o nome de Marchezan deixará de constar na urna de votação.

Nenhum comentário:

Postar um comentário