Prenúncio de uma
morte anunciada
O Senado da República vai cassar
o mandato de Demóstenes Torres. Escrevo está previsão antes mesmo da divulgação
do resultado da reunião dos senadores ter sido iniciada. E não se trata de uma
opinião exclusiva. Trata-se da constatação de um desejo da sociedade brasileira,
que não aguenta mais ver esses aproveitadores de plantão se valendo do mandato para
colocarem seus interesses pessoais acima dos interesses dos seus eleitores.
E este é o primeiro crime praticado
por estes políticos inescrupulosos: o estelionato eleitoral. Se não respeitam a
procuração que lhe é dada pelo eleitor, como esperar respeito pelo dinheiro
público? Tal qual um jogador que é expulso de campo por mau comportamento, não
basta ao Congresso Nacional usar o regimento para cassar maus políticos. Estes,
a exemplos dos jogadores indisciplinados, não deveriam sequer ter sido
escalados (eleitos).
Este é o âmago do problema. E, no
caso dos políticos cassados, o técnico que o escalou foi o eleitor. Não estou
dizendo que o culpado pelas falcatruas de Demóstenes Torres são aqueles que o
elegeram. Estou dizendo que o descaso do eleitor em fazer uma boa escolha na
hora de depositar seu voto na urna é o “adubo” que fará germinar políticos
corruptos. Toda ação tem a sua consequência.
Então já está mais do que na hora
da imensa maioria dos brasileiros fazer uma reflexão sobre a sua interferência na manutenção no
surgimento de novos Demóstenes. Uma atitude comprovadamente eficaz é se
interessar mais pela política e pelos políticos. Outra é incentivar pessoas
comprovadamente vocacionadas para a prática do bem comum a concorrerem a cargos
eletivos. Quando pessoas de bem não participam da política os espaços
disponíveis são ocupados pelos maus cidadãos.
Bem, mas se este é um “trabalho
de formiguinha”, embora a tarefa seja premente, que o Senado da República faça
a sua parte, cassando Demóstenes Torres. Certamente essa atitude, mais do que
preservar a dignidade da instituição, servirá como incentivo à formação de uma
nova consciência política. Para o bem do Brasil e dos brasileiros.
Adeus ex-senador Demóstenes. Já vai tarde.
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