sábado, 16 de novembro de 2013

O punho e as palmas



Qual a semelhança do gesto praticado por José Dirceu e José Genuíno - que ao se apresentarem à Polícia Federal para cumprirem a pena de prisão imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF), ergueram o braço com o punho cerrado -, com o mesmo gesto realizado pelos Panteras Negras, na década de 60, e do ex-jogador de futebol Sócrates, na década de 80?  A não ser a rebeldia do gesto, não há nenhuma identificação.

No caso dos Panteras Negras a finalidade original do movimento era patrulhar guetos negros para proteger os residentes dos atos de brutalidade da polícia dos EUA.   Sócrates, por sua vez, que comemorava seus gols com o gesto que identifica os comunistas, tinha como meta defender a democratização do futebol brasileiro.

Mas se tanto os Panteras como Sócrates tinham objetivos definidos para seus gestos, o que pretende os Zés do PT? Difícil identificar.Protestar contra a injustiça das suas prisões? Pode ser, pois ambos declaram inocência (?) e se consideram prisioneiros políticos. Será que desconhecem que vivem num regime democrático e não mais autoritário, como o que gerou suas experiências anteriores de cárcere? Impossível. 
Penso que ambos superavaliam suas importâncias. Sim, pois se o sentimento de injustiça fosse algo enrraizado no militante petista, ou na sociedade como um todo, não seriam apenas meia dúzia de manifestantes que estariam protestando por suas prisões. Seriam milhares.

Particularmente vejo o gesto dos Josés como arrogância e prepotência. De quem se nega a aceitar a derrota. “Perdeu”, como disse o Capitão Nascimento no filme Tropa de Elite. Quem ganhou foi a Justiça e a sociedade. Foram os honestos e os éticos. Foi o trabalhador, que soa a camisa diariamente em troca der um salário mínimo que mal lhe permite a subsistência.

Por isso duvido muito que ambos, na solidão do cárcere, continuem mantendo a mesma postura. E mais, duvido que não estejam amedrontados pela sentença advinda da condenação pelo crime de formação de quadrilha, ora em julgamento pelo STF.

Não são prisioneiros políticos. São prisioneiros, isto sim. E, embora queiram demonstrar orgulho por está situação, mais orgulhosos estão os brasileiros. Afinal, não foram eles mesmos, enquanto militantes da esquerda reacionária, que diziam que no Brasil só ladrão de galinha é que ia para a prisão. Pois é, o Brasil avançou, agora político corrupto também vai.

Que fiquem com seus braços levantados e punhos cerrados, observando uma nação esperançosa com a Justiça e que bate palmas pelo trabalho sério e exemplar desenvolvido, não pela elite, como os hoje prisioneiros disseram, mas pelo STF.





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