quarta-feira, 30 de outubro de 2013



Diálogo de surdos



A declaração do chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, de que o governo quer dialogar com os Black Blocs para compreender esse fenômeno social, permite inúmeras interpretações. Todas negativas. De pronto me lembro de algumas: De onde menos se espera, daí mesmo que não sai nada. Outra. Seria risível, não fosse trágica. 

Ora, os mascarados não respeitam spray de pimenta, bombas de efeito moral e até mesmo balas de borracha, como vão respeitar uma simples conversa com o governo. A máxima deles é o quanto pior melhor. São bandidos disfarçados de manifestantes que buscam facilidades para roubar. São filhinhos de papai (os mesmos que queimam mendigos, índios e picham prédios e monumentos) que se disfarçam de manifestantes para manifestar (covardemente) suas índoles violentas. 

Que ninguém se iluda com a iniciativa governamental. Governo e Black Blocs, no fundo, querem a mesma coisa. São efeitos da mesma causa. Talvez até se entendam. Mas certamente isso não resultará em tranquilidade para a população. Ao governo é melhor a depredação por parte de poucos do que os gritos de uma multidão criticando e pedindo avanços sociais, como um sistema de saúde público eficiente, educação de qualidade e segurança adequada. Ainda mais na véspera da eleição.

Nenhum comentário:

Postar um comentário