A segurança pública do RS está sem rumo.
Imperdíveis as colunas do David Coimbra na ZH e do Lak no CP desta quarta-feira. Ambos abordam com propriedade e qualificada análise a crise porque passa a segurança pública do RS. E concluem, como eu, que a área está sendo o calcanhar de Aquiles de Sartori. No que concordo plenamente. Nada está sendo pior do que a política (ou a falta dela) de inércia adotada para o setor.
Sobre a indagação do Lak do por que o resultado das medidas de economia adotadas por Sartori não está sendo utilizado para a reposição do efetivo da BM e da PC, ela é por demais oportuna. Que sentido teria todo o sacrifício da população, que a partir deste mês paga mais impostos, e do funcionalismo, que teve congelamento e parcelamento dos salários (sem falar na perda de conquistas), se a economia obtida não resultar em melhorias na prestação dos serviços públicos?
Pois tudo indica que a insensibilidade governamental para as necessidades prementes da segurança pública do RS irá continuar. Sartori deverá assinar hoje a prorrogação do decreto que congela a contratação e nomeação de novos servidores para a BM e PC.
Isso me faz decidir por uma quarta alternativa no leque de opções sugerido pela David Coimbra. Relembrando. A primeira é de que Sartori age como um malandro caboclo. Alguém que sabe o que quer mas disfarça para não ser descoberto. A segunda é de que não torna público o que quer com medo das represálias da oposição e que por isso só faz aquilo que não lhe acarreta maior prejuízo político. E a terceira é a de que ele não sabe o que está fazendo e, nesse caso, tudo que está acontecendo não passa de mero casuísmo inconsequente.
Pois é aí que eu incluo a minha quarta opção. Ele sabe o que quer mas não sabe como fazer. E não tem humildade para reconhecer e pedir ajuda. Assim, governa como um motorista inexperiente, que sabe aonde quer chegar mas não sabe o caminho a seguir. Torçamos para que ele pelo menos não cometa muitas barbeiragens.

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