sábado, 4 de janeiro de 2014

Conscientização ou casuísmo?




Enfim uma boa notícia para o trânsito caótico do país. O total de automóveis e comerciais leves emplacados em 2013 teve um recuo de 1,61% na comparação com o ano de 2012. O mesmo aconteceu com as motos, que tiveram uma redução de 7,44%. Isto significa que aproximadamente 60 mil automóveis e 11 mil motos deixar de ingressar no conturbado trânsito urbano de nossas cidades.  Pode parecer pouco, diante do imenso contingente de veículos automotores (mais de 45 milhões), mas é um sinal de que as coisas podem estar melhorando. Os dados são da Federação Nacional da Distribuição de veículos Automotores (Fenabrave). Segundo a entidade, é a primeira vez desde 2003 que o segmento registra queda de vendas.

E o panorama fica ainda melhor quando observamos que aumentou o emplacamento, no mesmo período (2012-2013), de caminhões e ônibus. Nesse caso o crescimento foi de 14,36%. Isto significa a transferência de boa parte dos possíveis usuários de automóveis para o transporte coletivo. Pouco ainda, se considerarmos o potencial de motoristas dispostos a utilizar o transporte público de passageiros, mas que só não o fazem pela precariedade da frota. Unidades desconfortáveis e em número insuficiente são os principais problemas para o aumento da demanda.

A solução para os congestionamentos que estão sufocando os habitantes das grandes cidades passa por duas frentes. A primeira, pela conscientização dos governantes de que sem investimentos no transporte coletivo e no sistema viário não haverá como resolver o problema do trânsito urbano. A segunda é a conscientização da população, especialmente dos proprietários de automóveis, de que ser cidadão é andar de ônibus, de lotação e de metrô, e não apenas de automóvel, muitas vezes com um só ocupante. Mas é importante salientar que as duas providências devem andar juntas. Só assim poderemos ter a esperança de que um dia poderemos ter um trânsito civilizado e eficiente. Oremos.


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