O sorriso de Fortunati.
No dia 6 de setembro este blog publicou a seguinte
nota: “Por que a eleição de Porto Alegre pode ser decidida no primeiro
turno?”. Na ocasião, a principal motivação da profecia estava no fraco
desempenho dos cinco candidatos na pesquisa Ibope que, somados,atingiam apenas
6%. Em contrapartida, Manuela aparecia com 37% e Fortunati 35%. Neste cenário,
conclui que quem alcançasse 45 ou 46% ganharia a eleição no primeiro turno. Assim,
os dois candidatos estavam no páreo.
Passados 16 dias, a mesma pesquisa Ibope
(22/9) tratou de confirmar minha suspeita. Não apenas pela continuidade da
pouca representatividade dos cinco piores colocados (14%), mas principalmente
pela queda de Manuela, que obteve 28% da intenção de votos (9% menos que na
primeira pesquisa). Fortunati, por sua vez, cresceu 10%, passando de 35 para
45%. Outro fator decisivo para a confirmação do meu prognóstico antecipado, favorável
agora apenas à Fortunati, é a redução do número de indecisos. Enquanto na
primeira pesquisa este segmento apontava 15%, agora aparece com apenas 7%.
Tal situação, duas semanas antes da eleição, tende
a beneficiar o favorito das pesquisas. Primeiro porque motiva ainda mais a
militância. Segundo, porque tende a influenciar na decisão dos que ainda não
definiram o seu voto. O conhecido voto útil, de quem não quer desperdiçar seu
voto, escolhendo alguém com pouca ou nenhuma chance de vitória. Ciente dessa
possibilidade real, Fortunati usa a sua propaganda de rádio e TV para dar a pá
de cal nas chances de Manuela. Como? Buscando o voto do segmento jovem, majoritariamente
favorável à ela. Exemplo disso é a exposição de rappers,que apresentam
letras identificadas com o jingle de Fortunati.
Assim, surpreendentemente, Porto Alegre, depois de
muito tempo, deverá ter uma das suas mais tranquilas eleições. Não é a toa que
Fortunati não consegue tirar o sorriso de felicidade do rosto. A menos que algo
muito significativo reverta a atual situação, o atual prefeito já pode mandar
confeccionar a beca para mais uma posse. Desta vez não mais como vice-prefeito,
mas como titular do cargo de prefeito.

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