O presente grego de Lula.
A realização da Copa do Mundo no Brasil poderá se transformar num presente grego de Lula para a reeleição de Dilma Rousseff. Tudo por conta do descontentamento dos brasileiros com a má qualidade dos serviços públicos ofertados. Com estádios caríssimos e sob suspeita de superfaturamento, e com diversas obras de infraestrutura inacabadas, a expectativa de que o evento deixaria um legado social de grande importância para o desenvolvimento do país, dos estados e dos municípios, coloca em risco a popularidade e a credibilidade de Dilma, enquanto gestora dos interesses dos brasileiros.
E o primeiro sintoma desse enfraquecimento se deu em junho passado, com os protestos populares das ruas. Dias antes, justamente dentro de um estádio de futebol, em Brasília, na abertura da Copa das Confederações, a presidente foi vaiada pela torcida brasileira. Faltando seis meses para o início da Copa do Mundo e dez meses para as eleições, já se observa movimentos populares planejando novos protestos de rua. E tudo indica que uma coisa terá reflexo na outra. Ou seja, tanto a Copa pode ser prejudicada por atos de natureza política, como as eleições podem ser influenciadas pelos protestos que terão a Copa do Mundo como pano de fundo.
A essas alturas o PT deve estar rezando para que o Brasil se consagre hexacampeão. A exemplo de 1970, quando o Brasil tornou-se tricampeão, a paixão dos brasileiros pelo futebol poderá salvar o governo de plantão. Mais do que nunca a frase criada pelo comentarista Benjamim Wright, de que o “futebol é uma caixinha de surpresas”, pode ser associada ao atual momento brasileiro. Nesse caso, a surpresa poderá decidir o futuro do país para os próximos quatro anos.

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