terça-feira, 24 de julho de 2012


Se privatizar é possível, 
fiscalizar é imprescindível.

O governo federal, através da Anatel, muito tempo depois dos consumidores, descobriu que a telefonia móvel do Brasil não possui a qualidade necessária para prestar bons serviços aos seus mais de 250 milhões de usuários. E como viu que os consumidores não aguentavam mais o descaso das operadoras resolveu radicalizar. Suspendeu a venda de novos chips (linhas) e novas linhas de Internet até que as operadoras apresentem soluções de curto prazo para as falhas nos serviços. Até ai tudo bem.

O que o ministro de Comunicações, Paulo Bernardo, não contava é que a presidente Dilma Rousseff estivesse tão interessada no problema a ponto de cobrar-lhe uma solução rápida para o problema. O motivo: a necessidade da continuidade da expansão da telefonia móvel no país. “Ela evidentemente está muito interessada e queria saber como vamos sair disso. Falei para a presidenta resumidamente de que não temos a expectativa de que em 10 dias ou 15 dias esses problemas (falta de qualidade nos serviços prestados) estarão solucionados. (Mas) nós achamos que em 15 dias, por exemplo, é um prazo muito razoável para apresentar (os planos de investimento) e garantir que os problemas serão resolvidos em um cronograma que vai ser seguido a cada dois meses, a cada três meses pela Anatel”, declarou o ministro.

BINGO! Ai que está o problema. Falta de fiscalização dos órgãos públicos nos serviços terceirizados. E não é só na área das telecomunicações. É em todas as áreas. Por isso a presidenta Dilma tem que radicalizar também nas cobranças do próprio governo. E para dar o exemplo, deve orientar o Ministério das Comunicações para não se deixar influenciar pela pressão dos países sede das empresas de telefonia que atuam no Brasil, como é o caso da Itália, que está tentando dar caráter diplomático ao caso da TIM. E o mesmo vale para a Oi e a Claro, também atingidas pelas medidas tomadas pela Anatel. Só assim, com o exemplo vindo de cima, é que o Brasil poderá superar os ruídos de comunicação entre governo, iniciativa privada e a população.
Imagem: blogbahiageral.com.br

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