Se privatizar é possível,
fiscalizar é imprescindível.
O governo federal, através da Anatel, muito
tempo depois dos consumidores, descobriu que a telefonia móvel do Brasil não
possui a qualidade necessária para prestar bons serviços aos seus mais de 250
milhões de usuários. E como viu que os consumidores não aguentavam mais o
descaso das operadoras resolveu radicalizar. Suspendeu a venda de novos chips
(linhas) e novas linhas de Internet até que as operadoras apresentem soluções
de curto prazo para as falhas nos serviços. Até ai tudo bem.
O
que o ministro de Comunicações, Paulo Bernardo, não contava é que a presidente
Dilma Rousseff estivesse tão interessada no problema a ponto de cobrar-lhe uma
solução rápida para o problema. O motivo: a necessidade da continuidade da
expansão da telefonia móvel no país. “Ela evidentemente está muito interessada e queria
saber como vamos sair disso. Falei para a presidenta resumidamente de que não
temos a expectativa de que em 10 dias ou 15 dias esses problemas (falta de
qualidade nos serviços prestados) estarão solucionados. (Mas) nós achamos que
em 15 dias, por exemplo, é um prazo muito razoável para apresentar (os planos
de investimento) e garantir que os problemas serão resolvidos em um cronograma
que vai ser seguido a cada dois meses, a cada três meses pela Anatel”,
declarou o ministro.
BINGO! Ai que está o problema. Falta de
fiscalização dos órgãos públicos nos serviços terceirizados. E não é só na área
das telecomunicações. É em todas as áreas. Por isso a presidenta Dilma tem que
radicalizar também nas cobranças do próprio governo. E para dar o exemplo, deve
orientar o Ministério das Comunicações para não se deixar influenciar pela
pressão dos países sede das empresas de telefonia que atuam no Brasil, como é o
caso da Itália, que está tentando dar caráter diplomático ao caso da TIM. E o mesmo vale para a Oi e a Claro, também atingidas pelas medidas tomadas pela Anatel. Só
assim, com o exemplo vindo de cima, é que o Brasil poderá superar os ruídos de comunicação entre governo,
iniciativa privada e a população.
Imagem: blogbahiageral.com.br
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