Juventude alienada.
Preocupante. É o mínimo que se
pode dizer da ação de meia dúzia de jovens identificados com movimentos
minoritários, ligados à partidos de extrema esquerda, que tumultuaram a
abertura do encontro “Reforma Política: Visões para construir a mudança”.
Promovido pela Assembleia Legislativa o evento, que teve como principais
palestrantes o vice-presidente da República, Michel temer, e o presidente da Câmara
dos Deputados, Eduardo Cunha, visa o debate de um dos temas mais reivindicados
pelas grandes mobilizações populares, a reforma política. Em virtude do
radicalismo do grupo de manifestantes, que mediante vaias e gritos de protesto impediram
que os palestrantes fossem ouvidos pela ampla maioria dos presentes, o encontro
foi transferido para o Plenário 20 de setembro, onde os jovens mais exaltados
foram impedidos de ingressar.
Não sei o que esses jovens foram
fazer num evento que pretende discutir a reforma política, já que suas reivindicações
são de ordem particular, na sua totalidade ligadas aos interesses dos
movimentos LGTB. Ausentes dos grandes protestos de rua, estes grupos visam
unicamente a exposição pessoal através da contestação generalizada e da
agressão comportamental. Pela pouca idade, desconhecem o que seja realmente uma
luta democrática. Egocêntricos, confundem liberdade com libertinagem. Se não
respeitam o direito da livre expressão como podem reclamar por serem excluídos.
Tivessem humildade para ouvir,
certamente teriam muito o que aprender. Mas não é isso que lhes importa. Tirar
uma foto irreverente para pôr nas redes sociais, para ser vista pelos amigos,
vale muito mais. Novos tempos, velhos defeitos.

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