quarta-feira, 16 de abril de 2014


Bastidores da eleição



  • Carece de explicação a resistência do PMDB ao nome de Germano Rigotto para a vaga ao senado. A situação ficou mais nebulosa ainda com o anúncio feito pela cúpula do partido de que Pedro Simon irá concorrer a reeleição. Experiente, Simon tratou logo de dizer que ainda não se definiu. Foi o suficiente para que surgissem boatos de que o retardamento da sua decisão nada mais seria do que uma tentativa de descontentar Rigotto fazendo com que ele desista da ideia da candidatura de senador. É que o nome preferido de Simon para seu substituto, dizem, é o de José Fogaça.

  • Vieira da Cunha deve estar perdendo o sono com a possibilidade da não confirmação do apoio do DEM a sua candidatura, caso se confirme a coligação PP-PSDB. É que os Democratas sempre estiveram ao lado dos progressistas nas últimas eleições. A menos que o ranço com o PSDB, por conta dos atritos no governo Yeda, tenha prevalecido sobre o desejo de ocupar uma fatia do poder.

  • A reação comportada do PT após a declaração dada pelo presidente estadual do PMDB, Edson Brum, de que a conduta dos peemedebistas nesta eleição será a de anti-PT, permite uma previsão otimista quanto ao bom comportamento do partido na campanha eleitoral. O que é bom para todos. Para o governo petista que agora é vitrine, para a campanha e para o eleitor. Também, com tantos problemas para serem solucionados o recomendável é que o tom da campanha seja propositivo e não conflitante.

  • A militância do PT deve estar “trocando orelha” com a montagem da chapa majoritária, que terá Tarso Genro na cabeça. Sonhavam com a manutenção da coligação vencedora de 2010. Perderam o PSB e depois o PDT. Dos que restaram, sonharam com o nome de Sérgio Zambiasi (PTB) para a vaga de vice. Com a recusa do famoso radialista, terão que se contentar com nomes menos expressivos, como os citados pelo próprio PTB. A saber: o deputado Luis Augusto Lara, a ex-deputada Kelly Moraes e o ex-vereador Elói Guimarães.

  • O mesmo acontece com a escolha do candidato a senador. O PT terá que abrir mão da vaga, onde o nome preferencial seria a do ex-governador Olívio Dutra, para manter o PCdoB na coligação. Nesse caso a vaga já tem dono. Será a ex-senadora Emília Fernandes.

  • O repentino silêncio de Lasier Martins prova que o efeito da falatina inicial, tão logo foi confirmada sua pré-candidatura à senador, serviu-lhe de lição. Fica difícil justificar uma postura agressiva contra os adversários estando na frente das pesquisas eleitorais.

  • Apesar da boataria que começa a circular, dando conta de que devido ao seu mau desempenho nas pesquisas ele poderia abandonar a candidatura ao governo do Estado, tudo indica que Vieira da Cunha vai mesmo manter a candidatura até o final. É vontade da maioria do PDT e decisão pessoal.

  • Ponteando as pesquisas, o PP mantém o suspense sobre os seus parceiros de aliança. A maior curiosidade recai sobre os possíveis nomes para ocupar as vagas de vice e senador, uma vez que a de governador está reservada para a senadora Ana Amélia Lemos. A oficialização da senadora, porém, deverá ser anunciada apenas na pré-convenção do PP, marcada para o dia 17 de maio, um sábado, no teatro Dante Barone da Assembleia Legislativa.

  • Embora apareça nas pesquisas como mero figurante da eleição majoritária, o candidato do PSol ao Palácio Piratini, Roberto Robaina, já marcou ficha como o francoatirador da eleição. Esquece, porém, que será alvo do pedido de explicações sobre o estimulo dado pelo seu partido aos atos de vandalismo nos protestos de rua realizados na capital. São contundentes os indícios de que o PSol recrutou punks, anarquistas e integrantes dos black blocs.

  • Alguém sabe dizer qual a estratégia eleitoral do inexpressível Partido Republicano Progressista ao anunciar que irá disputar a eleição com apenas candidato ao Senado?








Nenhum comentário:

Postar um comentário