sexta-feira, 16 de maio de 2014

O antijogo da esquerda revolucionária.




Vivemos numa democracia. E como tal somos livres para expressar nossos sentimentos comuns ou individuais. Mas dentro do direito constitucional, ou seja, da ordem legal e do respeito as diferenças. E isto se enquadra às manifestações populares. É preciso respeitar os limites.

Por isso não me parece aceitável os excessos cometidos por grupos, como acontece atualmente, e não por massas, como ocorreu em junho do ano passado. Por mais coerentes que sejam as motivações. Excesso, como a própria denominação diz, é exceder, ultrapassar, romper limites. Refiro-me, especificamente, as manifestações contrarias a realização da Copa do Mundo no Brasil.

Não há como não ser favorável a uma movimentação que protesta contra a má utilização dos recursos públicos, no caso a construção de estádios de futebol, ao invés de escolas, hospitais e outras obras de grande impacto social. Desde que isso aconteça de maneira ordeira e civilizada.

A pergunta que me inquieta é: por que só agora? Por que não protestaram quando Lula inscreveu o Brasil no rol de países pleiteantes do evento esportivo, sete anos atrás? E mais, porque o uso da violência como forma de protesto, incendiando ônibus, depredando agências bancárias, pichando prédios públicos, saqueando lojas, etc.?

Sempre é bom lembrar que as manifestações de rua, em junho de 2013, tiveram como mote a precariedade governamental na prestação dos serviços públicos de interesse generalizado. Depois, quando grupos com interesse político ou anárquico, se apoderaram das manifestações, promovendo atos violentos, fazendo com que o cidadão comum se desmotivasse e se recolhesse à sua residência, é que os objetivos passaram a ser questionáveis.

E foi ai que a Copa do Mundo passou a ser bandeira de luta e motivo para o vale-tudo. Mas então por que o Estado não fez valer a sua autoridade, prevenindo ou combatendo os excessos? Porque não sabe como fazer ou por estar de mãos amarradas por ter pregado, quando fazia oposição, a adoção de práticas muito parecidas?

Mas o que realmente se esconde por de trás disso tudo? Eleição! E com ela a ameaça da perda do poder. E das regalias, por consequência. O tumulto nas ruas, com suas faixas criativas e ameaçadoras, os coquetéis molotov, as máscaras e tudo mais, é apenas um disfarce para essa intenção. Então dê-lhe depredar o patrimônio público, incendiar ônibus e viaturas policiais, obstruir estradas, ruas e avenidas, enfim, prejudicar o interesse da população ordeira e trabalhadora.

É por isso que não me preocupo com o que irão pensar os turistas da Copa, ou aqueles que tomarão conhecimento da nossa realidade através da mídia. E até útil que o mundo saiba o que está acontecendo no Brasil. Preocupa-me mais é a opressão disfarçada de cidadania que o PT e seus aliados ideológicos estão impondo aos brasileiros.

Mas como confio na sensibilidade e sabedoria do nosso povo, sei que a imensa maioria, mesmo no aconchego do seu lar, assiste a tudo com atenção e interesse, cientes de que o clamor manifestado nas ruas, em junho de 2013, ainda ecoa estéril no âmbito dos governos incompetentes e mal intencionados.


A resposta, tenho esperança, virá em outubro. Mesmo que três meses antes os brasileiros tenham que sair as ruas para comemorar o hexacampeonato da nossa seleção.

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