O antijogo da esquerda revolucionária.
Vivemos numa democracia. E como
tal somos livres para expressar nossos sentimentos comuns ou individuais. Mas
dentro do direito constitucional, ou seja, da ordem legal e do respeito as
diferenças. E isto se enquadra às manifestações populares. É preciso respeitar
os limites.
Por isso não me parece aceitável
os excessos cometidos por grupos, como acontece atualmente, e não por massas,
como ocorreu em junho do ano passado. Por mais coerentes que sejam as
motivações. Excesso, como a própria denominação diz, é exceder, ultrapassar,
romper limites. Refiro-me, especificamente, as manifestações contrarias a
realização da Copa do Mundo no Brasil.
Não há como não ser favorável a
uma movimentação que protesta contra a má utilização dos recursos públicos, no
caso a construção de estádios de futebol, ao invés de escolas, hospitais e
outras obras de grande impacto social. Desde que isso aconteça de maneira
ordeira e civilizada.
A pergunta que me inquieta é: por
que só agora? Por que não protestaram quando Lula inscreveu o Brasil no rol de
países pleiteantes do evento esportivo, sete anos atrás? E mais, porque o uso
da violência como forma de protesto, incendiando ônibus, depredando agências
bancárias, pichando prédios públicos, saqueando lojas, etc.?
Sempre é bom lembrar que as
manifestações de rua, em junho de 2013, tiveram como mote a precariedade
governamental na prestação dos serviços públicos de interesse generalizado. Depois,
quando grupos com interesse político ou anárquico, se apoderaram das
manifestações, promovendo atos violentos, fazendo com que o cidadão comum se
desmotivasse e se recolhesse à sua residência, é que os objetivos passaram a
ser questionáveis.
E foi ai que a Copa do Mundo
passou a ser bandeira de luta e motivo para o vale-tudo. Mas então por que o
Estado não fez valer a sua autoridade, prevenindo ou combatendo os excessos? Porque
não sabe como fazer ou por estar de mãos amarradas por ter pregado, quando
fazia oposição, a adoção de práticas muito parecidas?
Mas o que realmente se esconde
por de trás disso tudo? Eleição! E com ela a ameaça da perda do poder. E das
regalias, por consequência. O tumulto nas ruas, com suas faixas criativas e
ameaçadoras, os coquetéis molotov, as máscaras e tudo mais, é apenas um
disfarce para essa intenção. Então dê-lhe depredar o patrimônio público, incendiar
ônibus e viaturas policiais, obstruir estradas, ruas e avenidas, enfim,
prejudicar o interesse da população ordeira e trabalhadora.
É por isso que não me preocupo
com o que irão pensar os turistas da Copa, ou aqueles que tomarão conhecimento
da nossa realidade através da mídia. E até útil que o mundo saiba o que está acontecendo
no Brasil. Preocupa-me mais é a opressão disfarçada de cidadania que o PT e
seus aliados ideológicos estão impondo aos brasileiros.
Mas como confio na sensibilidade
e sabedoria do nosso povo, sei que a imensa maioria, mesmo no aconchego do seu
lar, assiste a tudo com atenção e interesse, cientes de que o clamor manifestado
nas ruas, em junho de 2013, ainda ecoa estéril no âmbito dos governos
incompetentes e mal intencionados.
A resposta, tenho esperança, virá
em outubro. Mesmo que três meses antes os brasileiros tenham que sair as ruas para
comemorar o hexacampeonato da nossa seleção.

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