sexta-feira, 22 de maio de 2015

Algozes da CPI do Detran provam
 o dissabor de se tornarem réus.



Quatro dos principais algozes do governo Yeda Crusius na CPI do Detran passaram ou estão passando por problemas com a justiça pela suspeita de terem praticados irregularidades. É a negação do texto bíblico que diz que “quem não tiver pecado que atire a primeira pedra”. Mais que isso, prova a necessidade de se duvidar dos falso profetas da honestidade suprema. No caso, por suas condutas, os quatro envolvidos se enquadram em outro provérbio, o de que “pimenta nos olhos dos outros é colírio”. Quem são eles? Os petistas Elvino Bohn Gass e Stella Farias, e os pedetistas Gilmar Sossela e Paulo Azeredo.

Quem não lembra da fúria acusatória impiedosa desse quarteto. Tiveram tanta projeção com suas posturas agressivas que dois deles conseguiram se reeleger deputado estadual, o terceiro, deputado federal, e o quarto, prefeito. Pois foi acabar a CPI para começar os seus calvários com a justiça. Stella Farias foi condenada pela justiça de Alvorada por improbidade administrativa praticada na época em que foi prefeita do município. A decisão porém foi modificada pelo TJ-RS, que a absolveu da acusação. Depois foi a vez de Elvino Bohn Gass, que foi citado pela PF por suspeita de participação na fraude do Pronaf, que prejudicou pequenos produtores rurais de Santa Cruz do Sul e Sinimbú. A exemplo de sua companheira de partido teve seu envolvimento arquivado por falta de provas.  

Já os pedetistas Gilmar Sossela e Paulo Azeredo estão tendo mais dificuldades para se livrarem das suas acusações. Sossela só se mantém deputado estadual por força de uma liminar do TSE até que seja julgado o mérito do recurso impetrado por sua defesa. Caso ela seja negativa às suas pretensões, valerá a cassação do mandato anteriormente determinada pelo TRE-RS. O motivo? Captação irregular de recursos para a sua campanha. Mas o caso mais complicado é o do prefeito de Montenegro, Paulo Azeredo, que tem um impeachment praticamente assegurado pela Câmara Municipal de Vereadores, pela prática de diversas irregularidades na construção de uma ciclovia no município.


O sofrimento dos quatro algozes da CPI do Detran mostra que a banca (Justiça e Parlamento) paga, mas cobra.

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