segunda-feira, 30 de março de 2015

Juventude alienada.



Preocupante. É o mínimo que se pode dizer da ação de meia dúzia de jovens identificados com movimentos minoritários, ligados à partidos de extrema esquerda, que tumultuaram a abertura do encontro “Reforma Política: Visões para construir a mudança”. Promovido pela Assembleia Legislativa o evento, que teve como principais palestrantes o vice-presidente da República, Michel temer, e o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, visa o debate de um dos temas mais reivindicados pelas grandes mobilizações populares, a reforma política. Em virtude do radicalismo do grupo de manifestantes, que mediante vaias e gritos de protesto impediram que os palestrantes fossem ouvidos pela ampla maioria dos presentes, o encontro foi transferido para o Plenário 20 de setembro, onde os jovens mais exaltados foram impedidos de ingressar.


Não sei o que esses jovens foram fazer num evento que pretende discutir a reforma política, já que suas reivindicações são de ordem particular, na sua totalidade ligadas aos interesses dos movimentos LGTB. Ausentes dos grandes protestos de rua, estes grupos visam unicamente a exposição pessoal através da contestação generalizada e da agressão comportamental. Pela pouca idade, desconhecem o que seja realmente uma luta democrática. Egocêntricos, confundem liberdade com libertinagem. Se não respeitam o direito da livre expressão como podem reclamar por serem excluídos.  Tivessem humildade para ouvir, certamente teriam muito o que aprender. Mas não é isso que lhes importa. Tirar uma foto irreverente para pôr nas redes sociais, para ser vista pelos amigos, vale muito mais. Novos tempos, velhos defeitos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário