NÚMEROS
COMPROVAM QUE O SERVIDOR PÚBLICO
NÃO É O
CULPADO PELA CRISE FINANCEIRA DO RS
Indutora e parceira das atitudes
do governo Sartori a RBS, através do jornal Zero Hora desta segunda-feira (26),
estampa em sua capa a seguinte manchete: “Crise “engole” o tarifaço do ICMS e
receita não sobe”. Pois então? É a primeira das muitas mentiras vendidas pela
administração peemedebista, iniciadas em 2015, que caiu por terra.
Não vai
demorar muito para que todos os gaúchos se deem conta de que duas coisas: De
que Sartori é o maior incompetente que já passou pelo Palácio Piratini ou que é
o mais maquiavélico de todos os governadores que o Rio Grande do Sul já teve.
Ou até, quem sabe, as duas coisas juntas.
A insistência (ou será teimosia?)
em manter a mesma estratégia desastrosa leva a crer que a alternativa correta é
a terceira hipótese. Por quê? Primeiro pela escolha de ações totalmente
equivocadas. Se o problema do Estado é o déficit financeiro, o maior do país
segundo Giovani Feltes, o “Carrasco da Fazenda”, por que as iniciativas do
governo fixaram-se apenas na redução de despesas? E sempre no mesmo sentido: o
enxugamento dos gastos com o funcionalismo público estadual. Predominantemente
dos servidores do Executivo.
O MAL FEITO
Segundo, porque as diversas maldades
que, se afetaram profundamente o bolso do trabalhador, vê-se agora pela ZH, não
tiveram o mesmo efeito na melhoria da saúde financeira do Estado. Elevação de
impostos, aumento dos saques dos depósitos judiciais, congelamento e
parcelamento dos salários dos funcionários do Poder Executivo, suspensão do
pagamento das parcelas da dívida do Estado para com a União, redução do valor
da RPVs para pagamento de precatórios, foram algumas das inverdades vendidas à
população como indispensáveis para evitar a “quebradeira” do Estado.
Pois ao ver desmoronar sua frágil
desculpa, facilmente detectada pela manutenção das dificuldades financeiras e
até pelo agravamento das finanças, o Piratini deflagrou as fases seguintes do
que chamou de “pacote fiscal”, que nada mais foi do que a continuidade das
malvadezas inconsequentes até então levadas à cabo. Mas nesse caso, mais do que
os outros, o efeito das medidas tiveram impacto arrasa quarteirão apenas na
vida das vítimas do covarde ataque do “exército Sartoriano”.
Tal qual aconteceu em 2015, o
tempo irá mostrar, rapidamente, que os projetos aprovados pela base aliada (ou
será alienada) na Assembleia Legislativa, não passou de mais um fracasso
gerencial.
Sem rumo e cego pela arrogância,
tudo indica que virão outros pacotes de maldades. Aliás, alguns deles já
agendados para serem votados no primeiro mês de 2017. Na sequência, poderão vir
a extinção de mais autarquias (quem sabe a Corsan?) e a venda de bancos
públicos, como o Banrisul e o Badesul. E, claro, a supressão de mais conquistas
trabalhistas, alvo preferencial da tesoura palaciana.
Mas enganam-se os idealizadores
das malvadezas ao tratar os gaúchos como se gado fossem. A máscara caiu e o
lobo começa a mostrar sua verdadeira face. E o tal “rebanho” já dá mostras de
que começa a se dar conta da sua força. Pois então aqui vai um conselho de
alguém com vocação pacifista: Se o governador Sartori quer concluir seu mandato
que mude sua estratégia gerencial e sua conduta de homem público. E que, para o
bem do Rio Grande, aproveite o tempo que lhe resta para amenizar o estrago
provocado.
O BEM REJEITADO
A começar fazendo aquilo que
deveria ter sido o seu primeiro movimento administrativo: Adotar medidas
visando o aumento da receita. Essa sim uma estratégia capaz de contribuir para
o real equilíbrio financeiro das contas públicas. É por não ter feito o dever
de casa que a situação está onde chegou.
Aliás, o governador está devendo
uma explicação para os seus eleitores: Por que ainda não revisou os benefícios fiscais
concedidos às grandes empresas? Por que não incrementou a cobrança da dívida
ativa e o combate à sonegação? Essas sim, medidas capazes de estancar o
sumidouro de recursos públicos e servir de impulso para o alcance do tão
almejado e necessário equilíbrios das finanças do Estado.
Mas como disse, se não somos
gado, não devemos agir como tal. Esperar isso de um governo que vê a iniciativa
privada como orientadora de suas ações, seja por ter sido patrocinadora da
campanha eleitoral, seja por ter fornecido técnicos da Agenda 2020 para a elaboração
do plano de governo, inexistente na referida campanha, é esperar demais por
algo que, definitivamente, nunca irá chegar.
Se mudanças econômicas são
necessárias, e são, os gaúchos devem se dar conta de que não existe milagre na
administração pública. Se querem que algo aconteça, pressione para que isso se
torne realidade. Deixar como está é continuar assistindo o desgoverno
“enxugando gelo”, fazendo de conta que é bem intencionado e que sabe onde quer
chegar. Não é à toa que o ataque ao funcionalismo ocorra em um novo governo
peemedebista. Tal qual a fábula do sapo e do escorpião, o PMDB nada mais faz do
que deixar vazar o seu instinto privatista.
A CONSEQUÊNCIA INEVITÁVEL
E aí? Vão ficar esperando que o
governo Sartori complete o desmonte da máquina pública inicialmente realizado
pelo governo Britto? Que a iniciativa privada se aproprie dos serviços públicos
para encarecer ainda mais as taxas já cobradas?
É balela essa história de que o
Estado tem que se fixar nas suas atividades fins, que são saúde, educação e
segurança. Boa parte da população já está transferindo seus salários para a
iniciativa privada nessas áreas e nem está se dando conta. Ou o pagamento do
guardinha civil que circula pelo seu quarteirão não é uma espécie de serviço
privado de segurança? E as empresas de segurança privada que cuidam da sua casa
de veraneio, do seu prédio ou do seu condomínio, não são pagamentos adicionais?
E aqueles que querem oferecer um
ensino de qualidade aos seu filhos, já não estão tendo que procurar o auxílio
de escolas privadas? Pagar por professores ou cursos particulares? O mesmo
ocorre com quem deseja agilidade e qualidade na prestação dos serviços de saúde
e vai buscá-los nos planos privados como alternativa.
Não vai tardar para o
contribuinte se dar conta de que o pagamento de impostos nada mais é do que uma
bitributação, pois paga para o Estado, que não dá a devida contrapartida, e
para a iniciativa privada, que faz aquilo que o Estado deveria fazer. E ai a
pergunta que fica no ar é: Estado, para quê?

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