A explosão da violência.
Encerrados os festejos de fim de ano e ao raiar de um novo ano, oportuno se faz tratar de um problema que vem se tornando crônico no Rio Grande do Sul: as explosões. Não as dos fogos de artifício. Mas a de agências bancárias. Mais do que um caso de polícia, a sequência de explosões de caixas eletrônicos merece uma análise sob a ótica do tratamento que a mídia tem dado ao assunto. É que proponha fazer.
Óbvio que notícia ruim, de grande impacto, sempre foi, é e sempre será notícia. A explosão de um banco mediante o uso de dinamite é um exemplo disso. Agora, quando esse tipo de crime se torna frequente, sem que haja um basta das autoridades da área de segurança pública, o enfoque não pode ser apenas o da simples informação. Tem que ter caráter de cobrança. Quem sabe até de denúncia.
As explosões de caixas eletrônicos no RS não só se tornaram rotineiros (ocorreram durante todo o ano de 2013) como o uso de dinamite está se disseminando pelo meio criminoso. Prova disto foi a apreensão de uma banana de dinamite, em pleno feriado de fim de ano, com dois meliantes que circulavam de moto pelas ruas de Porto Alegre. Perguntados sobre o que iriam fazer com o explosivo, a resposta foi a de que serviria para um ato de vingança contra um bandido rival. Ou seja, dinamite virou arma comum.
Alguém poderá dizer que o porte de dinamite é uma evolução natural do uso de armas restritas utilizadas pelos marginais. Primeiro vieram os trezoitãos, os fuzis AR-15 e AK-47, as granadas de mão e agora as dinamites. Neste caso devemos nos preparar para os Urutus da bandidagem? Claro que não. Seria o fim da autoridade policial, tão carente de recursos para investimentos.
Vamos esperar que o crime organizado esteja melhor equipado que a polícia? Se isso acontecer será melhor trocar nossas residências gradeadas por bunkers e casamatas. Antes que isso aconteça é preciso impedir que a violência seja vulgarizada. Não podemos nos acostumar com notícias e situações dessa gravidade. E é ai que a imprensa tem papel de grande relevância. Em se tratando da vida, bem maior de uma pessoa, não pode haver transigência. Tem que haver cobrança por soluções urgentes.
Chega de tolerância. Já passou da hora dos nossos governantes darem um basta a está grave situação. E isso passa pelo bloqueio da entrada de armas e drogas pelas nossas fronteiras. E, no caso do Rio Grande do Sul, é preciso acabar com a facilidade com que os bandidos conseguem as dinamites. Se o controle desses explosivos é restrita, como explicar seu uso pela marginalidade? E mais. Como ainda não prenderam todas as quadrilhas que os utilizam? Estão esperando o que? Se não podem combater esse tipo de crime que decretem a incapacidade da polícia. O que não dá mais é ficar esperando a chegada dos Urutus do PCC.

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