quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Moralidade eleitoral




Pirotecnia eleitoral. É o mínimo que se pode dizer dos detentores de cargos  públicos de Executivo que deixam para a época de campanha eleitoral o anúncio, o início e a inauguração de obras. Ao agirem assim, esquecem (ou fazem pouco caso) de que a realização de obras e serviços nada mais é do que um dever de ofício. Uma obrigação. De quem foi colocado no cargo pela própria população. Retardar obras é penalizar os beneficiários. Muitas vezes com a perda da própria vida. 

Além disso, permitir que um candidato permaneça no cargo, fazendo uso das benécies da função, é desequilibrar o pleito. Óbvio. Os outros não possuem a mesma vantagem. Por isso sou favorável a desincompatibilização do cargo de quem busca a reeleição por pelo menos seis meses antes da eleição. Nada mais justo. Além disso, num mandato de quatro anos, o candidato terá três anos e meio para mostrar a que veio. Se fez pouco, que arque com as consequências. Se fez muito, que tire proveito disso. 

Sei que muita gente vai dizer que iniciar e/ou inaugurar obras já é uma tradição e que, portanto, reclamar disso agora é cantilena de perdedor. Não penso assim. Que momento seria mais propício para esse debate do que a campanha eleitoral? Alem disso, se queremos melhorar a política e os políticos, qualquer momento é uma boa hora. Aliás, já estamos atrasados na implantação de uma necessária e imprescindível reforma política.

Até que isso ocorra, na minha visão, fazer pirotecnia eleitoral com obras públicas continuará sendo uso indevido da máquina pública. Para atender interesses pessoais e partidários. O que é inadmissível sob todos os aspectos. Seriedade no trato da coisa público. Um critério que, ao meu ver, deve ser adotado por todo o eleitor responsável e consciente na hora de depositar o seu voto na urna. Para não se arrepender depois.

Imagem: portoimagem.wordpress.com

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