sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

A estiagem previsível.



Chegou a chuva e com ela a salvação das lavouras de milho, até então ameaçadas pela estiagem. Mas até quando a solução para os problemas da seca gaúcha vão continuar dependendo da ajuda de São Pedro?

Todo o ano é a mesma coisa. Chega o verão e a seca se instala no Rio Grande do Sul. Ai é prejuízo para a agricultura, falta de água e de energia elétrica. E quando finalmente chove é alagamento na certa. E ainda tem gente que fala que saúde, saneamento e energia são prioridades. E que a solução dos problemas, dito por eles pontuais, serão solucionados em breve. “No ano que vem não teremos mais problemas”, dizem.

Ai chega o novo ano e os problemas se repetem. E nem mesmo os prejuízos econômicos resultantes das longas estiagens, como as ocorridas no governo Rigotto, serviram de lição. Veio o governo Yeda e com ele a promessa da construção de barragens e açudes. Até a tradicional secretaria de Obras Públicas foi ampliada e passou a denominar-se Secretaria de Obras Públicas, Irrigação e Desenvolvimento Urbano. Porém a Irrigação acabou ficando só no nome. Veio o governo Tarso é a situação de escassez de investimento no setor continuou a mesma. E os problemas também.


Diante de tal descalabro é de se perguntar se nossos governantes deixam de agir por descaso, irresponsabilidade ou incompetência? Sim, pois quem não ouviu falar em aquecimento global? Que o controle e a estocagem de água potável é uma providência indispensável? Então porque não constroem barragens e açudes? Por que não investem em saneamento? Por que não governam com eficiência? Afinal, para que foi mesmo que se elegeram?

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