Conscientização ou casuísmo?
Enfim uma boa notícia para o trânsito caótico do país. O
total de automóveis e comerciais leves emplacados em 2013 teve um recuo de
1,61% na comparação com o ano de 2012. O mesmo aconteceu com as motos, que
tiveram uma redução de 7,44%. Isto significa que aproximadamente 60 mil
automóveis e 11 mil motos deixar de ingressar no conturbado trânsito urbano de
nossas cidades. Pode parecer pouco,
diante do imenso contingente de veículos automotores (mais de 45 milhões), mas
é um sinal de que as coisas podem estar melhorando. Os dados são da Federação
Nacional da Distribuição de veículos Automotores (Fenabrave). Segundo a
entidade, é a primeira vez desde 2003 que o segmento registra queda de vendas.
E o panorama fica ainda melhor
quando observamos que aumentou o emplacamento, no mesmo período (2012-2013), de
caminhões e ônibus. Nesse caso o crescimento foi de 14,36%. Isto significa a
transferência de boa parte dos possíveis usuários de automóveis para o transporte
coletivo. Pouco ainda, se considerarmos o potencial de motoristas dispostos a
utilizar o transporte público de passageiros, mas que só não o fazem pela
precariedade da frota. Unidades desconfortáveis e em número insuficiente são os
principais problemas para o aumento da demanda.
A solução para os
congestionamentos que estão sufocando os habitantes das grandes cidades passa
por duas frentes. A primeira, pela conscientização dos governantes de que sem
investimentos no transporte coletivo e no sistema viário não haverá como
resolver o problema do trânsito urbano. A segunda é a conscientização da
população, especialmente dos proprietários de automóveis, de que ser cidadão é
andar de ônibus, de lotação e de metrô, e não apenas de automóvel, muitas vezes
com um só ocupante. Mas é importante salientar que as duas providências devem
andar juntas. Só assim poderemos ter a esperança de que um dia poderemos ter um
trânsito civilizado e eficiente. Oremos.

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