O super secretário de
Sartori.
Um ex-secretário de Sartori,
quando ele foi prefeito de Caxias do Sul, contou-me que o atual governador do
Estado tem por hábito consultar o seu reduzido núcleo de confiança antes de
tomar decisões importantes. Formado por
pessoas do seu círculo de amizades pessoais, estes assessores servem de bússola
para o norteamento das convicções de Sartori.
Mas por que digo isso? Porque um
desses consultores confiáveis está por se tornar um super secretário. Trata-se
do secretário geral de Governo, Carlos Búrigo, que segundo os corredores
palacianos irá absorver as atribuições de secretário do Planejamento. Caberá a ele,
um técnico e não um político, coordenar o programa de extinção, venda e fusões
de estatais.
Dentre suas
atribuições estará o convencimento dos parlamentares para a aprovação das iniciativas
encaminhadas à Assembleia Legislativa. Ocorre que estas iniciativas foram
geradas com a sua participação direta, o que significa explícita aceitação e
concordância do seu amigo e chefe Sartori. E é assim, na condição de fiel
escudeiro do governador, que ele irá defender os projetos apresentados ao poder
Legislativo.
E é aí que está o “furo da bala”.
Como alguém que coloca o amizade com o governador acima das questões de Estado,
sem expertise política e parlamentar, pode servir de interlocutor com os deputados
e com servidores diretamente afetados pelos projetos de lei?
Ah, mas para isso
é que serve o líder do governo, dirão alguns. Ledo engano. O líder do governo
nada mais é do que um intermediário, um vendedor de produtos acabados. O que
realmente tem significado, valor e importância é a decisão política de propor
e executar. E isso Búrigo tem de sobra. Arrisco dizer até que ele tem carta
branca para decidir.
Foi assim em Caxias, me
confidenciou o ex-secretário caxiense, e tudo indica será assim no governo do
Estado. Resta saber qual será a reação do Parlamento gaúcho, dos servidores e
da sociedade. Obediência fiel e irrestrita, à la Búrigo, ou posicionamento
consciente e socialmente responsável? É ver para crer.

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