Olá. Se tem eleição tem Análise & Informação. Nos próximos três meses acompanhe aqui as principais notícias, opiniões, pesquisas e estatísticas sobre as eleições municipais de 2020 e, claro, deixe seu comentário.

Uma eleição diferente e diferenciada
2020 tem tudo para entrar para a história política do Brasil
como o ano das eleições municipais mais complexas e complicadas de todos os
tempos. Por diversos motivos. A começar pela mudança da legislação, que pela primeira
vez proíbe coligação na coligação proporcional; faz o regramento do uso da
Internet, mediante controle da aplicação do fundo partidário para fins de
impulsionamento de conteúdo; restringe o financiamento de campanhas aos
recursos dos fundos eleitoral e partidário e a doações de pessoas físicas até
um determinado valor, proibindo doações de pessoas jurídicas; e outras mais.
Mas o que chama mesmo a atenção para o pleito são outros
fatores determinantes para o resultado. O primeiro deles é a atipicidade
temporal das campanhas, realizadas em meio a uma pandemia que, pelo isolamento
forçado das pessoas e seus reflexos no cotidiano, acabou mudando hábitos e
costumes. Nesse sentido, a mobilização dos eleitores passa a ser um desafio,
em razão das restrições advindas do surto sanitário, principalmente as de ordem
econômica, mas também as de locomoção, que podem resultar numa abstenção nunca
antes vista.
Apesar das últimas eleições terem sido afetadas fortemente
pelo componente ideológico, predominantemente entre petistas e
antipetistas, desta feita as eleições municipais tem tudo para se transformar
numa continuidade da eleição presidencial de 2018, tendo de um lado partidos e
candidatos apoiadores do estilo conservador nos costumes e liberal na economia,
de Jair Bolsonaro, e do outro, partidos ditos progressistas, cujos candidatos
fazem oposição declarada a política, segundo eles retrógrada e antissociável,
do Palácio do Planalto.
Apesar de atípicas, desafiadoras e ideológicas, as campanhas
eleitorais carregam consigo um componente transformador, que se bem utilizado,
poderá servir de divisor de águas entre a antiga, cuja sujeira era colocada
debaixo do tapete para que o eleitor não soubesse, e a nova política, onde a
transparência, a ética, a honestidade e o comprometimento social passaram a ser
itens obrigatórios para a provação das urnas.
E com a ausência dos comícios presenciais, da limitação do
tradicional corpo-a-corpo e do controle do uso do poder econômico, o “campo de
batalha” ficará restrito a propaganda eleitoral de rádio e televisão e,
especialmente, as redes sociais, onde as comunidades virtuais atuarão como
formadores de opinião. E é aí que mora o perigo. Embora o esforço da justiça
eleitoral para regrar o uso da Internet, a novidade ainda não conta com a
garantia de seu uso justo e adequado. Que o diga as famosas fake News, um tema
que este blog pretende tratar como pauta permanente.
Nesse universo difuso e imprevisível das eleições que ora
começa a se processar, a imprensa terá papel fundamental como fonte de
credibilidade capaz de, ao mesmo tempo que informa -de maneira imparcial e
correta -, orientar, dissipar dúvidas e mediar controvérsias desnecessárias e
democraticamente improdutivas. E é isso que o blog Análise & Informação se
propõe a fazer, numa espécie de compromisso público, nos próximos 90 dias.
Boa eleição a todos.
CANDIDATOS
A PREFEITO DE PORTO ALEGRE
Fernanda Melchionna (PSOL)
Bibliotecária, ex-vereadora e atual deputada federal.
Vice: Márcio Chagas (PSOL)
Gustavo Paim (PP)
Advogado, professor e atual vice-prefeito de Porto Alegre.
Vice: Carmem Santos (Avante)
João Derly (Republicanos)
Ex-judoca, ex-deputado federal e ex-vereador.
Vice: Fernando Soares
(Republicanos)
José Fortunati (PTB)
Advogado, já foi vereador, deputado estadual,
deputado federal, vice-prefeito e prefeito de Porto Alegre.
Vice: André Cecchini (Patriota)
Juliana Brizola (PDT)
Neta do ex-governador Leonel
Brizola, é deputada estadual.
Vice: Maria Luiza Loose (PSB)
Júlio Flores (PSTU)
Professor e várias vezes
candidato a governador, senador, prefeito e vereador, sem nunca ter sido eleito
Vice: Vera Rosane de Oliveira
Luiz Delvair Martins Barros
(PCO)
Agente postal, já concorreu a vereador,
vice-governador e senador, sem nunca ter sido eleito
Vice: Delaine Kalikosky de
Oliveira
Manuela D’Ávila (PCdoB)
Jornalista. Foi deputada
federal, deputada estadual e candidata a
vice-presidente da República na eleição de 2018.
Vice: Miguel Rossetto (PT)
Montserrat Martins (PV)
Médico e escritor. Foi candidato a governador em 2010.
Vice: Alda Muller (PV)
Nelson Marchezan Júnior (PSDB)
Advogado, ex-deputado estadual e federal e atual prefeito de Porto Alegre.
Vice: Gustavo Tanger Jardim (PSL)
Rodrigo Maroni (PROS)
Professor, ex-vereador e atual deputado estadual.
Vice: Edelberto Mendonça
(PROS)
Sebastião Melo (MDB)
Advogado, ex-vereador, ex-vice
prefeito de Porto Alegre e atual deputado estadual.
Vice: Ricardo Gomes (DEM)
Valter Nagelstein (PSD)
Advogado e vereador.
Vice: João Carlos da Luz Diogo
(PSD)
IMPORTANTE
A data
limite para registro das candidaturas a prefeito é 26 de setembro. A partir
desta data é que os postulantes às prefeituras serão considerados oficialmente
candidatos.
As eleições municipais de 2020 estão marcadas para 15 de novembro. Nos municípios onde ocorrer segundo turno, a votação ocorrerá em 29 de novembro.













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