quinta-feira, 21 de novembro de 2013

O  Rio Grande desalinhado.



Mais do que um balde de água fria na expectativa de crescimento e fortalecimento da economia gaúcha, o anúncio feito pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que não há pressa na alteração do indexador da dívida de estados e municípios, representa, na prática, a impossibilidade de tornar realidade os benefícios diferenciados que poderiam resultar do chamado alinhamento das estrelas, amplamente divulgado por Tarso Genro na campanha eleitoral. 

Como não há pressa? Para o Rio Grande do Sul, considerado o estado com maior nível de endividamento do país, a renegociação da dívida em patamares menos extorsivos adquire a importância de vida ou morte. Não há recursos para investimento público. Daí a indignação com a passividade do governador para tratar do assunto. Três anos já se passaram e o tal alinhamento Governo Federal – Governo Estadual não conseguiu resolver aquela que é a principal reivindicação do Rio Grande: a renegociação da dívida.

E não adianta dizer que vieram recursos federais para obras. Ou que o RS foi beneficiado pelos programas sociais da presidente Dilma. Todos os demais estados também foram contemplados. Independente do governador ser do PT ou não. No mais, foram só promessas. A maioria feita neste ano, véspera das eleições de 2014. 

Se os municípios não suportam mais ir à Brasília com o pires na mão, o Rio Grande do Sul também não pode se contentar com a “bolsa estado” oferecida pelo poder central. Os gaúchos sempre foram reconhecidos e admirados pela sua independência. Por construírem  seu futuro com as próprias mãos e com o suor do seu trabalho.

Por isso a renegociação da dívida não é nenhuma concessão. Nenhuma esmola. E muito menos um favor. É, acima de tudo, um direito que os gaúchos tem de verem seus tributos revertidos na melhoria da sua qualidade de vida. O que a União tem repassado é pouco. Muito pouco. Daí a importância da renegociação da dívida. 

Desconhece o PT que os gaúchos, ao lhe depositarem as esperanças nas urnas, não o fizeram para ficar admirando as estrelas, mas por acreditar no nascer de um novo dia. 

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