PTB novamente no olho do furacão.
A julgar pelas denúncias da Polícia Civil, através da realização da Operação Kilowatt, lideranças importantes do PTB gaúcho estão envolvidas em nova suspeita de desvio de dinheiro público, mediante superfaturamento de licitações. Meses atrás o alvo de um escândalo semelhante foi a Procempa. Nessa caso a investigação partiu do Ministério Público.
O interessante nessa sequência de possíveis fraudes é justamente a presença do PTB. Não que não houvessem suspeitas, uma vez que o partido participou dos governos que foram investigados em escândalos anteriores. Talvez até houvesse. Mas o PTB sempre passou ao largo dos envolvimentos. O que não tem acontecido no momento.
Ruim para o PTB e ruim para a política gaúcha. Até porque existem indícios de que pessoas com ligações com outras siglas estejam igualmente envolvidas na fraude. Isto porque episódios como este só servem para enfraquecer ainda mais a imagem dos partidos e dos políticos. E não basta alegar que estes fatos fazem parte da vida pública e que são exceções praticadas por alguns elementos de má índole. A opinião pública não tolera mais esse tipo de comportamento.
No caso recente, é óbvio que o PTB (e talvez outros partidos) terá prejuízos eleitorais com a nova denúncia. E, numa escala de importância ainda desconhecida, também aqueles que se alinharem aos petebistas. E não podemos esquecer que o PTB é a noiva da vez para ocupar a vaga de vice na chapa encabeçada pelo PT.
Poucos são os partidos que não se viram envolvidos em denúncias de fraude de dinheiro público nos últimos anos. E isso já resultou até em cadeia para alguns. Mas nem por isso a descoberta e o indiciamento de alguns pode ser motivo de comemoração. Pelo contrário. Deve ser visto com muito pesar.
Que a exemplo do Mensalão, as denúncias sejam rigorosamente apuradas e, no caso de confirmação, que os envolvidos sejam exemplarmente punidos. Só assim estaremos contribuindo para que a política seja vista como coisa séria e os políticos como homens verdadeiramente de caráter público. Que saiam os maus e que fiquem os bons.
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