Inflação e cidadania.
Analistas da área econômica prevêem que o Índice de Preços
ao Consumidor, em 2014, será de aproximadamente 6 por cento ao ano. Superior a
expectativa projetada pelo governo e pelo mercado consumidor. Em outras
palavras, vai aumentar o custo de vida. Isto significa mais inflação. A mesma
inflação que o governo insiste em negar, mas que o cidadão comum vem convivendo
diariamente. Só quem não frequenta um supermercado pode acreditar que a
inflação está sob controle. Aliás, só quem não compra nada.
Talvez você não lembre ou não
saiba, mas laranja já foi vendida por dúzia. Hoje é por peso. O mesmo ocorre
com diversos outros produtos. A melancia, por exemplo, era vendida por unidade
nos supermercados. Atualmente é por peso e em fatias. Quem define o aumento dos
combustíveis é o governo. Mas quem fixa o preço é o dono do posto. Em época de
valorização dos produtos orgânicos só quem se dispõe a pagar o dobro e as vezes
o triplo do seu valor comercial é que pode adquiri-los. E dê-lhe propaganda
sedutora.
“Nunca vimos tanto pobre entrando
para a classe média”, disse a presidente Dilma. Eu complementaria afirmando que
nunca se viu tanta gente pobre pagando caro por produtos que não são nada
básicos. Ou seja. A nova classe média é apenas uma ilusão. Que o mercado finge
acreditar para dela se aproveitar. Até mesmo a água, que apesar de ser
insípida, inodora e incolor, está sendo vendida como se fosse artigo
industrializado. Só porque é retirada de “fontes minerais” e envasada em
embalagens atrativas.
Carnes e peixes então? Os preços
sobem e descem sem que se saiba o motivo. Aliás, qual é o motivo mesmo? Celular
todo mundo tem. Mas conseguir falar nele é outra conversa. Automóvel também
virou artigo popular. Com ou sem IPI. Sei não, mas do jeito que a coisa vai
desconfio que nunca a classe média poderá migrar para a classe rica. A
tendência está mais para o retorno as origens pobres. A menos que segurem os
preços, os juros e a inflação.
Mas se o pobre novo rico paga
cada vez mais impostos e tributos, quem está ganhando com tudo isso? O governo
federal, primo rico da República. Em troca, oferece ao contribuinte um
tratamento à pão e água. Não atualiza, por exemplo, a tabela de isenções do
imposto de renda e nem acaba com o fator previdenciário. Não presta serviços de qualidade nem nas áreas básicas da Educação, Saúde e Segurança. Será que o governo,
tal qual faz com os produtos hortifrutigranjeiros, pensa que valemos mais pelo
nosso peso financeiro do que pelo nosso real valor como cidadão?
Até quando vamos nos deixar
enganar? Essa é uma pergunta que só você mesmo pode responder.

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